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sábado, 29 de março de 2008

O dia cheio...apesar da tensão que paira no ar, fazendo inclusive redemoinhos pequenos tornados surgirem à nossa frente, prosseguimos incansáveis rumo às metas estipuladas...tem horas que bate um cansaço, ainda mais carregando um tantinho de peso a mais comigo. se bem que tá tudo muito bem distribuído, dessa vez é uma coisa linda, impressionante! Inclusive lembro agora que deveria ter falado com Wagner a respeito da cahoeira- como é mesmo nome? Ah, sem pressa e com toda a vontade do mundo de superar...é, bem na hora.
Mais essa agora, impressionante. Acho que nem vale a pena escrever sobre isso, engraçado como as coisas podem ser sincrônicas, não?



hoje estou diferente. porqueporqueporque????

sou uma lobinha!!!

gostaram??? auuuuuu......

se não sabem e se querem saber, eu vou contar:

sou uma lobinha da alcatéia Mowgli, do grupo escoteiro CPA.

fiz uma grande amiga, a Milena. Só não vejo a hora de ir com minha alcatéia para o parque aquático, uhu!!!

chau, chau.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Alguém estava saltitante esta noite...como quando chove, prefiro ficar acordada e sentir você crescendo, amando mais cada pedaço desse meu-seu corpo perfeito. Posso intuir uma ordem misteriosa em cada movimento seu e se a alegria plena deve ser contrabalançada em algum ponto da existência, isso não faz a mínima diferença. Eu só preciso me lembrar. Talvez a gente precise de pessoas que nos ajudem a lembrar, e então isso pode ser de alguma ajuda, no fim das contas...tudo bem que no final é a gente sozinho, mas como alguém já disse, a solidão é um deserto muito vasto para ser atravessado sozinho.
Quem diria...um parque no centro da cidade, pequeno complexo poliesportivo, árvores generosas e meus livros espalhados. Um pequeno oásis no deserto!
O treinador à minha frente cronometra o cansaço da garota de pernas compridas. Com ela tem sempre uma garotinha, muito parecida, acho que a irmã. Ao fundo todos aqueles pinheiros tão bonitos...comparados aos prédios-monstros parecem arbustos. E então só isso e tudo isso, saborear esse momento, deixando que cada pedaço de mim perceba o presente ao meu redor.
Edu chega lendo Dalton Trevisan, hm, já passei disso. Ele traz o Joe, um golden de seis anos, mas que, independente da idade (será um adulto maduro já?), vive fazendo aquela cara engraçada de "ei, vamos lá...viemos aqui prá brincar ou não?" Claro que Joe prefere as pinhas e garrafinhas pet a seu brinquedo de morder. E logo no primeiro intervalo de um dos treinos lá estão as crianças chegando com aquele esfuziante OI, JOE!!!!! Aí, pronto: a baba é geral, em todos os sentidos. Claro, como chuva de verão que chega de repente, aqui na cidade grande grito pro Gabriel ir correndo na frente avisar a guardinha que já estamos de saída...coloquei só uma hora de cartão, fica prá próxima.

quarta-feira, 26 de março de 2008


alegría de loco!!!!
pachamama abre sus brazos
para los lunáticos escaladores
de escaleras resvallosas
(agora tente pronunciar isso bem rápido, mais ou
menos a como a corrida na descida da montanha).
Mas eu ainda vou colocar uma foto daquele reveillon, que foi
o fim e o começo, do que exatamente, não importa...

terça-feira, 25 de março de 2008

Não acho que seja um apego exacerbado. Parece mais uma saudade de coisas inacabadas.
Os livros não lidos, materiais de estudo, peças para mosaico, lãs, linhas, tintas, amuletos, xícaras de ursinho, roupinhas de bebê...
Hoje estou com saudade de casa.
Bem por isso esses fulminantes episódios, e eu podia até dizer que são os hormônios, coisa e tal, mas acho que é só um ego muito grande querendo que as coisas aconteçam exatamente como eu desejo.

