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domingo, 31 de julho de 2011





Dando uma de turista em Curitiba...andar a pé faz a gente ter mais tempo para olhar as cerejeiras em flor; e mais acima esse quintal que é uma delícia e que segundo Aninha, é melhor que o da creche, tia...ai, esse tia me dói no ouvido, mas fazer o que...enquanto eu vou tentando pintar o muro, cortar a grama, arrumar horta e cuidar dos pequenos, vamos encarando os desafios de se fazer tanta coisa ao mesmo tempo. e esse meu tempo agora...pois ora veja, depois desse domingaço de chuva, muito choro e resmungo de Luísa por conta do resfriado, até consegui terminar de costurar as cortinas da sala enquanto assistia Casablanca!!! Já o "As mães de Chico Xavier" muito triste, triste...um pouco de cada coisa, enfim. Nem doce demais nem tristeza sem fim, no desenrolar dos dias vou fazendo do jeito que dá. No como as coisas se apresentam um pouco de tempero para acalmar esse coração agitado, meio louqinho as vezes, meio triste noutras, mas sempre tentando ver aquilo que não se vë, uma mistura de fé e esperança de que a alegria é o Bem Maior, deu prá entender...
sem perguntas por enquanto,
nessas sincronicidades da vida, o notebook engoliu o ponto de interrogação, e ainda me fizeram o favor de desconfigurar o teclado do bixinho....öxe...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Luísa fez um ano dia 15 de julho. Na lista de suas realizações
figuram os pequenos passos que dá...quando sentada, olha ao redor e parece
se concentrar. Então levanta e vai, um pé após o outro, com um sorriso de conquista no rosto.
Fabuloso!!! Outro dia ainda, apesar da pequena birra do irmão para guardar aquele moooonte de lego,
mãe, você ajuda eu?
ele faz isso e então trabalha devagaaaaaar....enfim, Lulu prontamente começou a tarefa do junta e guarda. Quer coisa melhor do que isso?
Metade da sacola de lego, claro, foi confiscada, e inclusive estou pensando em deixar cada vez mais clean a coisa, até porque as panelas e potes e pedrinhas são coisas superinteressantes de se brincar. Vai saber!
Independente, é bem do jeito dela a hora da refeição. Tentar oferecer comida na colher fica um pouco trabalhoso, já que ela mesma prefere dar um jeito, seja com colher, garfo, mãos, ou tudo ao mesmo tempo. O problema é o irmão querendo copiar toda essa independência desajeitada, haja!!!! Claro, tivemos o bolo de níver compartilhado, afinal, fazer festa no mesmo mês dá nisso...de presente, achei por bem perguntar ao irmão
Nic, agora você também tá ficando grande...e se você dormisse na cama grande? E a sua caminha, que tal dar pra Luísa então...?
Negócio fechado. Até porque outro dia, passando em frente a uma escolinha, e depois de muuuuuita insistência
filho...mas quando você crescer, você pode ir prá escola,
mãe, Nic já cresceu!
pois então...se o que importa é sentir-se grande o suficiente para ir à escola, por que não dormir na cama grande? Ai, que dor no coração...escola. Com tudo de bom e de ruim que pode existir, dentro do mesmo esquema que a gente sempre seguiu, lá vamos nós vivendo uma vida de gado, copiando, olhando, imitando, esquecendo, imaginando...prá que tudo isso???
Hoje, apesar de tudo, parece que estou meio pessimista...uma canseira. Deve ser a velhice ou a falta dessas séries maravilhosas que fazem a gente esquecer um pouquinho, ou desses vídeos virtuais, onde a gente fica pulando de um estilo a outro, conversando com todo mundo e com ninguém ao mesmo tempo, e a sensação de sim, isso é muito legal, cosmopolita ou muito singelo, mas isso sim e aquilo não e no final tudo a mesma coisa então por que perder tanto tempo ou matar o tempo que é pior ainda? céus...hoje eu não tou me aguentando.....como na música do Gil....baixa...
CADÊ A MINHA BIKE ALE?????????

segunda-feira, 18 de julho de 2011



Pois é...com aquele sol lindo, cara de verão, pintar a casa parecia uma ideia ótima. Além do mais,

