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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

a gente fica se perguntando por quê.
Por que ela foi tão cedo, assim meio de repente, no sofá "dela"...mas por que, afinal, eu também não disse tudo que agora eu queria ter dito,
o quanto ela era importante para mim
e o quanto eu a amava, uma mãe, uma amiga.
Alguém que me faz sentir que posso ser melhor, só porque ela existiu na minha vida
e pelas tantas coisas boas que ficaram,
os trejeitos, os dizeres, as frases na agenda
Meta para 2000: realizar o melhor negócio: VIVER!
Laura era assim, realizada em vida. Vivendo e ensinando a viver,
amando a todos e cuidando...
agora essa saudade, essa tristeza que de vez em quando volta. Mas não há como deixar de pensar no seu jeito sossegado, e no que ela diria se visse esse estado de ânimo. Tudo se ajeita, ela diria...como ao telefone,
Laura, tudo bem contigo?
Tudo ÓTIMO!
seguimos agora sem você,
mas levando conosco um pouco desse amor sabedoria que você nos deu,
gratidão.

sábado, 3 de dezembro de 2011




Mudanças.......

juro que tentei girar as fotos, mesmo!

então....depois da tempestade, arrumar a bagunça que ela deixou,

como disse o Bah outro dia. Entre uma martelada e outra, arrastar uma cadeira prá cá e mudar

uma outra coisa ali, ou deixar ir aquilo que eu jurava imprescindível e, bem, nem tanto assim, lá vamos nós

por entre ervilhas de cheiro (já quase nem se vê dessas, sabe), descobrindo os caminhos e congestionamentos e mercadinhos da região. D. Terezinha compartilha limões, nectarinas, manjerona e o que mais houver no seu quintal, tudo por um dedinho de prosa.

Vamos caminhando, Luísa e eu,

devagarinho fim de tarde, tentando entender o porquê da pressa de tanto motorista "fimdesemana"...encontro: uma ruazinha ali, de terra mesmo, numa curva um acer e logo mais à frente...quem seria...? Temos tempo pra conhecer, por enquanto só um boa tarde para a senhora robusta que sobe no trator (gostei disso!) e seguimos...lantanas, dente de leão, frio de inverno numa primavera preguiçosa, mas ainda assim esse gostinho do sempre. O ritmo das músicas do shabat das 12 tribos, de ontem...alegria, amor, gentileza...saudade de um pouquinho mais, quem sabe outra sexta. Nicolás aguentou firme até quase meia noite, Luísa batia palmas mas não desgrudava facil, diferente de Abraão, de 1 ano e meio já solto e procurando as novidades do lugar.

Um sussurro outro dia dizia: o que nos une é mais forte, e mais real, do que o que nos separa.

SEmPre.


...vento lá fora,

de manhã a chuvinha, depois o sol e agora me lembro da roupa que não recolhi.

Luísa reclama no sono.

como perceber o dharma entre tantos aspectos diferentes de uma mesma realidade?

Lá vamos nós, mais uma vez...

a aventura recomeça.

Mas tem estrelas no céu, quem sabe amanhã tem sol!














sábado, 29 de outubro de 2011




caminhando pela biblioteca, Luísa nas costas e Nicolás avançando por entre os livros,


topo com algo que me faz lembrar,




...dormes sem conforto, um peixe


dentro da baleia do corredor,


a espirrar espuma, a respirar




para todos os lados da carne.


O que pretendes me dizer?


Cuidado, filho, o chão alucina.




Meu filho, fala alto,


meu ouvido está no fim,


já não escuto a minha infância,




já não sei pensar com os símbolos,


as metáforas e os sinais.


Alguns amadurecem, a maioria cansa.




assim, de repente, numa página aberta ao acaso, Carpinejar me deslumbra


nas poucas linhas que em mim ressoam.


Um filho.


É esse, vou levar.


Nicolás, você quer pegar um?


eu quero três!




Mas, ah, se fosse assim, tão fácil....ou será que...?


Quem são afinal, esses seres que vêm através de nós mas podem trazer algo tão diverso,


as pequenas coisas que nos emocionam e


os desastres paralisantes...eu estive perto de algo que agora me fugiu,


acho que por isso a poesia,


talvez por isso mesmo o mar de amor.


Ser mãe,


algo tão óbvio para mim,


mas também tão duvidoso algumas vezes.


Todos estão cansados hoje. Victória, Fabíola e Elora desenham abstrações impossíveis (quem inventa essas coisas malucas do Imagem e Ação?)


é uma menina gritando uhu!


não, uma pessoa gritando feliz porque ganhou cabelo,


ou sapateando!


quase!


camaelástica!


tagarelando enquanto pula!


SALTO EM ALTURA, querida!


nossa, mas ela podia pular tão alto assim?




Meu filho, minha filha, do Carpinejar, é um desses assim,

tem que ler prá saber,

eu ainda não li.

Junto com outros tantos

empilhadinhos na cômoda, uns oito ou dez,

esperando a vez.

Quem sabe depois do passeio, ou depois das costuras, do lavar passar cozinhar, rir e chorar
e do café.
que´que é cafona, tia?

Meninas, prá tudo tem um tempo.
Hoje Nicolás esperou impassível sua vez de rebater. Pela primeira vez, e já parecendo conhecer as regras do treino, não largou nem por um segundo o taco de beisebol que lhe deram. E observava...o problema era conter a emoção, ao soltar os ah, esse não deu certo, e atrapalhar um pouquinho a concentração dos outros, ou melhor, outras. Era o time das meninas de T-ball do clube Nikkei de Curitiba. A treinadora mandou voltar, disse que se o treinador "dos pequenos" não vier próximo sábado, ela mesma assume o pequeno jogador.
vamos ver a agenda, meu filho...que a vida segue seu próprio ritmo
dentro de uns tantos outros já desenhados de antemão.
Será que eu sei o que é isso?
Será que eu sei o que é o certo?
Apesar de tanto isso e aquilo, vejo meus medos anseios no que me cerca.
Tudo tão próximo e veloz que me assusto...o olhar esse (trecho) do poema e mergulhar
no imenso que pode ser o mundo do meu filho. Dos filhos.
Como poderia querer sequer dizer que sei quem você é
se eu mesma ainda tateio meu próprio universo?
Olho você sorrindo e isso me basta.
veloz...

tia, isso aqui não parece alguém pisando no tomate?
então...era d, né...de difícil!









segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De tudo um pouco, um pouco assim...
o sol que voltou hoje a dar o ar da graça faz lembrar dias atrás, em que os passeios no trailer eram mais frequentes.
As pausas providenciais para reabastecer, como dizia Elora, porque com aquele frio, só pastel de feira mesmo,
...ou uma soneca, para quem PODE!!!
Viu Ale, sem bandeirinha!!! hahahoahohaoha, já somos um "happening" quando passeamos por aí
O piano ajuda a ter mais ouvidos, principalmente nesses dias nublados...
Ou nesse fim de semana intenso (em muitos sentidos, mesmo!), com Victória e Fabíola aqui em casa. As idas ao teatro e receitas caseiras, um pouco de massagem e conversa de meninas...
sonhos, pedidos que fazemos e que quando vemos, ali estão! E agora?
Peter veio de longe para conhecer uma menina de mãos pequenas. Emocionado e contando várias histórias de vida, ouviu outras tantas em meio ao cansaço que sentia da viagem. Um ou outro pedem colo, mas no fundo no fundo, de colo todo mundo gosta. O abrigar é o começo e o fim, no meio disto fica essa escola maravilhosa.
às vezes pergunto, só pra ver o tanto de coisa que me esqueci:
Nic, o que é o amor?
hmm....minha casa!
pois então....e a gente fica olhando e falando com eles de cima.
Intenso, sim...guenta coração!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

No dia 11 de setembro de 2001, quando terroristas jogaram aviões contra as Torres Gêmeas em Nova York e um sobre o Pentágono em Washington, morreram cerca de 3 mil pessoas. Foi uma atrocidade que paralisou a humanidade.
No mesmo dia, exatamente 16.400 crianças abaixo de cinco anos morreram de fome e de desnutrição, cinco vezes mais do que os mortos pelo terrorismo. No dia seguinte e nos outros dias sucessivamente durante todo um ano, 12 milhões de crianças foram vitimadas pela fome, e ninguém ficou estarrecido diante dessa catástrofe humana.
(...) A atual forma de organização econômico-social da geossociedade e a cultura individualista que se propagou por todos os quadrantes não favorecem o ideal de comensalidade. A maioria dos seres humanos vive alienada da real situação da Terra. O desafio que se impõe parece ser este: passar de uma sociedade de produção industrial para uma sociedade de promoção de toda a vida.
Uma precondição mais imediata e possível de ser posta logo em prática é o novo padrão de consumo.
Consumimos não apenas o necessário, o que é justificável, mas o supérfluo, o que é questionável...Como Leonardo Boff afirma, no Virtudes para um mundo Possível, trata-se mesmo de deixar de lado, abrir mão, mas não por carência, e sim por amor. Amor ao todo, à vida, àquilo que dá a vida...
O fim de semana que passou foi cheio, incrivelmente cheio. Idas ao teatro, à Capela \sta Maria para ouvir sentir a Camerata, festas de aniversário com direito a cama elástica para os grandes e pequenos, amigos de tanto tempo, aconchego de um jardim Waldorf, visitas a quem chega por esses dias...sim, cansativo mas maravilhoso. O tempo nublado mas o coração tão cheio desse calor transbordante!!! Agradecimentos especiais ao seu Alberto que disponibilizou o "carrão" para levar a turminha ao teatro, ver as coisas lindas que a Alessandra Flores compôs nesse Labirinto do Mundo, e ainda a minha mãe mais querida do mundo que com essa paciência enorme resolve, ajeita, segura as pontas e cuida dos pequenos enquanto eu posso voar um pouquinho...
bem, hora de voltar, o dia a dia e as contas todas e o futuro-como-será?
vamos caminhando...agora a tônica do perceber a nossa própria criação e o que, exatamente, devemos alimentar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como era mesmo que o Jorge Oro dizia...
o tempo é um corte na eternidade, temos que aprender a viver o que já está aí,
viver no sempre.
tanta coisa agora...pai de mudança pra Antonina,
pessoas que precisam de mim,
a dor que surge e que precisa ser cuidada,
esquecer ou lembrar, depende da nossa disposição e daquilo que "alimentamos".
puxa, pensei em tanta coisa antes de sentar aqui para escrever e agora....cadê? Esse deliciar-se com uma série do começo ao fim eu sei como é...e meu pai, aficcionado por sci-fi, entrou na Battlestar Galactica e não há quem tire! Até fez uma tentativa para operar o notebook mas parece que ainda não consegui convencê-lo dos benefícios de conseguir mexer na coisa...
bem, bem...enquanto isso, Nic e Luísa vão crescendo com essa rapidez impressionante,
outro dia, limpando a cadeirinha de carro que- graças à boa ajuda providencial da nona mais uma vez!- vai ser usada novamente, Nic colocou Luísa sentada e, pegando uma tampa de panela para servir de volante, me avisou muito sério:
Mãe, Nic vai levar Ísa passear
Puxa, que legal Nic!!! Onde vocês vão???
Ah, a gente vamo comprar feijão, arroz, suco...

Parece que a nossa forma de amar também muda à medida que evoluímos,
ouvi isso outro dia e sinto que é um caminho muito válido. Agora o novo projeto é música,
vamos ver se consigo levar um ou dois nessa paresentação da Camerata Antiqua de Curitiba. Vamos ver...depois eu conto, que agora Nic aqui do lado me chama a atenção de tudo que é jeito, dizendo aquele mãe, tô com fome!!!!
Alimentemos, pois.

domingo, 21 de agosto de 2011





Olha o menininho aí,


na baía de Antonina, bravo por não poder dar uma volta de barco


(essa história de me colocar sentado aqui dentro só pra tirar foto e ir embora não me convence! diria ele...)


gostando de Antonina, ruim é quando chove e nossos passeios a pé ficam comprometidos. No último fim de semana era festa da padroeira, n, Sra do Pilar. Comilanças, parque de diversões e maçãs do amor. A "escadinha" infantil enche a casa da Laura, e eu vou fazendo meus planos de voltar com minhas costuras, preciso aprender tanta coisa.. por outro lado, ainda me pergunto se certa "bagagem" vale a pena. Acho que sou uma leitora simples.


Talvez eu tenha um gosto simples (?)


Sábado de manhã, tempo nublado, mas nada que me fizesse ficar enfurnada em casa,


vamos, Nic, o ônibus!!!!


Atrasados, com uma sacola cheia de livros, alcançamos o ônibus que nos deixa ali, bem perto do bondinho de livros...que ideia! Lá dentro, com Luísa no sling e tentando ficar de olho em Nic, vou desviando de dois meninos que são por sua vez perseguidos por um pai de máquina fotográfica em punho. O bonde é estreito, a seleção de livros é boa (pelo menos para os grandes...me impressiona a falta de cuidado da maioria de livros infantis), e entre uma topada e outra, olho para a cara do pai fotógrafo e lá está o Alf, colega de curso ou pelo menos de pretendentes a curso...é, concordo...com essas crianças, esse modo de vida, e tantas outras coisas, quem pode se dar ao luxo de fazer quatro módulos de uma semana cada, em regime de imersão, ou tem dinheiro sobrando, ou tem essa vontade do tamanho de um bonde, digamos. Muitas coisas a serem discutidas, creio eu. Na teoria funciona, na prática também, mas algo no meio do caminho,


bem onde a gente mais se "aperta", deixa essa dúvida quanto à validade do método.


Bem, eu não desisto fácil. Também não tenho vergonha quando percebo uma burrada e tenho que voltar atrás...pra aprender é na prática, né? Então...fim de ano tá aí, quem sabe ano que vem Nic possa ter mais alguns colegas, quem sabe um jardim que não o daqui de casa...mas daí vamos ver se o bolso aguenta!