"...eu tô brincando de ninja, você quer também?
...
então, esse é meu domínio, daqui você não passa.
(risadas)"
Bem, é o que temos hoje para o chá da tarde: um acampamento ninja na sala e torta de banana. Caminhar sempre me ajudou, dá a sensação de passagem e eu gosto da sensação de observar, criar histórias, encontrar a mim mesma nos pensamentos que me vêm à mente. Um trabalho interessante.
Shopgirl, ou a garota da vitrine...e então pensei que era mais um desses água-com-açucar, só prá passar o tempo, mesmo. Até colocar dublado, prá poder ir fazendo outras coisas enquanto isso.
mas ora vejam! Surpreenda-me se for capaz! Não é que, tirando a comicidade do Steve Martin tentando fazer um papel sério, o filme conseguiu prender minha atenção um pouco mais do que o esperado? Um tanto de desespero solitário, um tanto de mau-gosto, misturado a um certo romantismo disfarçado. Até a personagem do filme, que tem aquele jeito engasgado de Julieta arrependida, conseguiu me comover...puxa...e em uma fala, apenas.
A grande questão então se resume: agora ou depois? Garota esperta! Eu teria feito o mesmo.
o primeiro fio de cabelo branco a gente nunca esquece.
nem o segundo.
interessante...esse fim-de-semana foi espantoso, em inúmeros aspectos. Bem, nem todos podem ser detalhados aqui, mas muitas coisas parece que estão se tornando auto-explicativas. Enfim, o lance legal da vida é o movimento, como discutíamos eu e Paulo. A única segurança é, no final das contas, a morte. (Será mesmo?) E aí é que surge o maravilhoso!
Celebramos a vida, porque no final vai dar tudo na mesma. Bem, talvez não seja tudo tão simples assim, mas é preferível estar com quem se ama, fazer o que se gosta, começar o que está pulsante, porque o movimento- como a maré- vai e volta...e é tão melhor contar prá eles que a maravilha da vida é justamente essa: ser algo melhor, aqui e agora, ao invés de imaginar coisas sendo resolvidas num futuro distante, quando as condições ideais, os motivos ideais, as pessoas ideais...! Está tudo aqui, o ontem e o amanhã. Nada fora daqui, tudo perfeito. Inclusive a percepção aterradora de ter estado errada por tanto tempo. Inclusive o momento da dúvida...mas então...?
Mas isso é outra história, e eu hoje prefiro cantar a vida dentro e fora de mim. Hoje não há espaço para notícias mórbidas nem para sofrimentos vãos...que idéia! Querer parar um rio!

quinta-feira, 20 de março de 2008

6
A child said What is the grass? fetching it to me with full hands;
How could I answer the child?
I do not know what it is any more than he.
I guess it must be the flag of my disposition, out of hopeful green stuff woven.


Or I guess it is the handkerchief of the Lord,
A scented gift and remembrancer designedly dropt,
Bearing the owner's name someway in the corners, that we may see and remark, and say Whose?

Or I guess the grass is itself a child, the produced babe of the vegetation.
Or I guess it is a uniform hieroglyphic,
And it means, Sprouting alike in broad zones and narrow zones,
Growing among black folks as among white, Kanuck, Tuckahoe, Congressman, Cuff, I give them the same, I receive them the same.
And now it seems to me the beautiful uncut hair of graves.

Tenderly will I use you curling grass,
It may be you transpire from the breasts of young men,
It may be if I had known them I would have loved them,
It may be you are from old people, or from offspring taken soon out of their mothers' laps, And here you are the mothers' laps.

(...) The smallest sprout shows there is really no death,
And if ever there was it led forward life, and does not wait at the end to arrest it,
And ceas'd the moment life appear'd.
All goes onward and outward, nothing collapses,
And to die is different from what any one supposed, and luckier.

enquanto isso, no universo das mães...

- mami!
- ?
- como é que você pode ser uma mãe tão boa e legal?
- !
- você é minha mãe preferida!!!!
a maravilha das coisas impossíveis!!!!
os olhos verdes se enchiam de lágrimas, ela contava os fatos como flashes de um filme, cenas imóveis que se modificam minuto a minuto. E tudo tão rápido, de uma verdade feroz, que precisa ser contada, espalhada aos quatro ventos. Milagres que transformam nossa vida, que nos trazem de volta para algum ponto esquecido de nós mesmos. Pode parecer bobagem para alguns, pode parecer mais uma história apenas. Mas pode ser verdade também, uma mais próxima da nossa, será que sempre há um preço a pagar por tudo?
hoje o dia começou com cores diferentes, por causa do feriado até parece sábado, até parece que as coisas podem dar certo, afinal. Ou escrevo isso só porque minha disposição hoje é melhor, e estar com pessoas assim, tão queridas, me faz sentir isso, tão bom!

