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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010






Working hard...
and not so much...
para Nicolás me deixar enxaguar o carro é preciso mantê-lo ocupado. Nada melhor do que uma geral na moto não é meninas?
Apesar do sossego de Madeleine (ela está ficando gordinha), tivemos que dar uma bronca, afinal,
OS ANIMAIS SÃO NOSSOS AMIGOS, NÃO COMIDA!!! Nic adora contar a história de como salvamos o passarinho e depois dele segurar o bichinho com cuidado e muito carinho, ele voou para bem longe no céu.
Feliz desse que conseguiu escapulir, que aqui em casa a Billie também pensa que é gato, oras...

COGUMELO CASA,
e o melhor é que, como aquela piada,
se vocês se comportarem, eu encho a piscina, ok?




Tanta coisa pra contar, gente...pouco tempo livre, a miúda anda exigente...principalmente se o mano não está em casa. Os dois se divertem juntos, e agora ela aprendeu a fazer-se ouvir!!! Exercitando a voz, parece o que mesmo, Nic?
tator



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ofurô improvisado...
nessa expectativa da nova casa, tem coisas que adiamos,
outras a gente faz acontecer no improviso.
















fofinha, fofinha....




















Nic em dia de chuva.
ficar dentro de casa por causa da chuva,
imagine...






















Elora fez níver outro dia,
viajou com amiga prá Antonina.
e pensar que a primeira viagem sem a mãe, só com a avó, prá Rolândia...uma hora, aquele "tico"de gente (uns tres anos?) olhou pra fora da janela do carro, e suspirando,
meu deus...será que eu nunca mais vou voltar pra casa?


coração partido, sobrinho da vó falou que fazia qualquer coisa, pagava passagem de avião que fosse prá levar a bonitinha de volta....
pois é, cada etapa necessidades diferentes. E vamos seguindo, meio no improviso, uns dias de sol e outros de chuva,
faz parte.

domingo, 19 de setembro de 2010






Dia de trabalho, e nem a amiga visitante escapou...mas bem que o pessoal se diverte...
Outro dia Gabriel ajudou a cuidar de Luísa junto com a nona, essas minhas reuniões...mas a grande "descoberta" mesmo foi o do doutor cientista, que mostrou o experimento calmante: o nenê embrulhado, viradinho de lado e ouvindo um shhhhh constante. Resultados imediatos, mais eficazes que o secador de cabelo. Gabriel fez a pesquisa e ficou todo orgulhoso...




Luísa gosta de conversar; no balcão de trocas improvisado em cima da cômoda, esperneia, gesticula e participa dos debates familiares...o fim de semana com a nona foi uma delícia, e ela até experimentou o balanço do sling com a vovó!!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Interessante, não? Domingo está cada vez mais parecido com um dia fora do comum no sentido de ser MUITO mais fora do comum do que os outros. Uma delícia, sol, trabalho, crianças, trabalho, teens, trabalho, textos, cachorro, casa, quintal, carro, patins, videogame. Essa casa parece quase um albergue da juventude!!! Uma pena que não temos fotos, mas não seria adequado que vocês me vissem com essa cara de zumbi...outro dia acho até que andei assustando um pai que veio falar comigo logo cedo, na entrada da escola...bom, Arthur é amigo do Gabriel desde o segundo ano. Um barato ver como os dois conseguem complicar tanto um ponto de encontro, mas é ótimo ver esses meninos pegando o 'bonde' por aí...Arthur veio ontem, pousar aqui (lembra dessas, de criança?). Ontem à noite, enquanto eles estavam no cinema, eu e Elora aproveitamos prá assistir Avatar. Ora, vejam, ainda há tempo prá ver um FILME!!!! que por sinal, achei bacana, (ou será que é porque fazia tempo que eu não via nenhum?) pois é, a história toda vai ficar pelo caminho, que tem alguem chamando a mãe...chamando nao ''e bem a palavra certa...