Quanto ao meu gosto não gosto,


fico pasma...esse Lobo Antunes, tão maravilhoso aclamado interessante...


é, talvez eu seja muito simplória de achar que ele não faz muito meu tipo. Então me aparece essa coletânea de reportagens da Eliane Brum, "A vida que ninguém vê", e fico de boca aberta em plena manhã gelada de domingo


- Esse é o caminho do pobre.


E disse com tal dor, com tal desesperança, que a frase açoitou o cemitério de pobreza. Porque uma frase só existe quando é a extensão em letras da alma de quem a diz. É a soma das palavras e da tragédia que contém (ou das alegrias!!!) Se não for assim, é só uma falsidade de vogais e de consoantes, um desperdício de som e de vogais.


Histórias de gente carne osso, ali do estado vizinho, reunidas no jornal Zero Hora...como a do Geppe Coppini, que nunca pediu nada. O que seria Geppe então? e que, depois da praga da cigana, mudou. Passou a alisar o tronco das árvores com as mãos por horas a fio. E, ao contrário da tropa de irmãos, decidiu que não trabalharia.. Louco, louco. Por quase todo esse século, Geppe peregrinou pelas hortas e pelos pomares vivendo de frutas, verduras e legumes.


(...) Quando passou dos 60 anos, um cidadão conseguiu uma aposentadoria para ele. Essa foi a primeira vez que algo realmente assombrou Geppe: o Governo. E desde então ele passou a repetir, em vêneto:


Il goerno lé stupido. Gó mai laorato in tutta la vita e ancora i me paga!


(O governo é um estúpido! Nunca trabalhei na vida e ainda assim me paga!)


Tempos depois, Geppe avistou um avião no céu. E logo compreendeu. Só podia ser o Governo. Isso enquanto ele ajudava a cortar lenha. Em seguida, passou o segundo. Geppe atirou o machado longe e saiu abatido. Antes, avisou:


- Se quiser cortar lenha, corta. Eu me vou porque se o Governo me descobre trabalhando me corta o soldo!


Pés gelados, Luísa prefere ficar mexendo nas pedrinhas e azulejos de mosaico em cima da cama. O irmão foi num almoço na casa do tio Ale...quem diria...


quem diria que ia ficar tão FRIO de novo????? olhe, eu juro, mas juro mesmo que ano que vem


me dou de presente um fogão a lenha!!!


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os ossos abrem cminho até a superfície da terra a cada estação de chuvas.
Eu queria me alimentar de alegria como os deuses radiantes.

Mãe, Nic num tem capacete!
Pois é, amor...mas eu coloco o cinto em você, tá bom?
Ísa num tem capacete.
é, ela não tem, nem a mamãe...quem sabe mês que vem a gente compra.
7:30 am, no ponto de ônibus em frente a APAV, Douglas com cara de sono
e aquele sorriso-alegria nos cumprimenta o novo dia e, claro, como é de praxe,
meus dois indiozinhos fazem cara feia para o tio que atrasa nosso passeio.
Ora, ora...não fosse a multa eu comprava, uns quatro de uma vez,
Paradas providenciais, que eu não sou de ferro,
e lá chegamos na escola de inglês,
(desistências, planos alterados, adiados, quem sabe?
Elora insiste, mesmo sem as aulas de inglês
mãe, afinal, nós vamos para a Austrália?
ok, that's a good question...and as i said: it's not if but when, babe....who knows!)
mas, como dizia meu quase mentor Venturelli, "voltemos à vaca fria"...
pedaladas, sol, vento no rosto e por sorte, nenhuma buzinada no ouvido.
Maravilha, a coisa funciona, mesmo sem os ditos cujos. E lá seguimos, um pouco de mercado, outro de ChinaHouse e suas mil e uma utilidades, o extrato do banco, a multa quitada, um oi aqui e outro ali....ah, isso sim demora,
mas olha só....você mandou fazer?
acho que vou ter que virar garota-propaganda mesmo, visto que muito pouca gente anda pedalando pelas ruas de Curitiba com os dois filhos pequenos num reboque,
que eu carinhosamente prefiro chamar de trailer, oras!
Pois é, minha gente...tem uns doidos por aí que vão cantando essas músicas do Cat Stevens,
Cats in the cradle, dust in the wind (o pior é ficar lembrando daquela vozinha miúuuuuda que regravou...), where true love goes...e bora...vão seguindo do jeito que dá, com ou sem ciclovia...
o porquê da fase Cat Stevens é que eu ainda não entendi...de repente algo a ver com olhar pra trás, os olhos do meu pai, o sorriso d minha mãe e todas aquelas músicas que um dia chegaram até mim quando eu ainda era tão...meudeus...tão o que????
Espio rapidinho os dois por cima do meu ombro. Lembro de outras coisas que ainda tenho que comprar fazer terminar e começar e parece que o dia é curto demais. Muitas coisas em pouco tempo, já que hoje Pedro e Ana vêm depois do almoço e lá vamos nós, ao ritmo de This is the Life
dessa voz linda que é Amy Macdonald...então sombras de alguém um dia chegando em casa de manhã, pegando o expresso com um casaco anos 70 e aquelas botas coturno, os olhos meio borrados e a cara alegre de virar a noite. Achando que podia estar inventando um novo "estilo", descobrindo coisas que tlvez ninguém soubesse, pensando que a vida podia ser assim, tão diferente de tudo. Nessa época eu ainda não sabia que as coisas eram reinventadas a todo momento...so...here we are, re-creating all again...includes myself, B.
No meio de tantas divagações, acordes ecoando enquanto tento pegar o fio de novo...ah, sim, comecei com a história dos ossos...essa frase é uma daquelas que um desses malucos começa um desses livros que a gente pega assim meio no ar. Interessante, claro, sempre é divertido quando o cara, ou melhor, ela, costura o texto com canções, cheiros, o clima...mas esse amor anda na corda bamba. Não sei, posso estar enganada, mas quando eu me lembro demais de quem escreve a história por trás da história em si fico um pouco chateada.
As pessoas guardam segredos o tempo todo. Escondem amantes. Mulheres escondem bebês. Os pais escondem de seus filhos suas fraquezas. Os filhos escondem quem são de seus pais. A quem aviltmos com nossos segredos?
Por que ansiamos pela rendição no amor? Amor que não pode durar. O mundo está fora do jardim.
Noooooosssa, Tracy e Clapton e eu me pergunto por onde andei...
"Os Desaparecidos" tenta construir uma história de amor tendo esse pano de fundo vermelho que foi o Ano Zero, aquela atrocidade toda no Camboja que me faz pular parágrafos porque, ah, vamos combinar....é difícil, sim. Mas a vida chama a vida. Como Whitman, quando canta aqueles poemas e cada vez que fico deprimida e leio Leaves of Grass, ou song of Myself, é como se caísse num corredor onde tantas experiências humanas foram acumuladas e justamente por isso é possível voltar à superfície renovada.
...a child said what is the grass
fetching it to me with full hands...
e aquele cara de chapéu e macacão de operário se torna para mim profeta do indizível,
amante de um Deus encarnado na vida,
em TODA a vida.
a morte, como um parto, não é algo lá,
mas algo que vai acontecendo na gente desde o começo...(ih, já vai falar que fiquei mórbida só porcausa dessa guerra toda). Acho que a guerra sempre existiu, ela está aqui. E nem por isso a gente se entrega, não é verdade?
Nos opostos, ou melhor, nesse espaço entre ambos, criamos tantas maravilhas possíveis,
e vamos seguindo,
amando, criando, sorrindo....gente, como é louco viver!!!!!
Mas você sabe como eu prefiro deixar aqui só o lado, digamos, mais fácil...porque
viver às vezes é...dificil.
Bora nóis...no final das contas, o importante é usar o tal capacete, e depois deixa a vida te levar...Jahmaica leve voa,
com ela vou longe, e sozinha longe demais até,
por isso esses pequenos, e gato cachorro quintal...
eu devia era aprender mais comigo mesma, uai.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Memorial de formação pessoal de leitor