terça-feira, 18 de março de 2008

o filme era péssimo.
aquele mau-gosto truncado estilo "Tudo o Que vc Poderia Ser e Não é, ou Tudo que vc Poderia Ter e não Tem, ou Tudo que vc Tem mas não Valoriza, Porque é muito Burro Mesmo!".
Historinha pretensiosa essa, do homem fracassado, bundão e melancólico, bem típico, mesmo...isso sem falar nas múltiplas Penélope Cruzes! que apareciam no sonho dele.
sei lá, vai ver tem gente que curte essa de smoking branco sem nada por baixo, ou um pax de deux (é assim que escreve isso?) morno, com um I love you too no final.
eu perguntei a ele se tinha filhos, ele me olhou, sorriu e disse
- não, ainda não...primeiro quero cuidar muito da minha mulher, sair com ela e aproveitar bastante.
olha só, que interessante.
Nem toda a raça deles está perdida!
acordar de madrugada dá nisso, agora imagine quando chegar o novo hóspede!
e todos os esforços direcionados acabam gerando uma ansiedade terrível!!! ando tendo pesadelos com casas e casas e casas.
Claro que sem ela não conseguirira. Nem metade.

segunda-feira, 17 de março de 2008

ao falar, aproximar-se do fundamental, assim dizia M.
mas como saber o que é essencial, estando tão distante da minha fonte pessoal, como saber o certo e errado, como sentir mais e melhor, não relacionado aos sentidos mais simples...?
ainda o falar exatamente aquilo que se sente, para alguém tão estranho do outro lado de uma mesa coberta de papéis- estou triste- mas não chorei, eu juro!
pausa
até porque eu nunca tinha ganhado um bolo da barbie de aniversário...claro que Gabriel queria cortar primeiro a cabeça, mas achei melhor não.
sonhando acordado.
será que é bom?
ganhei ontem de presente na locadora,
e, de verdade, não espero nada, mas desejo tanto!!!
como é que pode?

domingo, 16 de março de 2008

hoje é meu aniversário.
muito como quem merece algo de bom, pedi a cópia do cd que havia perdido.
pedi prá dona Íris e Fabrina, duas desconhecidas que abriram as portas de sua casa para nós, coisas engraçadas acontecem nesse universo feminino. O que me encantou foram os bambus, e o sol batendo na área da casa. Bem de leve, aquela música poderia
(- Elora, você não pegou tua roupa?
- não, a nona mandou eu vim tomar banho, eu vim!)
mas então penso que o espaço é pequeno para os três cachorros. Hm, escrevi isso, mas pensei no Ravi, especificamente. A Billie já é uma cachorrinha de madame, vivendo tranquilamente seus dias entre a almofada, os passeios na coleira e os pedaços de pão que damos a ela...e se formos pensar na relatividade do espaço físico como moradia, em termos globalizantes, humanísticos e filosóficos, bem, fica mais fácil acreditar que sim, a casa é ótima, independente das milhares de reformas que teremos pela frente (sabe aquele ditado que diz que "o peixe morre pela boca?").
(- ...e o que é que você vai fazer de faculdade?
- ah, eu vou fazer faculdade de luz!
- é mesmo?
- é. sabe que dá prá fazer energia eletrônica da água, eu vi na televisão. é tipo um liquidificador gigante. e também eu posso aprender várias outras coisas, tipo trocar lâmpada, inventar alguma coisa...
- Tá, então vamos agora deixar tudo em ordem, arrumar essas roupas. Lembra do que eu te falei? Nunca se deixa roupa do lado avesso!)
Minha mãe chegou hoje cedo, passamos o dia à procura de casa,
(- Já pensou, minha filha....olha que praticidade um apartamentinho...
- Não dá prá se desfazer deles, são tipo...filhos!
- Mas um só não tá bom?)
pausa
é, eu sou tipo...mãe!
(- Mas qual é sua ocupação, especificamente...?)
entre um dia muito giro, felicitações de tudo quanto é lado, sol e chuva e um pouco de poeira nos olhos...fica uma coisa assim,
que não consigo dar nome...sabe como?