nada como aproveitar as tintas e pincéis à mão e reformar umas coisinhas...o único problema é organizar uma pintura junto com os cuidados de duas crianças pequenas...Deus do céu, que canseira!!!!! A casa uma mistura de Summerhill com o kindergarden da Susie (mas pelo menos ela me respondeu, não é sempre que aparece uma momy meio crazy querendo informações sobre students overseas....who knows...) Final do dia e eu virava algo parecido com um zumbi na frente da tv. Computador passando o fim de semana na casa do técnico e parece que ainda vai ter que passear mais um pouco, afinal, ninguém merece ficar operando nesse modo seguro em que falta um monte de coisa (mas ainda bem que a gente se esperta quando tem filho adolescente pra ensinar esses truques...). Ontem, Nic passeando com o pai, e a casa era só das garotas. Foi a vez da área de serviço, mesas e sala. Mas para aproveitar bem o tempo, e já que o "tempo"estava virando, nada como uma pipoca e um jogo de futebol. Luísa batia palmas para a aclamada Hope Solo, dos EUA, enquanto eu insistia em dizer a ela que achava melhor a gente estar torcendo para o Japão. Não deu outra: depois do empurra-empurra que foi a partida, o time feminino do Japão ganhou a copa feminina mundial!!! Ah, emocionante, sim...claro que a gente acaba abstraindo, afinal, uns vencem enquanto outros...mas olhando bem de perto, achando graça daquilo que nos distrai de um certo vazio profundo e inevitável, fica mais leve. A risada fácil dela, um mar de pipoca na sala, inúmeros defeitos aqui e ali, os primeiros pingos de chuva...cada coisinha encaixando e se eu não me preocupar demais com as partes talvez tudo possa fluir melhor. Não conheço o caminho, vislumbro possibilidades e vou seguindo. Nem conheço minha intuição, porque quando eu pensei já era. Então vamos indo, meio assombrados com tanta beleza, meio desanimados com tanta fealdade e miséria. O susto da noite, um grito ecoando e eu penso que tive um pesadelo, mas há esse mal que, apesar de imaginário (era apenas um gato no telhado), faz todos os sentidos se aguçarem pensando no que "eles"podem estar tramando....o medo na base, mas veja só...através do medo as pessoas se conhecem melhor, morando assim tão perto, na mesma casa e mal sabendo o nome uns dos outros...ou um bom dia ao menos de passagem. Vou até o quarto e os dois dormem tranquilamente, olho pela janela e a figura do vizinho conversando com alguém me deixa mais sossegada, lembro que deixei uma das mesas lá fora e agora a chuva...é, as coisas são como são, reais ou imaginárias...na hora a gente nem sabe, mas vamos aprendendo a lidar com os fatos presentes assim, pouco a pouco, buscando a plena atenção no momento, sem hesitar.

sábado, 2 de julho de 2011

Numa de nossas andanças (mas isso há uma semana mais ou menos, porque essa chuva e esse frio...) Nicolás, depois de atravessar o trecho de "muito mato" no terreno aqui perto, pára e pergunta, com a cara seríssima,
mãe, que é isso?
um minuto prá pensar, sem saber bem o que dizer,
Nic, isso é rock'n roll!
e a resposta, enfim, pra continuar a viagem depois da pausa,
ah, eu gosto de rock'n roll!

Ah, essas pausas...hoje ainda um desses, fazendo a propaganda da loja com o microfone em punho,
e entre as listas de variedades e promoções imperdíveis, sem querer quase sem pensar, soltou o clássico nessa tarde maravilhosa!!! A pausa foi digna de nota, porque ele não percebeu o que estava falando na hora...dava pra ver que ele tinha estado no automático, apesar de sim, a tarde maravilhosa depende de como cada um a vê e essa chuva é mesmo uma linda, como dizia meu amigo Bah a respeito de Floripa (e será que você vai me esclarecer quem é o Ogrinnn?)
Estávamos onde mesmo? Ah, sim, nas pausas....ultimamente tenho observado que sou terrivelmente barulhenta, mesmo quando estou quieta. Bem, perceber isso já parece ser um ponto positivo, diria Eckhart Tolle...então acabo dando risada das minhas pequenas "fugas"para um se todo colorido, ou enfim, outros mais cinzentos também, depende. E é então, assim sem muito mais nem menos que ela vem, e. PAUSA.
um coraçãozinho batendo, a palma da minha mão no seu peito. Sinto meu próprio coração, que também não é lá muito grande, um pulsar incessante. Contínuo. Mas até quando? Como olhar ao redor no ônibus lotado,
as duas atrizes tagarelas, o senhor de bigode e cara fechada, o motorista que me pede desculpa porque eu quase não te vi, estava distraído. Ainda bem que estou a cada dia mais sossegada mesmo e fiquei abanando lá porque vi que, naquela velocidade...realmente....tudo uma questão de tempo,
e de não-tempo também. Conversando com Wagner hoje comentei que andar a pé muda minha percepção das coisas. Dentro e fora. As relações mudam, o foco não é chegar lá, mas o trajeto, a viagem em si, a "paisagem"...todos tão especiais, tão iguais nos seus desejos e medos e ao mesmo tempo tão únicos! A maravilha está aqui e querer fugir disso é ficar sem um pedaço importante da história. ok, ok...vamos ver se a net móvel vai me ajudar ou não a postar isso. Senão é só olhar pro lado e as histórias vêm...ou a continuação delas, quem sabe.