Acredito que algumas pessoas já nascem ávidas pela leitura, enquanto outras despertam para esse hábito mais tarde, seja por imposição externa, seja por necessidade, ou até mesmo por simples curiosidade. Penso que o ambiente conta muito neste processo e até mesmo nos auxilia, a nós, ávidos leitores e posteriores “escritores” (háháhá...), a criar um certo mito pessoal- como diria Jung- onde contamos e recontamos nossa história individual a quem interessar possa. Pois bem, cá estou a cavocar minhas rememórias, percepções fugidias, impressões que me deliciam e me apavoram, já que me fazem lembrar o quanto o dito “hábito da leitura” é um prazer, grosso modo, solitário. Pelo menos na aparência, já que o universo em que podemos estar inseridos nunca é algo que nos torna, digamos, individualistas. Nunca.
Verão, férias. Nesse dia ela resolveu levar a filha junto para o trabalho.
Depois das andanças pelo mundo, foto em todos os continentes, domícilio naquele país de calor infernal, mas mesmo morando num trailer, enfim...
Vai carregando duas malas, cheias do doce mais doce que muitos poucos hão de negar.
E a filha vai junto.
O corpo tão magro sustenta o peso do trabalho diário. Há suas compensações, até porque naquele tempo era possível vender tantas coisas em lugares que atualmente,
Mas hoje a filha, e a promessa do fim do dia, ou só quem sabe eu termino bem rápido daí a gente até pode ir embora mais cedo, que tal?
Nada que um x-salada com guaraná não resolvam no fim do dia, mas enquanto isso...
Duas malas cheias, imensas, recheadas com todos os tipos de bombons caseiros mais simpáticos do mundo, eu olhava a cara dela e ficava impressionada em como ela podia ser tão divertida e legal com todo mundo.
Mas nunca reparei no seu corpo tão magro.
E como fazer com a filha? Nas cidadezinhas que visitava, lembro umas quantas vezes do combinado, e lá me via só, cercada de uma infinidade de livros e uma ou outra cara simpática que havia prometido a ela ficar de olho em mim. Então o tempo, esse senhor risonho que se diverte às nossas custas, parece que se sentava numa poltrona e ficava lá, olhando, enquanto eu caminhava lentamente em direção àqueles tantos mundos imaginários.
Nenhum deles desabitado, por certo.
Rememórias, sonhos que se mesclam com nosso próprio desejo, mundos temporários, diálogos sem fim, todos ecoando...
Até a hora do sanduíche, da risada e das histórias,
Depois a biblioteca em casa, no sítio, tão minúscula e abarrotada, onde a delícia era o descobrir, simplesmente. E haverá uma delícia que não essa a quem gosta de ler? Descobrir, redescobrindo, para então construir, e reconstruir uma vez mais...
A linguagem sempre me fascinou. A beleza da sonoridade de certos poemas, até mesmo de certas palavras ditas em outra língua muitas vezes me maravilhou, a despeito de certa incompreensão de alguns. Acredito que muita dessa “incompreensão” seja advinda do fato de que em nosso país carecemos de cultura. Não no sentido objetivo, até porque vivemos em um país riquíssimo em termos culturais (climáticos também!) mas algo ligado ao tempo, àquele momento em que podemos simplesmente embarcar, deixar de lado nosso pequenograndeEu e simplesmente seguir uma corrente...navegar por um breve lapso de tempo e em seguida retornar, para então compartilhar. O acréscimo sempre me pareceu óbvio, até porque há tantos estilos e variantes no mundo literário que, por mais difícil que pareça, sempre haverá algo lá, feito especialmente para você. Essa a sensação ao encontrar aquele livro, aquilo. Ali, esperando por mim, e como diz um dos personagens de Sérgio Caparelli
...e dentro, tem um papel escrito, uma carta. São palavras dormindo esperando alguém ler. Com os olhos, qualquer um pode acordar as palavras.
Então o curso da vida, seus acertos e enganos. E depois de tanto tempo, o desejo tomando forma, finalmente uma graduação (não que isso lá grande!)
Mas o método ainda é pouco, ou a instituição não seja lá, enfim...vislumbres do que pode ser, tempos de discussão e de tarefas (menos, muito menos do que imaginei...e, afinal, pra que tanto papel?)
Folhas soltas ao vento, breves parágrafos do todo, alguns capítulos interessantíssimos e dignos de teses de mestrado, mas algo pulsante ainda espera- o que? O tempo, risonho, não espera. Ao contrário, envia mais e mais e mais e mais.
E a vida passa.
E o filho cresce.
E outro nasce.
Fazer da vida sua própria obra é fazer o que a personagem de Toni Morrison, Baby Suggs, sagrada, faz naquela clareira,
Depois de se situar em uma imensa pedra chata, Baby Suggs baixava a cabeça e rezava em silêncio. A congregação observava das árvores. Sabiam que ela estava pronta quando baixava seu bastão. Então ela gritava: “Que venham as crianças!”, e eles corriam das árvores para Baby Suggs.
“Que suas mães escutem o seu riso”, ela dizia, e o bosque vibrava. Os adultos olhavam e não podiam deixar de sorrir.
Então “que venham os homens adultos!”, ela gritava. Eles avançavam um a um do meio das árvores ressonantes.
“Que suas esposas e seus filhos vejam vocês dançarem”, ela dizia a eles, e o chão tremia vivo sob seus pés.
Por fim, ela chamava a si as mulheres. “Chorem”, dizia a elas. “Pelos vivos e pelos mortos. Só chorem”. E, sem cobrir os olhos, as mulheres se soltavam.
(...) No silêncio que se seguia, Baby Suggs oferecia a eles o seu grande imenso coração.
Não lhes dizia para limpar suas vidas ou ir e não pecar mais. Não lhes dizia que era abençoados na terra, seus mansos herdeiros ou seus puros à glória destinados.
Dizia-lhes que a única graça que podiam ter era a graça que conseguissem imaginar. Que, se não vissem isso, não a teriam.
“Amada” foi o último romance que li. Um desses livros que a gente tem vontade de, em certos trechos, jogar na parede (como John Irving, aliás...). E por quê?
Por quê?
A resposta a tal pergunta talvez seja o próprio pulsar da vida,
Aquilo que nos faz seguir adiante mesmo depois de tanta dificuldade,
De tanta dor.
Porque, ainda segundo o velho Jung, temos esse imenso mar inconsciente que nos liga, a todos, sejamos jovens ou velhos ou brancos ou pretos ou homem ou mulher ou eu ou você.
Então, sim, a trama de um texto, significa para mim, como leitora, algo tão primordial e básico quanto o ar que respiro. Ou o alimento que me sustenta dentro de um mundo onde por vezes sou a criatura e em outras tantas a Criadora.