sábado, 15 de março de 2008


Né que o garoto é esperto?
Assisti um dos programas do guri e não botava muita fé, mas achei uma delícia ver aquela mistura de cores, sabores e proporções...
hmmm, não dá prá resistir, vou ter que colocar aqui qualquer coisa dele...
by Jamie Oliver
The simplest spinach with nutmeg and butter
I like the irony taste of spinach, I love the colour, it's really good for you but not one seems to know how to cook it. My lovely mother-in-law boils the hell out of it so she ends up with grey-green water and kinda green spinach. Where’s all the goodness? In the water.
So forget everything you know about cooking spinach, this is the way we do it from now on. Either pick or buy spinach on the stalk, which you should wash well, sometimes two or three times but that’s not the end of the world. If you’ve got lovely young leaves then leave them on the stalk and just pick the outer leaves off. Or, as most of us do, buy packs of prewashed baby spinach from the supermarket – how convenient.
You can also use Swiss chard or Savoy cabbage in place of spinach.
To a hot pan or wok add a little oil, sway the pan about and add 4 huge handfuls of spinach. This will look like a lot, but it will soon cook down. It will sizzle a bit so just stand by it and turn it over every 5 seconds.
After about 30 seconds it will begin to wilt and hopefully only a little water will start to cook out of the spinach (if there is a lot then pour a little away). Add 3 big knobs of butter and grate in about 12 rubs of nutmeg to taste. Mix, season and serve. The butter and the water should mix together giving you just enough natural sauce to bind everything together.
and all of this...from The Naked Chef!
aff, tô exausta! se eu não fosse um ser tão social...o que seria?
verdade é que senti falta dessas pessoas todas, amigos de coração,
e sempre tem gente nova chegando, conhecendo um pouquinho mais, trazendo uma nova energia prá escola. Eles trazem suas crianças e nos reconhecemos num olhar, reconhecimento mútuo, essa alegria do compartilhar. Pura alegria de participar de algo tão bacana como uma escola Waldorf.
Lembro do dia que Andrea me mostrou a escola, Gabriel ia pro segundo ano e Elora pro jardim (acho até que era maternal, ainda). E então aqueles brinquedos tão simples, aquele ambiente aconchegante, a transparência e verdade de cada desenho nos quadros de giz. As madonas! Eu olhava tudo e pensava que não era possível, não poderia ser verdade, alguma coisa devia estar errada...tudo bem que Elora agora me enchendo a paciência prá fazer um sanduíche de microondas com pão e chickenitos! Ugh, fazer o quê?
Radha querida, como é maravilhoso teu jeito de ver a vida e se relacionar! Adotei o "flor", porque acho que diz tudo! A idéia do chá de bebê é muito boa, ainda mais com você por perto!
Augusta, que coisa louca e linda que você é, não tinha como não ficar tua amiga, mesmo...ainda mais com tanta história parecida, tantas viagens e sonhos tresloucados que insistimos em tornar realidade. Nessas horas, apesar do cansaço (cadê?), fica esse gostinho bom, de respirar fundo, olhar o céu lindo e o arco-íris (vocês viram?), e sentir gratidão por tudo.
Apenas estar aqui hoje me faz feliz.
O resto a gente esquece, nem que seja prá poder curtir melhor o momento.
Diferente
Gotan Project

En el mundo habrá un lugar

para cada despertar
un jardín de pan y de poesía

Porque puestos a soñar
fácil es imaginar
esta humanidad en harmonía

Vibra mi mente al pensar
en la posibilidad
de encontrar un rumbo diferente

Para abrir de par en par
los cuadernos del amor
del gauchaje y de toda la gente

Qué bueno che ,
qué lindo es
reírnos como hermanos

Porqué esperar
para cambiar
de murga y de compás .

e, voilá!!!!
se eu soubesse mexer no mp5 do Gabriel,
tirava foto dos bolinhos...
receita originalíssima
by Elora & mamãe:

2 xícaras de espinafre
1 lata de milho (não tinha, então deixamos prá próxima vez)
cebola, alho, cebolinha picada
orégano ou manjericão (viva a liberdade de escolha!)
2 xíc. de farinha de trigo
1/2 xíc. de aveia em flocos finos
sal
1/2 xíc. de óleo (tudo isso? não temos certeza)
1/2 xíc. mozzarela picada (tirando o que Elora comeu, acho que a medida é essa...)
1 colher bem cheia de fermento em pó (que, como a alegria para a alma, alivia e faz crescer!)

Mãos à obra, só misturar tudo, fazer bolinhas de gude, ou um pouco maiores, e assar em forno bem quente, pré-aquecido. Acredito que a mesma massa poderia dar boas chapatis, tirando o fermento...hmmm!
Ah, não esqueça: tem que colocar uma música, ou cantar. Sabe como é, os bolinhos ficam melhores se a gente os faz em ritmo de festa. Será que aguentam até a hora do bazar?

