domingo, 17 de abril de 2011
nada como pegar o ônibus errado em pleno domingo para aprender a andar de coletivo na vida... ou, como disse a vó Laura, que esse ano vai completar 80, quando na fila do banco, pra uma outra... ah, a senhora pode passar...passa na frente...mas que mal lhe pergunte, está com que idade? a outra, meio encurvada, respondeu 75, ao que Laura, indignada, o quê? só isso? Ah, não, passa pra trás que eu já estou com quase 80 e a senhora tem que se cuidar mais pra sua idade. Onde já se viu? Tem que se "espertar", minha filha... 'Tá, talvez nem pareça tão engraçado, mas quando eu ouvi foi hilário. E agora, entre uma garfada e outra do bolo "naturebis" que a Lú achava que era um desastre e eu nem estou podendo acreditar que só trouxe esse pedacinho, fico pensando que realmente, o negócio talvez seja a gente se espertar um pouco mais. Em termos. Luísa aqui do meu lado está treinando os agudos e sustenidos, totalmente fora do horário. Tirando o atrasado de quando pedi que por favor ela não fizesse isso no coletivo...se espertando ou não, tudo tem uma razão de ser. De um lado, o pôr do sol magnífico, do outro a lua cheia...os mano no fundão ouvindo uma tal de eu tenho uma amiga Jéssica, enquanto eu voltava a lembrar daquela rede tão bonita que apara os kiwis do pé. E o resto do espetáculo que é a horta do seu Luís, o "gosto"de mostrar de onde veio cada pé de fruta, umas bem viajadas, mesmo...Israel com aqueles olhos tão contentes, kiwi docinho, dá pra comer com a casca passeando com o o vô e catando os chuchus que encontrava pelo caminho... coisas vivas, sentires compartilhados, alegria de criança não precisa ser balão e brigadeiro overdoce...um pouco disso ou daquilo, mas cada escolha consciente, buscando um equilíbrio do que se acredita realizado naquilo que se faz. E fazemos tanto sempre... Ser, em algum ponto, aquilo que se é desde sempre, é estar na expectativa de "resposta" daquela pergunta, mas afinal... que sou eu? a festa é estar vivo, mas prá aproveitar mesmo o melhor seria estarmos um pouco mais conscientes, ou como diz Artur, olhar para o céu, tantas estrelas, as galáxias...olhar o oceano desse Universo infinito, e comungar dessa existência...só que se não nos "espertamos", ficamos com uma imagem na tv, tão pequena quanto essa estrutura de personalidade, ou com um dos lanche-feliz de consumo imediato. Bem, de um jeito ou de outro, a graça é que podemos escolher!!! e viva a liberdade!
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