O dia amanheceu chovendo, chuvinha miúda. À noite aquela delícia e a vontade de ficar acordada só prá ouvir o barulho da chuva caindo. Como daquelas vezes...mas agora há pouco o sol saiu e fui caminhar. Até a Praça do Japão e volta, pena que está em reformas, não dá prá ficar olhando o jardim, a estátua do Buda com aquela expressão de uma bem-aventurança divina. Enfim...precebi nessa caminhada o quanto estava com saudade daqui, devido a minha curta, mas intensa estadia em Pérola (olha só a aproximação com a estação Pérola, para os Lostmaníacos). Não sei como pude me imaginar longe das montanhas (tudo bem, Curitiba não tem montanhas, mas está cercada delas, e elas estão logo ali, um pulo!). Olhando ao redor, percebi que a cidade está crescendo bastante, e com isso há muito mais lixo nas ruas do que antes...é, vamos ter que partir pras tarefas em equipe, ou atualizar o manual de como sobreviver na selva sem nos matarmos antes...e com isso quero dizer que não é só a distância que separa as pessoas, não. O que as separa, em princípio, é a falta daquele elemento comum, a sensação de fazer parte do Todo, de sentir-se responsável pelo que está acontecendo aqui, dentro de mim, e fora também, em âmbito maior, com o planeta como um todo.
Ontem eu menti, sabe. Disse coisas à você que não são verdade, e só quero dizer agora que tudo que faço em relação a você é por um profundo amor. Porque eu não me considero tua dona, não. Pelo contrário, gosto de pensar que cuido de você como quem cuida de um jardim...quando chega a hora de podar, tem que podar, porque sabe que a planta precisa disso. E se falta água e as flores estão murchas, a culpa é todinha minha, porque esqueci, ou recusei dar atenção àquilo que me é mais caro (entendeu?). E tudo, tudo o que faço para você, vem da minha vontade de te ver mais feliz. Nunca é uma obrigação.
Desculpe se eu disse aquilo, porque eu realmente não aprendi a controlar minhas palavras, nem meus sentimentos de expectativa e frustração comigo mesma.
Quanto à casa, aff! Muitos papéis, muita burocracia prá comprovar isso e aquilo. Uma bobagem sem tamanho, mas espero que ainda essa semana possamos pelo menos fazer o contrato. E não nos cansamos de visitá-la. Às vezes de carro, ou a pé, parando um pouquinho para conversar com um vizinho, ou fazer um agrado num cachorro. Na rua de trás tem várias árvores, uma espécie de pracinha, com dois brinquedos sem-graça, e mais um espação prás crianças e pros cachorros correrem. Um barato, até pensei em pendurar umas cordas numa das árvores e fazer uma espécie de balanço público...veremos.
terça-feira, 11 de março de 2008
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Um comentário:
achei legal e interessante além de criativo!
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