Kiwi anda aprendendo a receber carinho. Tá aprendendo que não pode ficar mordendo e arrando a gente, achando que é o dono do pedaço!
não, não, agora só colinho, senão, chispa daqui!
Então as meninas estão por conta hoje! Amanheceu friozinho que parece inverno, Elora vai me ajudar a fazer uma receita inspirada para o bazar de páscoa da Turmalina e vamos torcer para que a coisa fique boa! Triste, triste...fui lá ontem, no nosso site e percebi que está completamente desatualizado...até eu que me considero uma tartaruga em matéria de assuntos virtuais vi que a coisa tá mais devagar do que deveria.
São nove ainda e não quero ser tãão chata com o rapazinho lá, de novo. Por isso estou fazendo essas inspirações, bem tranquilas assim, muita calma, tranquilidade, tudo vai dar certo, se não for essa, vai ter outra, mas até que essa era boa, porque tem canil, e quintal e jardim, e umas ruas que são maravilhosas...céus, será que estou metendo os pés pelas mãos? Outro dia ainda a médica das crianças sugeriu, em resposta aos meus anseios desesperados, um livro ótimo para educação infantil: qualquer uma dessas coletâneas de provérbios populares.
Não posso negar que um deles me fez compreender melhor a relação fraterna de meus filhos:
"Quando um não quer, dois não brigam"
a casa ficava num vale, muito silencioso e úmido. Na frente haviam alguns objetos grandes, como estantes de ferro, mas estavam retorcidas e velhas. Fiquei pensando que deveria tirá-las dali e dar lugar para um jardim...ao mesmo tempo olhei para o telhado da casa e vi que precisava ser pintado. Então surgiu um senhor com uma cara muito séria, e que ficava apontando prá fogueira (que havia acabado de aparecer!), insistente. Não abria a boca, mas parecia muito chateado comigo. Então parece que fui meio que obrigada a levar uns papéis ali e queimar. Uma pena, eu sentia...será que todo mundo tem sonhos tão óbvios assim?

sexta-feira, 14 de março de 2008


Há quem chore e há quem comemore!!!
Elora anda querendo escrever no blog:


mãe é tudo que se deve ter.

aula de percussão não é tao ruim.

voce se sente bem quando te agradam?
o que que essa foto tem a ver comigo, consegue adivinhar?
acho que puxei a minha vó, porque adoro costurar.



cão soninho e
cãomilão
Ravi pensando na vida....
ah, essas mudanças...será que me levam junto?
The Love Song of J. Alfred Prufrock
T. S. Elliot

Let us go then, you and I,
When the evening is spread out against the sky
Like a patient etherised upon a table;
Let us go, through certain half-deserted streets,
The muttering retreats
Of restless nights in one-night cheap hotels
And sawdust restaurants with oyster-shells:
Streets that follow like a tedious argument
Of insidious intent
To lead you to an overwhelming question …
Oh, do not ask, “What is it?”
Let us go and make our visit.
(...)
And indeed there will be time
To wonder, “Do I dare?” and, “Do I dare?”
Time to turn back and descend the stair,
With a bald spot in the middle of my hair— [They will say: “How his hair is growing thin!”] My morning coat, my collar mounting firmly to the chin, My necktie rich and modest, but asserted by a simple pin— [They will say: “But how his arms and legs are thin!”]
Do I dare
Disturb the universe?
In a minute there is time
For decisions and revisions which a minute will reverse
(...)
I grow old … I grow old …
I shall wear the bottoms of my trousers rolled.
Shall I part my hair behind? Do I dare to eat a peach? I shall wear white flannel trousers, and walk upon the beach.
I have heard the mermaids singing, each to each.
I do not think that they will sing to me.
I have seen them riding seaward on the waves
Combing the white hair of the waves blown back
When the wind blows the water white and black.
We have lingered in the chambers of the sea
By sea-girls wreathed with seaweed red and brown
Till human voices wake us,
and we drown.



Sigamos então, tu e eu,
Enquanto o poente no céu se estende
Como um paciente anestesiado sobre a mesa;
Sigamos por certas ruas quase ermas,
Através dos sussurrantes refúgios
De noites indormidas em hotéis baratos,
Ao lado de botequins onde a serragem
Às conchas das ostras se entrelaça:
Ruas que se alongam como um tedioso argumento
Cujo insidioso intento
É atrair-te a uma angustiante questão . . .Oh, não perguntes: "Qual?"Sigamos a cumprir nossa visita.
(...)
E na verdade tempo haverá
Para dar rédeas à imaginação. "Ousarei" E . . "Ousarei?"
Tempo para voltar e descer os degraus,
Com uma calva entreaberta em meus cabelos(Dirão eles: "Como andam ralos seus cabelos!")- Meu fraque, meu colarinho a empinar-me com firmeza oqueixo,Minha soberba e modesta gravata, mas que um singelo alfineteapruma(Dirão eles: "Mas como estão finos seus braços e pernas! ")
- OusareiPerturbar o universo?
Em um minuto apenas há tempo
Para decisões e revisões que um minuto revoga

(...)Envelheci . . . envelheci . . .Andarei com os fundilhos das calças amarrotados.
Repartirei ao meio meus cabelos? Ousarei comer umpêssego?Vestirei brancas calças de flanela, e pelas praias andarei.Ouvi cantar as sereias, umas para as outras.
Não creio que um dia elas cantem para mim.
Vi-as cavalgando rumo ao largo,
A pentear as brancas crinas das ondas que refluem
Quando o vento um claro-escuro abre nas águas.
Tardamos nas câmaras do mar
Junto às ondinas com sua grinalda de algas rubras e castanhas
Até sermos acordados por vozes humanas.
E nos afogarmos.