domingo, 31 de julho de 2011





Dando uma de turista em Curitiba...andar a pé faz a gente ter mais tempo para olhar as cerejeiras em flor; e mais acima esse quintal que é uma delícia e que segundo Aninha, é melhor que o da creche, tia...ai, esse tia me dói no ouvido, mas fazer o que...enquanto eu vou tentando pintar o muro, cortar a grama, arrumar horta e cuidar dos pequenos, vamos encarando os desafios de se fazer tanta coisa ao mesmo tempo. e esse meu tempo agora...pois ora veja, depois desse domingaço de chuva, muito choro e resmungo de Luísa por conta do resfriado, até consegui terminar de costurar as cortinas da sala enquanto assistia Casablanca!!! Já o "As mães de Chico Xavier" muito triste, triste...um pouco de cada coisa, enfim. Nem doce demais nem tristeza sem fim, no desenrolar dos dias vou fazendo do jeito que dá. No como as coisas se apresentam um pouco de tempero para acalmar esse coração agitado, meio louqinho as vezes, meio triste noutras, mas sempre tentando ver aquilo que não se vë, uma mistura de fé e esperança de que a alegria é o Bem Maior, deu prá entender...
sem perguntas por enquanto,
nessas sincronicidades da vida, o notebook engoliu o ponto de interrogação, e ainda me fizeram o favor de desconfigurar o teclado do bixinho....öxe...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Luísa fez um ano dia 15 de julho. Na lista de suas realizações
figuram os pequenos passos que dá...quando sentada, olha ao redor e parece
se concentrar. Então levanta e vai, um pé após o outro, com um sorriso de conquista no rosto.
Fabuloso!!! Outro dia ainda, apesar da pequena birra do irmão para guardar aquele moooonte de lego,
mãe, você ajuda eu?
ele faz isso e então trabalha devagaaaaaar....enfim, Lulu prontamente começou a tarefa do junta e guarda. Quer coisa melhor do que isso?
Metade da sacola de lego, claro, foi confiscada, e inclusive estou pensando em deixar cada vez mais clean a coisa, até porque as panelas e potes e pedrinhas são coisas superinteressantes de se brincar. Vai saber!
Independente, é bem do jeito dela a hora da refeição. Tentar oferecer comida na colher fica um pouco trabalhoso, já que ela mesma prefere dar um jeito, seja com colher, garfo, mãos, ou tudo ao mesmo tempo. O problema é o irmão querendo copiar toda essa independência desajeitada, haja!!!! Claro, tivemos o bolo de níver compartilhado, afinal, fazer festa no mesmo mês dá nisso...de presente, achei por bem perguntar ao irmão
Nic, agora você também tá ficando grande...e se você dormisse na cama grande? E a sua caminha, que tal dar pra Luísa então...?
Negócio fechado. Até porque outro dia, passando em frente a uma escolinha, e depois de muuuuuita insistência
filho...mas quando você crescer, você pode ir prá escola,
mãe, Nic já cresceu!
pois então...se o que importa é sentir-se grande o suficiente para ir à escola, por que não dormir na cama grande? Ai, que dor no coração...escola. Com tudo de bom e de ruim que pode existir, dentro do mesmo esquema que a gente sempre seguiu, lá vamos nós vivendo uma vida de gado, copiando, olhando, imitando, esquecendo, imaginando...prá que tudo isso???
Hoje, apesar de tudo, parece que estou meio pessimista...uma canseira. Deve ser a velhice ou a falta dessas séries maravilhosas que fazem a gente esquecer um pouquinho, ou desses vídeos virtuais, onde a gente fica pulando de um estilo a outro, conversando com todo mundo e com ninguém ao mesmo tempo, e a sensação de sim, isso é muito legal, cosmopolita ou muito singelo, mas isso sim e aquilo não e no final tudo a mesma coisa então por que perder tanto tempo ou matar o tempo que é pior ainda? céus...hoje eu não tou me aguentando.....como na música do Gil....baixa...
CADÊ A MINHA BIKE ALE?????????

segunda-feira, 18 de julho de 2011



Pois é...com aquele sol lindo, cara de verão, pintar a casa parecia uma ideia ótima. Além do mais,

nada como aproveitar as tintas e pincéis à mão e reformar umas coisinhas...o único problema é organizar uma pintura junto com os cuidados de duas crianças pequenas...Deus do céu, que canseira!!!!! A casa uma mistura de Summerhill com o kindergarden da Susie (mas pelo menos ela me respondeu, não é sempre que aparece uma momy meio crazy querendo informações sobre students overseas....who knows...) Final do dia e eu virava algo parecido com um zumbi na frente da tv. Computador passando o fim de semana na casa do técnico e parece que ainda vai ter que passear mais um pouco, afinal, ninguém merece ficar operando nesse modo seguro em que falta um monte de coisa (mas ainda bem que a gente se esperta quando tem filho adolescente pra ensinar esses truques...). Ontem, Nic passeando com o pai, e a casa era só das garotas. Foi a vez da área de serviço, mesas e sala. Mas para aproveitar bem o tempo, e já que o "tempo"estava virando, nada como uma pipoca e um jogo de futebol. Luísa batia palmas para a aclamada Hope Solo, dos EUA, enquanto eu insistia em dizer a ela que achava melhor a gente estar torcendo para o Japão. Não deu outra: depois do empurra-empurra que foi a partida, o time feminino do Japão ganhou a copa feminina mundial!!! Ah, emocionante, sim...claro que a gente acaba abstraindo, afinal, uns vencem enquanto outros...mas olhando bem de perto, achando graça daquilo que nos distrai de um certo vazio profundo e inevitável, fica mais leve. A risada fácil dela, um mar de pipoca na sala, inúmeros defeitos aqui e ali, os primeiros pingos de chuva...cada coisinha encaixando e se eu não me preocupar demais com as partes talvez tudo possa fluir melhor. Não conheço o caminho, vislumbro possibilidades e vou seguindo. Nem conheço minha intuição, porque quando eu pensei já era. Então vamos indo, meio assombrados com tanta beleza, meio desanimados com tanta fealdade e miséria. O susto da noite, um grito ecoando e eu penso que tive um pesadelo, mas há esse mal que, apesar de imaginário (era apenas um gato no telhado), faz todos os sentidos se aguçarem pensando no que "eles"podem estar tramando....o medo na base, mas veja só...através do medo as pessoas se conhecem melhor, morando assim tão perto, na mesma casa e mal sabendo o nome uns dos outros...ou um bom dia ao menos de passagem. Vou até o quarto e os dois dormem tranquilamente, olho pela janela e a figura do vizinho conversando com alguém me deixa mais sossegada, lembro que deixei uma das mesas lá fora e agora a chuva...é, as coisas são como são, reais ou imaginárias...na hora a gente nem sabe, mas vamos aprendendo a lidar com os fatos presentes assim, pouco a pouco, buscando a plena atenção no momento, sem hesitar.