Aqui, meu ajudante de cozinha...
e sabem o que...eu não conseguirira se não fosse um dos melhores presentes que já me deram. Sem um sling, eu com certeza estava perdida! E olhe...estou melhorando até minha letra com a mão esquerda...incrível a quantidade de coisas que podemos fazer ao mesmo tempo!!! Fica o MUITO OBRIGADA, então para minha (futura) vizinha, Luciana!!! Gratidão!


ele não aguenta mais aquele papo de pois é, mas só tem tamanho. Só mesmo...sem comentários quanto ao boletim. Quero ver o próximo...

Até podia dar inveja esse sussego todo que os animais podem ter...bem, vamos aos fatos: Kiwi nos abandonou. Eu podia enumerar todas as atenções e cuidados que tive com ele ao longo desses...3 anos (?), mas afinal, gatos escolhem seus donos, como dizem. Ainda lembro eu e Elora, atravessando a rua e achando aquele gatinho perdido, prestes a atravessar uma rua em Santa Felicidade. Bem, ele até que resistiu...uma viagem a Pérola d'oeste, uma pneumonia e então as investidas de Nicolás...é, acho que quando Luísa chegou, ele pensou que já estava farto dessa vida intensa. Prefiro acreditar naquilo que minha mãe disse, quando voltei do hospital e perguntei por onde afinal andava o Kiwi, e se ela não teria esquecido de dar comida aos gatos. Disse ela que parece ter visto um gato parecido numa das casas da vizinhança...bom, que seja. Melhor assim. Prá ele.

sábado, 14 de agosto de 2010



Observe o que fazem,
não o que dizem.


Minha filha tem um ano e meio e, portanto, não posso lhe dizer isto agora; mas quando for mais velha, quero que Chloe saiba algo que uma colega me ensinou certa vez, um bom conselho para as garotas de qualquer lugar. Na verdade, pensando bem, é o melhor conselho que já recebi.
Ela me contou:
- Custei muito, mas afinal entendi. Se uma mulher quiser conhecer um pretendente, é simples. É só ignorar tudo o que eles dizem e prestar atenção ao que fazem.
Só isso. Portanto, aqui vai esse conselho para Chloe.
E, pensando bem, concluo que algum dia também poderá ser bastante útil para Dylan e para Logan.

Randy Pausch,
A Lição Final

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Livrinho simpático esse.
A Lição Final tem na capa um foguetinho em meio a três estrelas coloridas. A propósito de deixar por escrito algo para os filhos depois que ele se for, Randy Pausch, diagnosticado com câncer no pâncreas, elabora uma palestra de despedida...parece que o ponto de partida desse foguetinho era, como ele disse?...ah, sim, a realização dos sonhos de infância.
Nada tão complexo assim, e bem despretensioso. Nesses dias em que estou vivendo em um "outro tempo" estive procurando algo bem sossegado de ler. Como bem lembrou o autor, o tempo deve ser administrado com precisão, assim como o dinheiro. Então escolhi esse e a Mafaldda.
Ainda preciso organizar melhor as tais prioridades, mas com o corpo meio doído e esse sono atrasado (como será ele em dia?), ando meio perdida e parece que vou sendo levada pelos dias. Pior é a sensação de estar deixando passar algo...estranho...deve ser toda essa reestruturação. Por isso achei bom me organizar e fazer uma visita a uma das pessoas em quem confio. Se der certo, e algo bom surgir dessa conversa, depois eu compartilho, senão...
é sempre possível mudar de plano. Desde que se tenha algum.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010