(tradução: Ivan Junqueira)
histórias que não terminam, paroxismos climáticos, faltam comprovações de quem são vocês e como esperam poder pagar uma casa como essa, e então a espera expectativa dentro de um carro por uma aula ou duas, um barulho que eles amam e que os faz voltarem felizes e suados, os dias seguem um ritmo inexorável, a contagem das semanas e os e-mails não lidos as ligações não-atendidas, as palavras que não são ditas. No fim último talvez o vislumbre do que poderia ter sido e não foi, daquilo que ainda é,independente de você, de mim, daquilo com que nos identificamos nomomento. O terror não chega como uma grande chamada para um filme, ele se entrelaça em cada pequeno minuto repartido ao meio, dormir e acreditar que isso também é um filme, e passa. Logo passa.

quinta-feira, 13 de março de 2008

"Se ele não conseguisse dar meia-volta, a companhia aérea não irira permitir que ele embarcasse no avião. Olhei para o relógio. Tínhamos apenas doze minutos para passar pela segurança, atravessar o terminal e embarcar.
...Assim que nos acomodamos nos assentos, finalmente me permiti suspirar aliviado. Havíamos conseguido despachar Marley. Havíamos recapturado os sapos. Havíamos conseguido pegar o avião. Próxima parada: Allentown, Pennsylvania.
Então percebi que Jenny ficara imóvel na fileira à minha frente. Então, também ouvi. Sob os nossos pés, saindo de dentro das entranhas do avião, dava para ouvir um som, abafado, porém inconfundível. Era um som choroso, um chamado primitivo que começou baixinho e foi aumentando. Ai, meu Deus, ele está uivando. Só para que fique registrado, labradores não uivam. Beagles uivam. Lobos uivam.(...) Jenny olhou fixamente para a frente. Eu afundei os olhos na revista. Se alguém nos perguntasse, negaríamos qualquer propriedade. Seguindo o conselho do imortal Richard Milhous Nixon: negação palusível."
Marley Mambo,
John Grogan
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...

Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte o seu
Guia natal..

Aaadeeeus Dooooor...(4x)

Hari Krishna Hari Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)


Mantra
Nando Reis
a gente vai deixando tanta coisa prá trás...Mudanças trazem essa energia de ruptura, perda. E então vem a nova estação, o que parecia perdido se transforma em algo novo. Às vezes é simplesmente difícil deixar prá trás velhos hábitos, abandonar conceitos...não sei o quanto esse dia chuvoso está me influenciando a escrever essas coisas. E tomar chuva até que foi bom,
falar no msn com a minha mãe também é bom;
e uva thompson, essa frutinha impressionante, sem semente!
e cachoeira,
mar, as montanhas,
aquele eucalipto lindo da pracinha,
esse livro que me faz rir e chorar tantas vezes,
massagem, meus amigos,
Tracy, o silêncio,
sentir o bebê mexer,
fazer cócegas nas crianças e ser capturada por dois vampiros sanguinários que querem morder o meu pescoço,
tem tanta coisa boa na vida e a gente fica às vezes obsessivo, achando que uma só pode nos fazer felizes!
como é que pode?

quarta-feira, 12 de março de 2008

Sobra covardia e falta coragem
até para ser feliz
A paixão queima, o amor enlouquece,
o desejo trai.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor
não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode
que o medo o impeça de tentar.
Embora quem quase morreu esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
Hoje eu fui na minha amiga e tive aula de inglês,
hoje o meu dia foi bom,
e o seu?
Elora

Robyn Smith's Photography



How much does your midwifery work influence how you view and photograph women and their babies?I am half way through a general nursing course on my way to becoming a midwife.. I really hate it.. I feel myself being pushed into the mould to become part of the birthing machine.. I feel as though I can do more for women outside the healthcare system. helping women to become empowered. so that they will birth there own babies reguradless of where and who is with them.. We are amazing to grow another human inside us and to birth, for me it is all innate and all that wisdom is part of us, we need to learn to tap into, to be resposible for ourselves, to hold our own hand, and to trust.. so I guess I will end up being a doula and a cosumer activist being with women helping them to trust in their own wisdom...I guess all thisinflences my work, in that for me the images of birthing women and their families are so real, and honest, and powerful, and can be such an empowering experienc. I consider it such a incredible privilege to help make this journey real for them. I really enjoy photographing people being real, regardless of all the body bits, for me it is really inspiring..Alternatively I would really like to photograph death in the same way unhibited emotions being real, honest, vulnerable all the things we are but do such a good job of hiding.
I have learnt to watch, to be with .. to watch the light on their skin, the way they walk, the way they hold themselves. It is the same with labouring women too.. to watch ..I have been with so many labouring women in hospital where everyone watches the goddammed machines, ugh. to follow my instincts to be silent and encouraging, being there for them.. to trust.