sábado, 2 de julho de 2011

Numa de nossas andanças (mas isso há uma semana mais ou menos, porque essa chuva e esse frio...) Nicolás, depois de atravessar o trecho de "muito mato" no terreno aqui perto, pára e pergunta, com a cara seríssima,
mãe, que é isso?
um minuto prá pensar, sem saber bem o que dizer,
Nic, isso é rock'n roll!
e a resposta, enfim, pra continuar a viagem depois da pausa,
ah, eu gosto de rock'n roll!

Ah, essas pausas...hoje ainda um desses, fazendo a propaganda da loja com o microfone em punho,
e entre as listas de variedades e promoções imperdíveis, sem querer quase sem pensar, soltou o clássico nessa tarde maravilhosa!!! A pausa foi digna de nota, porque ele não percebeu o que estava falando na hora...dava pra ver que ele tinha estado no automático, apesar de sim, a tarde maravilhosa depende de como cada um a vê e essa chuva é mesmo uma linda, como dizia meu amigo Bah a respeito de Floripa (e será que você vai me esclarecer quem é o Ogrinnn?)
Estávamos onde mesmo? Ah, sim, nas pausas....ultimamente tenho observado que sou terrivelmente barulhenta, mesmo quando estou quieta. Bem, perceber isso já parece ser um ponto positivo, diria Eckhart Tolle...então acabo dando risada das minhas pequenas "fugas"para um se todo colorido, ou enfim, outros mais cinzentos também, depende. E é então, assim sem muito mais nem menos que ela vem, e. PAUSA.
um coraçãozinho batendo, a palma da minha mão no seu peito. Sinto meu próprio coração, que também não é lá muito grande, um pulsar incessante. Contínuo. Mas até quando? Como olhar ao redor no ônibus lotado,
as duas atrizes tagarelas, o senhor de bigode e cara fechada, o motorista que me pede desculpa porque eu quase não te vi, estava distraído. Ainda bem que estou a cada dia mais sossegada mesmo e fiquei abanando lá porque vi que, naquela velocidade...realmente....tudo uma questão de tempo,
e de não-tempo também. Conversando com Wagner hoje comentei que andar a pé muda minha percepção das coisas. Dentro e fora. As relações mudam, o foco não é chegar lá, mas o trajeto, a viagem em si, a "paisagem"...todos tão especiais, tão iguais nos seus desejos e medos e ao mesmo tempo tão únicos! A maravilha está aqui e querer fugir disso é ficar sem um pedaço importante da história. ok, ok...vamos ver se a net móvel vai me ajudar ou não a postar isso. Senão é só olhar pro lado e as histórias vêm...ou a continuação delas, quem sabe.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mãe, por que os pássaros voam?
porque eles têm alma leve :)

sexta-feira, 10 de junho de 2011



Luísa cresce.

Floresce.

Já aprendeu a descer os degraus, tanto da porta da cozinha como da porta da sala

Ísa come ração mãe, vem vê,

ainda bem que o irmão cuida dela...coração fica assim, acelerado às vezes por causa do susto, da dor.

Mas mesmo o amor do coração tem suas manhas; pois de tal maneira temos corrompido o nosso coração, que ele se tornou hesitante e confuso. Num momento pensamos possuir o amor e, no próximo momento, já o perdemos. surge uma força imponderável, que não procede da mente e cujas forças são insondáveis. E esta força é de novo destruída pela mente. Esse conflito em nosso interior não pode ser resolvido pela mente astuciosa nem pelo coração hesitante.

Ela acorda à noite ainda, muito choro, muitos gritos. Duas, três vezes, com frio, com chuva, e o que era certeza em mim se torna dúvida, frustração, raiva, tristeza...muitas sensações que não são "bonitas"de se contar.

A dificuldade está em que não amamos; e se amamos, queremos que esse sentimento funcione de uma determinada maneira; não lhe damos liberdade. Amamos com a mente e não com o coração.

Ontem muita chuva, os pássaros mesmo assim cantando por todo lado. Na cozinha só o tictac

do relógio, apesar dos ponteiros dos segundos estar quebrado. Quietude...algo estala, em algum lugar percebo que carrego a dor para mais além. Isso me impressiona, afinal, depois de todos aqueles nascimentos, eu já deveria ter aprendido algo a respeito da dor. De estar nela de modo completo até que a sensação fosse exaurida. Mas gostamos de carregar mochilas pesadas, não?

À tarde, Nic voltou da casa do pai, peguei Elora no inglês e Vítor, o vizinho, veio brincar...Entre sons de piano, guerra de travesseiros, choro e risada, tive que trabalhar bastante pois a demanda era grande, muito diferente dos últimos dias. O movimento. A dança que Luísa já ensaia, que todos nós continuamos ao longo da vida. Parece muito simples às vezes, o próprio Krishnamurti dizia que

a concepção de que o autoconhecimento é difícil de obter constitui um obstáculo ao autoconhecimento. Não determineis de antemão o que ele é e o que não é. Começai. O autoconhecimento pode ser descoberto na ação existente nas relações, e toda ação é relação. A negação das relações é morte e a morte é a suprema resistência.

Nic traz duas peças de dominó, dizendo que os gatinhos têm frio. Na fantasia, o que era pra ser jogo vira algo animado, que sente fome e frio. Claro...não fosse Luísa desmanchar o que o irmão começa e lá vamos nós de novo!!!

domingo, 22 de maio de 2011

pouco tempo pra conhecer tanta gente simpática...
e bem na horinha de se divertir eu tive que dar uma de bruxa pra chamar a galera pra ir embora...
então vem de novo pra gente jogar frisbee tia!


Pro pessoal não reclamar que não coloquei foto
aqui...a PROVA que eles pegaram na enxada!!!!










muito bem...





