mas COMO é que você vai dar conta sozinha, minha filha???
bem. Temos sempre que lembrar de que na época das avós elas não tinham máquina de lavar. Nem fralda descartável (uma pena para o planeta, eu sei...). E também o sling ajuda nas operações que exigem atenção total. A cadeirinha do Nicolás fica em um dos lados da porta do carro. O bebê conforto no meio. Então estive pensando em andar com um cone dentro do carro, porque nem sempre é fácil, digamos, o desembarque....Ou então eu compro uma van, como alguem sugeriu.
E depois de um bom tempo sem dar o ar da graça, o sol finalmente apareceu!!! Graça Divina ter toda essa luz e calor! A toca já estava ficando tediosa, e o frio...bem, é uma das provas, fazer o que. Hoje Luísa está com os bracinhos de fora; entre uma soneca e outra, resiste bravamente às beijocas do irmão.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Nossa querida nona ficou quase um mês aqui. Então lá vamos nós, para mais um recomeço!!! Esperamos que o frio tenha passado...pelo menos aquele que congela a gente logo que saímos debaixo das cobertas durante a madrugada, para aquelas trocas de fralda, mamadas, troca de fralda de novo...bem, tirando o cansaço, fica esse maravilhar toda vez que sinto esse corpinho pequeno se agitando. O sorriso de Nicolás, e tantos beijos, tantos....Gabriel e Elora...cada um trazendo novos tons, ritmos....

bem, bem.....vào ficar apenas as fotos, que alguém acaba de acordar, e lá vamos nós...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


Mother Earth, Mother Earth,
take our seed and give it birth.
Sister Rain, sister rain,
sherd thy tears to swell the Grain. Father Sun, Father sun,
till the roots begin to grow.
Brother Wind, Brother wind,
breatle and blow.
Then the blade green will grow.
Earth, Sun, Wind and Rain
turn to gold the living grain

Até pensei em colar a mensagem do pai da Isabela aqui, que descreveu muito bem o passeio ao morro do Canal. Além da superação de cada um de nós (inclusive daqueles que não subiram), a integração da nossa grande família, como ele disse, foi algo digno de nota!!! E como a Malka bem lembrou, apenas um aluno que estava viajando não participou, sendo que cada criança foi acompanhada por pelo menos um dos pais...haja empenho!!!



domingo, 1 de agosto de 2010


Goethe dizia que toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão. Decidir algo é escolher apenas uma das infinitas possibilidades que a vuda oferece. ok, parece óbvio, mas a partir dessa escolha é que vamos nos definido, tomando rumo, como se diz...indo de encontro a autoconsciência. Quando as escolhas vão se tornando mais conscientes, me parece que o rumo dos acontecimentos vai sendo preenchido por uma nova forma de energia. Sem dúvida, estamos vivendo tempos muito especiais...

Por outro lado, que sabemos?
Como podemos fazer afirmações válidas, se o que existe é (são?) processos em constante transformações? Well, well, well...enquanto estivermos por aqui, podemos tentar fazer o melhor possível, não é mesmo? Ou, como se diz em Figueira, tomar a decisão de fazer até mesmo o impossível. Quem pode saber? Goethe, de um jeito brincalhão, diz que
o que quer que você possa fazer ou sonha que o possa, faça-o. Coragem contém genialidade, poder e magia. Comece agora!




terça-feira, 20 de julho de 2010


Despedidas...e enontros muito especiais também. Dizem que a gente esquece, e é isso mesmo. Só se tem o momento presente, presente agora, presente sempre. Foram dias de trabalho intenso, e o corpo, entregue a sua própria inteligência, foi se preparando, em todos os detalhes...tudo foi se moldando, do começo ao fim, um trabalho artístico supremo, de uma beleza assustadora.

Nicolás faz "shhhh....", sabe que algo ali dentro dorme. Amoroso, beija e abraça aquilo que ainda não sabemos direito como, ou de onde,


Saber que é possível sorrir mesmo com tanta dor no mundo pode ser um bom modo de aprender...quem sabe no fim eu possa dizer que aprendi algo. Ainda não consegui muita coisa, e há tanto trabalho pela frente (em todos os sentidos)
Até que ela chegou!!!!
Nossa querida Luísa, que me lembra aurora, o alvorescer. E mesmo depois de tudo aquilo, só poderia mesmo ser recebida com gritos de vitória e alegria!!! Médicos, enfermeiras, residentes, tanta gente veio ver quem era esperada com tanto entusiasmo que, com certeza, você deve ter se sentido bem amparada...mesmo quando eu pensei que ninguém viria prá te segurar!
BEM VINDA LUÍSA,
aurora cheia de luz e vida!!!!