Photo Copyright Robyn Smith. All Rights Reserved.

Elora
lembro de você pequena
cabelo amarelo
passeios bem cedo
uma volta na quadra prá juntar pedrinhas...


Gabriel...mas acho que vou deixar por sua conta...

ok, esse aí do lado sou eu...meu cabelo já não está tão comprido, mas continuo com as minhas namoradas, ops.
Minhas grandes paixões são carrinhos de controle remoto e o programa WWE.
tô atrasado pro basquete, falou aí!
fui.
"Vocês precisam fazer nascer suas próprias imagens. Elas são o futuro esperando para virem ao mundo...não tema o sentimento estranho. O futuro deve fazer parte de você, muito antes que ele aconteça...apenas espere pelo nascimento...pela hora da nova claridade."
Cartas a um jovem poeta,
Rainer Maria Rilke

e então penso em duas mãozinhas, que agora são minúsculas. Dedos tão pequeninos cobertos por uma pele translúcida e suave. um sonho que vai tomando forma...não como os pesadelos que tivemos hoje. Mais como aquilo que alguém diz para aliviar a dor de outro alguém, "vai passar, vai ficar tudo bem...", e é simplesmente impossível não deixar que aconteça, que as imagens com aquelas duas mãozinhas brincando com a grama, com a terra do jardim, se façam presentes aqui, enquanto estou olhando uma das rosas que há no jardim se abrirem, recoberta por aquelas gotículas tão perfeitas. Engraçado isso, a questão da alegria e da beleza está no movimento, como eu imaginava...todos os planos e projetos, e sonhos e fantasias, tudo está num vir-a-ser que provoca o contentamento agora. Será isso?
Na caminhada de hoje, fiz um novo amigo. Como ele não podia se apresentar, chamei-o de Benji (era inevitável a semelhança!). Ainda bem que não temos a casa-ainda- porque senão teria levado meu amigo junto, tão comportado que era, apesar da aparência. Parece que gostou de ter encontrado alguém com os mesmos interesses, essa coisa de ficar andando de um lado pro outro, atravessar ruas...na despedia ainda deu um ganido baixinho, penso que para tornar mais dramática a separação. Então começou a chuviscar de novo, e lá se foi Benji atrás de outra companhia, quem sabe um pedaço de pão ou coisa que o valha.

terça-feira, 11 de março de 2008

"O trem venceu o declive norte da cadeia montanhosa e mergulhou num longo túnel. Na saída, desceu por um vale. Por entre as fendas dos picos, a cor da noite descia lentamente. A tênue luminosidade da tarde invernal parecia ter sido sugada pela terra, e o velho trem dava a impressão de ter abandonado no túnel seu teto brilhante."

"Havia além dele um único homeme, de aproximadamente cinquenta anos, e diante dele uma jovem de rosto avermelhado. Inclinada para a frenteescutava atenta cada palavra do homem e lhe respondia feliz. "Um casal clandestino empenhado em longa viagem", deduziu Shimamura.
Mas assim que o trem chegou à estação atrás da qual se viam as chaminés das fiações, o homem levantou-se apressadamente, apanhou a cesta de vime do porta-malas e através da janela lançou-a para a plataforma.
- Pode ser que a gente ainda se encontre algum dia- gritou para a moça enquanto descia apressado o trem.
Um súbito desejo de chorar invadiu Shimamura. O incidente o colhera desprevenido, devolvendo-o à consciência; lembrou-se de que tinha dito adeus à Komako e estava voltando para casa. Não lhe ocorrera que os dois tivessem simplesmente se encontrado no trem. Talvez o homem pudesse ser um caixeiro-viajante"

País das Neves,
Yasunari Kawabata
"...no fim da noite, a instrututora nos chamou e entregou-nos o nosso diploma. Marley havia passado no treinamento de adestramento básico em sétimo lugar da turma. E qual o problema se eram oito na classe e o oitavo cachorro era um pitbull psicopata assassino que mataria o primeiro ser humano que atravessasse a sua frente? Para mim estava bom. Eu estava tão orgulhoso que seria capaz de chorar e, de fato, eu teria chorado, se Marley não tivesse saltado e imediatamente engolido seu diploma."

"Jenny colocou Patrick no moisés; eu coloquei Marley entre as minhas pernas e segurei-o firme pela coleira(...), Jenny se aproximou de nós, permitindo que Marley farejasse primeiro os dedinhos do bebê, depois seus pés e perninhas. A pobre criança tinha apenas um dia e meio de idade e já estava sob o ataque de um aspirador de pó. Quando Marley farejou a fralda, ele pareceu entrar num estado alterado de consciência, um tipo de transe induzido por fraldas infantis. Ele estava no paraíso. Se ele tivesse demonstrado o menor gesto agressivo, seria o fim dele. Mas ele nunca fez isso. Logo descobrimos que nosso problema não era evitar que Marley machucasse nosso precioso bebê. Nosso problema era mantê-lo afastado do cesto de fraldas usadas."
trecho de Marley e eu. A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo., John Grogan

Até parece segunda-feira

O dia amanheceu chovendo, chuvinha miúda. À noite aquela delícia e a vontade de ficar acordada só prá ouvir o barulho da chuva caindo. Como daquelas vezes...mas agora há pouco o sol saiu e fui caminhar. Até a Praça do Japão e volta, pena que está em reformas, não dá prá ficar olhando o jardim, a estátua do Buda com aquela expressão de uma bem-aventurança divina. Enfim...precebi nessa caminhada o quanto estava com saudade daqui, devido a minha curta, mas intensa estadia em Pérola (olha só a aproximação com a estação Pérola, para os Lostmaníacos). Não sei como pude me imaginar longe das montanhas (tudo bem, Curitiba não tem montanhas, mas está cercada delas, e elas estão logo ali, um pulo!). Olhando ao redor, percebi que a cidade está crescendo bastante, e com isso há muito mais lixo nas ruas do que antes...é, vamos ter que partir pras tarefas em equipe, ou atualizar o manual de como sobreviver na selva sem nos matarmos antes...e com isso quero dizer que não é só a distância que separa as pessoas, não. O que as separa, em princípio, é a falta daquele elemento comum, a sensação de fazer parte do Todo, de sentir-se responsável pelo que está acontecendo aqui, dentro de mim, e fora também, em âmbito maior, com o planeta como um todo.
Ontem eu menti, sabe. Disse coisas à você que não são verdade, e só quero dizer agora que tudo que faço em relação a você é por um profundo amor. Porque eu não me considero tua dona, não. Pelo contrário, gosto de pensar que cuido de você como quem cuida de um jardim...quando chega a hora de podar, tem que podar, porque sabe que a planta precisa disso. E se falta água e as flores estão murchas, a culpa é todinha minha, porque esqueci, ou recusei dar atenção àquilo que me é mais caro (entendeu?). E tudo, tudo o que faço para você, vem da minha vontade de te ver mais feliz. Nunca é uma obrigação.
Desculpe se eu disse aquilo, porque eu realmente não aprendi a controlar minhas palavras, nem meus sentimentos de expectativa e frustração comigo mesma.
Quanto à casa, aff! Muitos papéis, muita burocracia prá comprovar isso e aquilo. Uma bobagem sem tamanho, mas espero que ainda essa semana possamos pelo menos fazer o contrato. E não nos cansamos de visitá-la. Às vezes de carro, ou a pé, parando um pouquinho para conversar com um vizinho, ou fazer um agrado num cachorro. Na rua de trás tem várias árvores, uma espécie de pracinha, com dois brinquedos sem-graça, e mais um espação prás crianças e pros cachorros correrem. Um barato, até pensei em pendurar umas cordas numa das árvores e fazer uma espécie de balanço público...veremos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

pois, é.
Cá estamos nós, dispostos a compartilhar o que quer que seja,
pensamentos, idéias, sonhos...nossa vida tornada pública para que, de algum modo, tenhamos contato com tantas pessoas maravilhosas que fazem (ou fizeram) parte da nossa vida!
Como bem disse a vó Laura, "nós temos a obrigação de ser feliz, aqui, sabe...", então, nada de lamentações! Se, por acaso, nessas páginas houver alguma espécie de desabafo, tomemos isso como um ponto de partida. Não somos seres estáticos, nem mesmo seres que apenas se movem no tempo e no espaço...seres atemporais, cheios de algo que está por nascer ainda, como uma promessa de seres humanos melhores (por favor, não tomem isso literalmente, ok?)
it´s done!