Sábado de manhã, tempo nublado...segundo normas da diretoria do albergue da juventude, o relógio desperta meia hora antes pra garantir que ninguém se atrase, já que Gabriel e Murilo têm que ir de busão até a Rui Barbosa e dali ir até o ponto de encontro, a CAV (Centro de Ação Voluntária, de Curitiba) para um mutirão voluntário. De carro, eu, Nic e Luísa, saímos para buscar Bárbara e Helena...Todos na CAV, munidos de enxadas (nem tantas assim), cavadeiras, mudas e sacos de terra preta, começamos a nos dividir para pegar a estrada até o Lar Hermínia Schleder, em Colombo. Renan, o coordenador, vai na frente com a kombi, e se eu não fosse obrigada a ficar de motorista bem que ia junto também!!! Muito lanche,muitas histórias, e apesar das poucas enxadas, muitos braços e vontade forte para trabalhar. Nicolás logo se enturmou e dedicava tempo ora pra ajudar no trabalho, ora pra brincar.







Até Luísa entrou no espírito de equipe, e como ela já está na vibe de curtir a natureza, ficou muito tranquila enquanto essa mãe que vos escreve corria de um lado pro outro tentando melhorar alguma coisa (ah, eu sei, essa mania de fazer, fazer, fazer....).

Mas tudo tem seu tempo, e depois de um lanche me dei uma folga para conhecer as "casas". Gil me recebeu com um sorriso enorme, contando meio rapidinho (afinal, são 9 filhos!) como a casa (lar social) funciona, onde é o quarto de quem,

e não repara por favor que esses meninos sabe como é, não sabem nem abrir uma cortina pra deixar entrar um sol,

Denise está maquiada, bem maquiada...na hora nem pensei nisso, mas depois percebi que talvez fosse por causa das visitas...ela faz questão de esquentar a comida de Luísa na casa dela, e gosta de conversar, contar um pouco da vida, mas o tempo é curto...






ainda bem que veio gente até de Jaragué do Sul!!! Um pouco cuidou da horta, outro do plantio de árvores, cozinha e recreação...claro que para alguns adolescentes o interessante mesmo era a sala de jogos,

ô mãe, a gente vai lá ver se tá tudo em ordem com as mesas de pebolim...dar uma olhada nos livros...

enfim, trabalho mesmo é o que não faltava. Ainda mais com a terra que tínhamos para trabalhar no lugar que deveria ser a horta...muito trabalho para avivá-la...quem sabe organizar o composto na próxima. A tal da manutenção, de trabalhar feito formiga mesmo, ou abelha...




Corações dispostos a ir além, talvez um pouco mais disto e a gente consiga mudanças realmente significativas.

Hoje ainda fiquei pensando, enquanto voltava a buganvília para o seu lugar, tentando deixar ela contentinha (e viva) de novo...às vezes a gente escolhe um caminho, algo ligado a uma série de princípios. Mas nem sempre certas escolhas, ou atitudes, parecem coerentes para quem está por perto. Parece-me que a questão central é uma certa coerência interna...o que nem sempre é fácil, porque "somos tantos dentro de um só". Então fiquei pensando que também poderia ser (coerente) aquilo que nos dá essa sensação de liberdade interna, ou de alegria...mas então por que tantas amarras?

pois é, pois é...

o que vale é essa dança, dias que começam nublados e

depois aquele sol!!!!









quarta-feira, 11 de maio de 2011

in high tide and in low tide...
i'm gonna be your friend...
e pensar que 30 anos depois que ele morreu algumas músicas
simplesmente continuaram,
e pensar que ainda estamos tão atrasados,
que ainda existe uma inércia tão grande,
um culto ao egoísmo, à escravidão dos desejos,
e que mesmo assim tá tudo certo.
Será que conseguimos? Fico olhando nossos hábitos,
a quantidade de lixo que produzimos, aquilo que o Gyu comentou,
sobre o engodo que seria a tal reciclagem...porque no fim das contas,
o que os olhos não vêem mais...é, tanta coisa ainda por aprender,
Quem sabe seja simples assim no Amor,
porque onde houver amor não vai poder haver desrespeito
com nenhuma forma de vida...e tantas outras coisas mais,
mas hoje tou cansada,
as noitadas estão impressionantes, como Laura quando tinha três filhos pequenos
se perguntando mas será que um dia eu vou dormir?
tudo passa,
todos passam.
E, como dizia Bob Marley, em palavras de sabedoria muito simples
don't worry about a thing
cause every little thing
gonna be all right

domingo, 17 de abril de 2011

nada como pegar o ônibus errado em pleno domingo para aprender a andar de coletivo na vida... ou, como disse a vó Laura, que esse ano vai completar 80, quando na fila do banco, pra uma outra... ah, a senhora pode passar...passa na frente...mas que mal lhe pergunte, está com que idade? a outra, meio encurvada, respondeu 75, ao que Laura, indignada, o quê? só isso? Ah, não, passa pra trás que eu já estou com quase 80 e a senhora tem que se cuidar mais pra sua idade. Onde já se viu? Tem que se "espertar", minha filha... 'Tá, talvez nem pareça tão engraçado, mas quando eu ouvi foi hilário. E agora, entre uma garfada e outra do bolo "naturebis" que a Lú achava que era um desastre e eu nem estou podendo acreditar que só trouxe esse pedacinho, fico pensando que realmente, o negócio talvez seja a gente se espertar um pouco mais. Em termos. Luísa aqui do meu lado está treinando os agudos e sustenidos, totalmente fora do horário. Tirando o atrasado de quando pedi que por favor ela não fizesse isso no coletivo...se espertando ou não, tudo tem uma razão de ser. De um lado, o pôr do sol magnífico, do outro a lua cheia...os mano no fundão ouvindo uma tal de eu tenho uma amiga Jéssica, enquanto eu voltava a lembrar daquela rede tão bonita que apara os kiwis do pé. E o resto do espetáculo que é a horta do seu Luís, o "gosto"de mostrar de onde veio cada pé de fruta, umas bem viajadas, mesmo...Israel com aqueles olhos tão contentes, kiwi docinho, dá pra comer com a casca passeando com o o vô e catando os chuchus que encontrava pelo caminho... coisas vivas, sentires compartilhados, alegria de criança não precisa ser balão e brigadeiro overdoce...um pouco disso ou daquilo, mas cada escolha consciente, buscando um equilíbrio do que se acredita realizado naquilo que se faz. E fazemos tanto sempre... Ser, em algum ponto, aquilo que se é desde sempre, é estar na expectativa de "resposta" daquela pergunta, mas afinal... que sou eu? a festa é estar vivo, mas prá aproveitar mesmo o melhor seria estarmos um pouco mais conscientes, ou como diz Artur, olhar para o céu, tantas estrelas, as galáxias...olhar o oceano desse Universo infinito, e comungar dessa existência...só que se não nos "espertamos", ficamos com uma imagem na tv, tão pequena quanto essa estrutura de personalidade, ou com um dos lanche-feliz de consumo imediato. Bem, de um jeito ou de outro, a graça é que podemos escolher!!! e viva a liberdade!

quarta-feira, 6 de abril de 2011


A contemplação de Deus deve avançar juntamente com uma vida em Dharma. Esse tipo de vida não tem necessidade de status, erudição ou vaidade, pois essas coisas apenas enganam as pessoas. É somente quando a mente e o intelecto forem controlados, que o conhecimento do Eu Superior (Atma Vidya) nascerá em você, e sua alma experimentará a Divindade.


Sathya Sai Baba

sexta-feira, 1 de abril de 2011

é madrugada. Luísa no sling porque só assim parece conseguir dormir. Seguido, ao menos...
como falei pra Débora, da Casa da Videira (www.casadavideira.com.br), estou mesmo um "bagaço", rsrsr, mas uqem sabe eu aprendo uma maneira mais rápida de me reciclar! Afinal, estamos sendo bastante estimulados a isso. Tirando o sono (ou a falta dele), passeiam coisas pela cabeça, como fazer ou não o curso de sábado...ah, esses sábados tão cheios!!! Na Casa da Videira, a ideia, pelo que ue entendi, buscar um equilíbrio partindo da situação em que nos encontramos. Só eu pra colocar isso assim, né...na verdade, eles são um coletivo de famílias que, cada uma com seu foco, busca transmitir, compartilhar informações (e técnicas!) com as pessoas que estejam buscando novas formas de ser/viver, enfim...Ideias tão simples e básicas, como a Lixeira Viva, ou o Transporte Humano, são ponto de partida para múltiplos encontros, trocas, cursos, enfim, um compartilhar daquilo que já há tempos vínhamos buscando: um equilíbrio maior com a Terra que nos sustenta, e com tudo aquilo que esses seus filhos, muito inteligentes, estiveram criando...be, mãos à obra, que trabalho é o que não falta!
Mas quem sabe ainda dá pra tirar uma soneca antes da próxima rodada...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Finalmente!!!
Oito meses e o dentinho da Luchita apareceu!
Como o "nono" gostava muito de apelidos, esse e fiscal de feira, em homenagem à Pachamama, foram os mais ouvidos por aqui enquanto ele esteve nos visitando. Entre tantas novidades, notícias da terra dos incas, meu papito conta como está sendo a viagem. A voz tão diferente, mas o mesmo sonhador, fico imaginando como é o mundo que ele vê, enquanto me conta sobre as palavras tão diferentes que designam frutas deliciosas e o café que a dona da hospedaje faz tão diferente apesar da pobreza mas um sorriso no rosto e o custo dos alimentos porque a variedade de choclo é espantosa e até sonhando ele está.
Abundância, isso que temos por aqui...
ver essas crianças e os reinos se alimentando e em alegria compartilhando o que a Terra nos dá é algo
muito bonito. Exercitar um certo tipo de desapego, porém. De algo mais interno, um jeito de pensar tão próprio, mas que tem de ir...ó, começou, não disse?
Divagações de fim de feira, o que pode o que não pode o que eu disse que disse que eu deveria e que....pensar com a cabeça nos faz ficar dando voltas, não é mesmo?

Melhor mesmo é tomar um suco,
refrescar a cabeça, mês que vem eu vejo como pago as contas e, se Deus quiser, tudo vai continuar bem,
no Bem Maior...ainda tenho aquele livrinho lindo pra terminar de ler,
fica a dica para os amigos que, como meu pai, tê um coração alado:
AMI, o menino das estrelas.
Henrique Barrios
lindo, lindo, lindo!!!!!




domingo, 20 de março de 2011











na rotina da casa tem que participar.
Visita de nono, um pouquito mais de correria (dois empregos?), mas dentro do ritmo maior,
estamos todos aprendendo...
Outro dia Lilah mandou esse email em que Isabel Allende dizia
que tipo de mundo nós queremos?
Esta é uma questão fundamental. Faz sentido participar da atual ordem mundial?
Nós queremos um mundo onde a vida é preservada e a qualidade seja acessível a todos.
E não somente aos privilegiados...
pois é, nesse mundo onde 20% consome 80% e esses números todos...o detalhe é que nós somos os privilegiados....
mudanças estão vindo com muita intensidade, já não é possível omitir-se quando se vê na tv (mas bem rapidinho, que naquele horário do programa jovem muita desgraça não dá ibope) que tem gente comendo biscoito de lama!!!!! Haiti, Japão, Rio, Antonina...ops, como era mesmo o nome do seu...? pois é, estão batendo na porta, e já faz tempo. Mas nossas ocupações...eu andei muito ocupada por esses tempos. Mas agora é diferente. Não sei qual o caminho ainda, só sei que mudou de qualidade a partir de escolhas muito próprias...(próprias? será?).
há um outro mundo possível, mas isso vai depender do olhar de cada um...tem gente que acha exagero, mas esse documentário, Terráqueos, explicita muita coisa. De onde vem, né...aquela velha história...se realmente soubéssemos de onde vem a tal "comida"...céus...é, você tinha razão, agora ficou louca, mesmo....mas...ah, vc sabe.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


BANHO DE CACHOEIRA....
caminhos que nos impulsionam para um contato maior com a beleza, com a terra...
Outro dia disseram que na consciência indígena ama-se aquilo que dá a vida (não como nós, que "amamos a vida", talvez de um modo mais abstrato...).
Ama-se os ELEMENTOS que dão a VIDA!!!!



pequenos e grandes, só mesmo na realização de sonhos, de projetos, conseguimos penetrar a essência da realização pessoal, cósmica, universal...

Seis meses e parece que há um salto
no desenvolvimento de Luísa!!!
Adora brincar com o irmão, se diverte com o vaivém de cachorros pelo quintal, já experimentou água de cachoeira, mas parece preferir o banho quentinho...já vai longe quando fica no chão...e com que alegria se impulsiona e se exercita!!!
O sono meio curto, também traz surpresas às vezes...a noite inteira dormindo e eu pulo da cama meio afobada pra ter certeza que tá tudo bem...
tá tudo bem.







sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



luisa eu sei quando vc estiver lendo isso com certeza vai ter mudado, mas eu falo para te incentivar na vida, luisa!
LUISA, VC PUXA MEU CABELO, VC ME MACHUCA, VC GRITA E CHORA E ESPERNEIA E FAZ AQUILO A TODA HORA (COISAS NOJENTAS), E VC AINDA NAO FALA, MAS VOCE GRITA...
mas uma coisa eu não posso negar, vc é uma irmã realmente muito, mas muito legal!!!!!!!
LUISA EU TE AMO.


Reveillon antoninense... muito sossego, pais, avós, tios e gatinhos dentro do sofá!!!!
Luísa se diverte, dá risada da bagunça do irmão e agora aos pouquinhos está conhecendo os sabores da vida,
a nona toda prosa com todos os netos juntos...
POEMA!
minha querida nona é a melhor nona do mundo
nona em italiani e como aquela cos que faz bolo faz
biscoito de estrelinha com confete de bolinha mas faz uma polenta que ta sempre bem quentinha
essa é la mia nona mas vou falar ela é a melhor nona do mundo ma eu tambem tenho uma vó que tambem faz bolo faz biscoito de bolinha com comfete d estrelinha essas vós ou nonas são umas gracinhas




é, tirar foto com todos juntos nunca é muito fácil...tem sempre alguém olhando pro outro lado, ou fazendo as gracinhas de sempre, né Gabriel?