segunda-feira, 5 de julho de 2010


Hoje Nicolás completa dois aninhos.
E tudo passando depressa, tão que nem dá tempo de colocar tudo aqui...na recepção do "Mãe Curitibana", Bruno arregalava os olhinhos enquanto eu falava com ele. Um olhar profundo, de alguém que já viveu bastante em tão poucos meses. Então a gente se pergunta de onde é que vem essa força de vida que faz com que um ser humano que pesa apenas 650 gramas, no sexto mês de gestação, consiga superar tantas dificuldades e se mantenha vivo. E mais: sorrindo!!! Ramana Maharishi disse aquele que sofre verdaderamente não existe. Aquele que existe não sofre. Uma questão que vai além da mudança de perspectiva, creio eu...Shimani faz uma colocação interessante também, quando diz que o carma não é para nos fazer sofrer, e sim para nos liberar!!!! De todo modo, é uma bela viagem, por mais que os caminhos sejam tortuosos por vezes. E falando em caminho difícil....mais difícil foi esquecer aquele lugar lindo no pé do morro, casa da Sandra, em Piraquara...o esforço prá chegar (e sair de lá também!) compensa tudo! Ideias, ideias...afinal, o conselho de Pais da Turmalina agora tem a proposta Morar Junto da Escola, que está buscando uma alternativa, parecida (ou inspirada) com o que fizeram em Botucatu, no bairro Demétria. Utopia, sonho? Quem vai dizer?
Não existem respostas óbvias para as perguntas mais importantes, parece. Não deveríamos aplicar conceitos, ou velhos rótulos...como dizer que Bruno, agora com seis meses, é um menino frágil. Seu olhar me disse justamente o contrário, assim como seu sorriso.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um breve relato...

Gostaria de compartilhar uma vivência muito especial em Serviço, que foi a nossa visita de ontem à comunidade do Campo Comprido.

Fomos eu, Karen e Regina levar algumas doações de fraldas e alimento para uma mãe que ganhou neném, a Rosemari. Foi algo muito simples e sincero: levamos o que tínhamos e principalmente Amor, pois a intenção era mesmo de fazer uma visita cordial. Fomos amorosamente recebidas por Rosemari em sua simples casa (onde "chove mais dentro do que fora") com suas 6 filhas e uma neta, onde ficamos por volta de uma hora numa pura e singela conversa; Juliana também estava presente. E com a Karen grávida, prestes a dar a Luz, a presença angelical da nova filha de Rosemari se fez ainda mais reluzente, e todas nós fomos agraciadas numa atmosfera de puro Amor e Irmandade. Saímos de lá reluzentes e ainda passamos na casinha de outra mãe, a Jussara, com 7 filhos, sendo que a última é uma neném de 7 meses que nasceu desnutrida, onde também fomos recebidas com toda cordialidade. No meio de uma realidade tão dura e simples, pudemos sentir a forte presença da Luz em cada coração ali tocado.

Algo muito oculto e misterioso ocorre nestas visitas à comunidades carentes... principalmente em nós.
Nunca sabemos o resultado destas ações, apenas nos ofertamos ao Serviço e a Luz se faz presente.
É um verdadeiro mistério...

*

Quero também compartilhar uma bela mensagem sobre o Serviço,
do livro de Trigueirinho Das lutas à Paz, p. 156:

"O Serviço é a abertura do Ser Interno ao Criador. Qualquer forma de servir é adequada, se provier do Criador o impulso que a fez manifestar-se. Não sois vós que escolheis a hora de servir. O serviço acontece quando, a partir do mais puro e elevado nível que vossa consciência possa alcançar, mergulhais no profundo centro de Comunhão Cósmica. Imbuída e impulsionada por essa energia, o que vier e através dela se expressar será Serviço.
Tantas podem ser as variedades de manifestação da energia do Serviço! Porém, nenhuma forma pode contê-la, nenhuma expressão material defini-la ou a ela corresponder totalmente. O Serviço é a vida impessoal fluindo através dos planos de materialização, promovendo a difusão do impulso criador em infinitas formas.

Não há esquemas que definam o Serviço, nem caminhos humanamente escolhidos que a ele levem o peregrino. O Serviço é uma consecução da sua própria essência interior, é a qualidade intrínseca da sua própria energia quando ela já experimenta a contínua união com a Fonte da Vida que a gerou, que a supre e conduz.

A Consciência Cósmica neste sistema solar é representada por um Núcleo que, para as essências em evolução, atua como um potente centro que as atrai fortemente para níveis mais profundos. É um estado, um padrão vibratório, que cada essência deve alcançar. Nele se encontrando, ela estará em sintonia e interna ligação com todas as manifestações, todas as Consciências de Luz que habitam o Universo Infinito.

A vida interior deve estar nesse ininterrupto estado de Comunhão, e a vida material nessa eterna abertura à vida interior. Assim, não há como não ser vista na face da Terra a Face do Criador."


sábado, 19 de junho de 2010


Oh, bendita simplicidade,
que apreende com presteza
o que a engenhosidade,
exausta a serviço da vaidade,
apenas pode apreender
lentamente.
Tarefas várias, os dias passam voando, o meu pequeno já está maior que o avô, enquanto Nicolás, dentro do ritmo de Figueira, acorda cedo e disposto a fazer de tudo um pouco. A despeito do puxão de orelha de uma pediatra muito conscienciosa
mãe, veja bem....tem que estimular..., estou tranquila com o fato do nosso (ainda) mais novo membro falar pouco (quase nada).
Há uma entonação muito especial no modo como ele fala mãe depois de ter levado uma bronca...há algo mais que o simples apontar de dedo e ser compreendido quanto a sua neceessidade mais imediata. A propósito das sincrô, olhaí o texto do irmão da filha da Bia:

Nós, os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos e pretos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.E chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper- te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.as isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas palavras como se fossem sementes.
Deveríamos plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio


Fico realmente pensando no quanto esses meninos podem estar me ensinando...em todos eles, na verdade...
um pouco de cada espelho,
buscando sempre o outro lado que não tem nada a ver com Alice, e sim com olharmo-nos como almas em evolução.








sábado, 29 de maio de 2010


ese e´o nik vc deve estar pensando que ele e´um indiosinho mas não e´ ate´ eu fiz pra ele uma poisia ela se chama

eskinovia rondon kis

nik nik pequeno fofinho grande ou pequenininho vi um lindo passarinho pequenininho ou grandão vi outro tubarrão nik nik ourusinho vestido ou anjinho rob rob rombrinho caderninho ou soninho fotinho da mama pra dormir.;,/;]´[~/;

lindo o versinho e ainda por sima o versso e´ mais estranho do que o nome eu acho que esse verso vai ser bem famoso hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hihi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha he he he he he he he he he he he he he he he he he hu hu hu hu hu hu hu hu hu hu ho ho ho ho hoho ho ho hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!

ate´ outro dia baibai


sexta-feira, 28 de maio de 2010

...cinco kilos de barriga, outros cinco de provas prá corrigir. ônibus lotado, a barriga espremida e nem era a hora do rush...aos trancos e barrancos e já era o segundo ônibus, porque vai que o próximo vem mais vazio. Depois de andar umas 10 quadras com a sensação de estar levando o mundo nos ombros, as pernas latejando, a dificuldade em manter o equilíbrio em pé(os meninos do colégio riem quando digo para se sentarem mais adequadamente, como cavalheiros...estou tão antiquada assim?), veio subindo aquela vontade de chorar de um jeito...porque ninguém se olha mais. Estão todos olhando tão prá dentro que tanto faz o que está acontecendo ali, do lado. Um cansaço de tudo, uma falta de cuidado em mim, nos outros, no mundo em que vivo. Então me chamam pelo nome. Quem mais poderia ser?
Maria, claro! Minha vizinha, com aquele jeito meio espalhafatoso de dizer exatamente o que pensa, arregalando prá você uns olhos azuis que parecem ficar maiores quando ela dá risada. De tanto falar na receita de pão com soja que fez, fui obrigada a parar na casa dela para um café (com os pãezinhos, claro!). Escurecia, na sacola com outros pãezinhos, uns limões e um punhado de poejo, senti que levava algo mais comigo. Acho que um certo alguém que divide comigo esse corpo agradeceu a mudança de humores....ah, esses humores, não? Yogananda dizia que quando você fica sintonizado com o Espírito, está pensando criativamente, então não sente o corpo ou seus humores. Exercitando...

terça-feira, 25 de maio de 2010


E eu mesmo não sei se sou um falcão,
uma tormenta
Ou um grande canto.
Há dias venho pensando nisso.
Inda há pouco, conversando com Adèle, comecei a me escutar e percebi que, no final, aqui é o lugar certo. E quando deixar de ser (ou isso ou aquilo), tudo bem do mesmo jeito.
O personagem Chamdi diz, em uma oração, eu prometo tentar ser feliz. Quase coloquei de lado a história, mas ali tem algo. O menino órfão cria para si Kahunsha que, para ele, significa " a cidade sem tristezas". Vivendo em Bombaim em meio à violência e pobreza, o mundo ainda guarda um significado oculto para o meninno com costelas de dente de elefante. As histórias sempre me encantaram, e também os contadores de histórias...acho que por isso me encanta quando Chamdi quer saber quantos idiomas existem nesse mundo. Um dia ele vai criar o seu próprio idioma. Este pensamento o deixa feliz. Vai inventar palavras que só podeerão confortar, nunca ferir. Mas Chamdi se pergunta se as pessoas da Terra terão o poder de falar com beleza.
Aí está o cerne da questão. Onde fica a beleza de cada momento? Desse momento? Dos encontros? Trabalhando e servindo em grupo é quase possível tocar essa beleza. Mas é bom que não, que a gente deixe que aconteça em nós sem que estejamos muito presentes nela...
Como minha irmã, desejo esse caminho, mas ainda há os outros serviços a serem feitos dentro da própria família, da própria célula-comunidade, do carma.
Fica a beleza do inesperado também! A pequena se move, é beijada pelo irmão através da pele da minha barriga, sente aquilo que sinto, ouve minhas risadas e (muito menos) meus lamentos. E ali, abrigada, protegida, se prepara...será que sente meu temor? Breve, muito breve, mas a lembrança do que é exigido naquele momento é algo muito forte para ser esquecido. A sensação de pular de um abismo deve ser parecida, mas tudo bem, tudo bem...apesar da pressão bem normal, preciso pôr em ordem meus pensamentos e sentimentos. Toda noite assim, breves momentos de imersão no essencial. A ordem, tão amada, muito interna e curativa, se é que cabe no contexto...na retrospectiva do dia, fica a alegria de Nicolás ao ver umas galinhas passeando pela calçada enquanto íamos ao postinho.
Impressiona, não? Galinhas! No bairro! E passeando pela calçada! Ficou mais leve a subida com o carrinho, pausa para respirar e deixar ir pensamentos preguiçosos e não tão bons quanto ao carro estar na oficina por tanto tempo porque bateram nele e todas as contas por pagar e aquela bobagem de o que será que devo aprender com isso? Pausa. E tudo está como tem que estar.
Agora entende por que está enxergando as buganvílias na escuridão. Ele está dizendo adeus. Se tivesse que partir durante o dia não iria aguentar. Agradece-lhes pelas cores que lhe deram, então corre até elas e pões na boca as pétalas vermelhas, sem se preocupar com os espinhos. Elas também me amam, pensa Chamdi, enquanto as flores roçam sua pele (...)
A canção de Kahunsha
Anosh Irani

domingo, 2 de maio de 2010

Dia cheio! O sol inundando a casa enquanto eu e Nic cuidávamos da horta e do jardim...na fase em que o movimento é a base de tudo, Nicolás experimenta sentir o espaço de diferentes modos. Além de saltar por todos os lados, a irmã outro dia colocou-o em cima da árvore, só prá sentir o "gostinho da aventura"...
apesar da história de que os beijinhos são uma "praga" que veio de fora, gostei do que o Gyu comentou a respeito...no último trabalho da rede de Cura decidiu-se que plantaríamos flores!!! Foi maravilhoso" Até o Nic participou, junto com os outros pequenos e grandes lá da comunidade. A propósito também da oficina do Gyu, de Ali(nha)mento Solar, onde fizemos várias considedrações a respeito das "pragas" comestíveis, ficou estabelecido que os beijinhos vieram prá florir os caminhos mesmo!!! Principalmente locais úmidos, sombreados...estão dominando a paisagem enquanto ninguém decidir pôr limite à manifestação radiante!!!

E enquanto uns de nós se habilitam nos sucos verdes (Nicolás provou e aprovou.), outros iniciam-se nas maravilhas culinárias. Gabriel fez questão de procurar na net uma receita que ele tanto queria fazer.
Claro que o nhoque frito só rendeu o almoço, já que os "ajudantes" se mobilizaram em provar a receita enquanto estava sendo feita....





sábado, 10 de abril de 2010



meu irmão está treinando cuidar de um nenê, a dona Isaura tinha que ir ao dentista com o Vitor ( é o sobrinho dela) e minha mãe se ofereceu cuidar da outra sobrinha. O Nic sentiu um pouquinho de ciúme....mas até que cuidou bonitinho da nenê... Agora um verso direto da Elora:

Tudo que vai, volta

é uma boa giria

e é feliz a coisa triste.

Um amigo, respondendo à pergunta sobre como enfrentar a crise mundial que está vindo...diz ele que a melhor maneira é adotar um estilo de vida simples e de elevados pensamentos...Escolham um lugar adequado para morar, mas não maior do que realmente necessitam, e se possível, num local onde os impostos e outros encargos sejam razoáveis. Façam as vossas próprias roupas; conservem os vossos próprios alimentos. Cultivem as vossas próprias hortas, e se possível, criem algumasgalinhas para produzirem ovos. Cuidem vocês próprios do jardim, do contrário perderão dinheiro pagando a um jardineiro. Levem uma vida simples e gozem daquilo que Deus vos proporciona sem buscar prazeres falsos e dispendiosos. Muito há escondido na natureza de Deus para fascinar a mente humana.
Existem leis espirituais muito profundas nesse tipo de visão. Algo está acontecendo, e muitas mudanças já são perceptíveis...mas isso fica a cargo de cada um, os movimentos pessoais são tão vários dentro de cada universo-vida em desenvolvimento que nem tudo pode ser expresso. Ainda.

segunda-feira, 22 de março de 2010


Nicolás só me faz passar vergonha...Olha o que ele faz na hora de comer: um bocão que cabe um piano dentro!!! Ele é fofo mas tem suas desvantagens...por exemplo, ele gosta de rosa... deu prá ver pelo babeiro rosa, não é minha gente? HAHAHAHAHAHAHA!!!!!
E aqui do lado vocês tem que adivinhar o que tem dentro da caixa. Se falaram um gato, acertaram!!! E deu prá ver que ele gosta de música, olhe e leia o que está escrito na caixa. Não sou só eu que gosto de música, hm?
Já deu prá perceber que quem lhes conta essas histórias divertidas sou eu, ELORA!!!
ISSO É TUDO, PESSOAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




A mala do quarto ano é essa, e a minha mãe que fez ela só pra mim...claro que os meus colegas também ganharam, e os pais deles ajudaram na fabricação delas. Veio um pai de outra escola waldorf que nos ensinou a fazer as lindas malas de couro. Não foi fácil! Ficamos desde as 9 horas até às 10:30 pm!!! Isso porque nós estávamos com o Nic. Meus colegas chegaram as 8 am e saíram meia noite!!!! A parte boa é que a gente pediu pizza, e mesmo estando com sono foi superdivertido....brincamos muito de bambolê e corda. Esse foi o dia da Mala!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pessoas amorosas, que não se deixam levar pelo cansaço, nem pelo deesânimo. Foi isso que vi no sábado, desde cedinho até à noite (bem tarde, muuuuito tarde, diga-se de passagem). Mas depois do trabalho realizado, o que ainda me comove é o novo olhar sobre nós mesmos, o que somos enquanto indivíduos, enquanto pais e mães,
Queridos pais: Bravos, guerreiros! Nossa oficina de malas de couro foi um dos momentos mais bonitos que eu já pude presenciar em nossa caminhada. Ver o quanto nos importamos uns com os outros, como treinamos em todo esse tempo o desapego, e o quanto nos dedicamos com todo o nosso ser em prol dos nossos filhos e da realização de uma tarefa em conjunto, foi emocionante! Provamos para nós mesmos o valor inestimável do trabalho comunitário, desenvolvido em plena confiança, e testamos os nossos limites. Quanto vale cada mala que nós confeccionamos? Não tem preço! Elas estão impregnadas com nossa perseverança, nossa reverância e o nosso amor! O Augusto, na despedida, emocionado também, me falou: Esta mala que vocês me deram eu vou guardar para o meu filho André. Tenho certeza que ele levará muita luz quando for para o primeiro ano. Simone, cuide bem dos pais desta turma, nunca vi pessoas de tantas qualidades! Espero que todos tenham descansado bastante, que me perdoem pelo looooongo trabalho e que levem nos seus corações toda minha admiração e toda a minha gratidão.Deixo aqui o verso de Rudolf Steiner que inspirou-nos neste dia...
"Confiança é uma das palavras de ouro que, no futuro, deverão dominar a vida social. Amor pelo que se tem a fazer é a outra palavra de ouro. E, no futuro, serão socialmente benéficas as ações que forem realizadas por amor aos homens em geral."
Com carinho,Professora Simone.
A confiança tornando-se guia. Sem confiança não conseguiríamos realizar o que para alguns é inalcansável...jogar fora todo o medo e preconceito e estar aberto para o novo, para o inusitado. Parece que a cada dia posso aprender um pouco mais, deixar de lado um pouco esse pequeno eu e voltar meu olhar para dentro, um pouco além de mim. E tão bonito todos os três ali, juntos. Meus companheiros de viagem tão queridos, Nicolás, Elora e Gabriel...sim, concordo, árdua é nossa jornada na vida.
A cada "Projeto" que a turma se propõe, vou lapidando o senso, o tato, os acertos e o que deve ser refeito e revisto em relação ao ser humano em comunidade.
Melhor que todo esforço, é ver crianças que brincam, sorriem, esbravejam, brigam, fazem as pazes, correm e exaustas adormecem com sorriso nos lábios, por um vivência - que planejamento algum - é capaz de dar certo, só mesmo no improviso certo de pais que se unem por um único ideal: o bem comum. Isso é prática, teoria é fácil.
Sem palavras prá agradecer Augusto, que firmemente calado e pensativo não parou um minuto, tentando bravamente responder as perguntas mais obssessivas e criteriosas de pais sedentos "de saber". Obrigada, Simone, por bancar as loucuras que sabe que nós embarcamos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010














Ação da Rede de Cura, Curitiba, Paraná.
Manhã de quinta feira, friozinho (pessoal, e se chover?), ali pertinho da escola Turmalina, a comunidade Novo Paraná sofre com o problema do lixo. Algumas casas enchem quando chove, até porque com o condomínio que saiu ali do lado, aterraram tudo...enfim, não se pensa em solucionar os problemas do mundo, mas em colocar em prática ações que, em conexão com o divino dentro de cada um, possam reverberar no planeta como um Todo. Afinal, somos um! Outras ações estão sendo planejadas e toda cooperação é bem vinda!!!