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sexta-feira, 28 de maio de 2010

...cinco kilos de barriga, outros cinco de provas prá corrigir. ônibus lotado, a barriga espremida e nem era a hora do rush...aos trancos e barrancos e já era o segundo ônibus, porque vai que o próximo vem mais vazio. Depois de andar umas 10 quadras com a sensação de estar levando o mundo nos ombros, as pernas latejando, a dificuldade em manter o equilíbrio em pé(os meninos do colégio riem quando digo para se sentarem mais adequadamente, como cavalheiros...estou tão antiquada assim?), veio subindo aquela vontade de chorar de um jeito...porque ninguém se olha mais. Estão todos olhando tão prá dentro que tanto faz o que está acontecendo ali, do lado. Um cansaço de tudo, uma falta de cuidado em mim, nos outros, no mundo em que vivo. Então me chamam pelo nome. Quem mais poderia ser?
Maria, claro! Minha vizinha, com aquele jeito meio espalhafatoso de dizer exatamente o que pensa, arregalando prá você uns olhos azuis que parecem ficar maiores quando ela dá risada. De tanto falar na receita de pão com soja que fez, fui obrigada a parar na casa dela para um café (com os pãezinhos, claro!). Escurecia, na sacola com outros pãezinhos, uns limões e um punhado de poejo, senti que levava algo mais comigo. Acho que um certo alguém que divide comigo esse corpo agradeceu a mudança de humores....ah, esses humores, não? Yogananda dizia que quando você fica sintonizado com o Espírito, está pensando criativamente, então não sente o corpo ou seus humores. Exercitando...

Um comentário:

Anônimo disse...

São nossas provas né irmã.. é nessa hora que a gente mostra que 'aos limites não me rendo'.
Continuamos sempre, =]
beijinhos, Helene