Pois é...com aquele sol lindo, cara de verão, pintar a casa parecia uma ideia ótima. Além do mais,
nada como aproveitar as tintas e pincéis à mão e reformar umas coisinhas...o único problema é organizar uma pintura junto com os cuidados de duas crianças pequenas...Deus do céu, que canseira!!!!! A casa uma mistura de Summerhill com o kindergarden da Susie (mas pelo menos ela me respondeu, não é sempre que aparece uma momy meio crazy querendo informações sobre students overseas....who knows...) Final do dia e eu virava algo parecido com um zumbi na frente da tv. Computador passando o fim de semana na casa do técnico e parece que ainda vai ter que passear mais um pouco, afinal, ninguém merece ficar operando nesse modo seguro em que falta um monte de coisa (mas ainda bem que a gente se esperta quando tem filho adolescente pra ensinar esses truques...). Ontem, Nic passeando com o pai, e a casa era só das garotas. Foi a vez da área de serviço, mesas e sala. Mas para aproveitar bem o tempo, e já que o "tempo"estava virando, nada como uma pipoca e um jogo de futebol. Luísa batia palmas para a aclamada Hope Solo, dos EUA, enquanto eu insistia em dizer a ela que achava melhor a gente estar torcendo para o Japão. Não deu outra: depois do empurra-empurra que foi a partida, o time feminino do Japão ganhou a copa feminina mundial!!! Ah, emocionante, sim...claro que a gente acaba abstraindo, afinal, uns vencem enquanto outros...mas olhando bem de perto, achando graça daquilo que nos distrai de um certo vazio profundo e inevitável, fica mais leve. A risada fácil dela, um mar de pipoca na sala, inúmeros defeitos aqui e ali, os primeiros pingos de chuva...cada coisinha encaixando e se eu não me preocupar demais com as partes talvez tudo possa fluir melhor. Não conheço o caminho, vislumbro possibilidades e vou seguindo. Nem conheço minha intuição, porque quando eu pensei já era. Então vamos indo, meio assombrados com tanta beleza, meio desanimados com tanta fealdade e miséria. O susto da noite, um grito ecoando e eu penso que tive um pesadelo, mas há esse mal que, apesar de imaginário (era apenas um gato no telhado), faz todos os sentidos se aguçarem pensando no que "eles"podem estar tramando....o medo na base, mas veja só...através do medo as pessoas se conhecem melhor, morando assim tão perto, na mesma casa e mal sabendo o nome uns dos outros...ou um bom dia ao menos de passagem. Vou até o quarto e os dois dormem tranquilamente, olho pela janela e a figura do vizinho conversando com alguém me deixa mais sossegada, lembro que deixei uma das mesas lá fora e agora a chuva...é, as coisas são como são, reais ou imaginárias...na hora a gente nem sabe, mas vamos aprendendo a lidar com os fatos presentes assim, pouco a pouco, buscando a plena atenção no momento, sem hesitar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário