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segunda-feira, 10 de setembro de 2012




Festa de níver Luísa e Nicolás!!!!! Amigos, balões, pipoca e bolo...até a Billie curtiu a festa e o chamego de todo mundo!!! Já que o dia não era de sol, curtimos o festão no apê mesmo...até música ao vivo tivemos, viu Peter? Bom mesmo foi o presente família que a nona trouxe: ma´quina fotográfica!!! é nóis na foto!!!
como deu pra perceber, só faltava mesmo tempo pra postar....e tem coisa viu...próxima aventura: ilha do Mel, aguardem!

terça-feira, 24 de julho de 2012

pensei em começar assim:
sou o terror dos parquinhos...mas prefiro me ater ao lado bom da vida, do TOdo. Sim, eu sei, chegar com aquele cachorro imenso, dourado, correndo feito doido de boca aberta (eu diria sorrindo!) assusta mesmo as criancinhas, ou as mães mais cuidadosas nesses parquinhos da vida...É, não é fácil a criação. Realmente, cuidar para que todos tenham o que precisam, na medida justa, é uma tarefa hercúlea, visto que nem mesmo temos certeza do que significa ater-se à Lei que rege os universos. Viagem total, eu sei. Mas cansei de meias-medidas, sou o terror mesmo dos parquinhos, 
principalmente em época de desconfiança, ou de falta de amor. Porém tenho aprendido muito sobre a doação, de tempo, de energia (e haja energia!!!), e sobre o transformar-SE. A realidade que nos circunda é apenas mais um dos véus de maia, entre incontáveis experiências que tivemos ao longo de eons...não me canso com facilidade, mas algo em mim palpita entre o agitar-se de um mar em fúria e o silencioso olhar de deserto. Já mergulhei em mim mesma para me dar conta de que realmente não há um "certo". O movimento que nos rege é a própria manifestação da VIDA imensurável, divina...e o ater-se a formas pré-definidas é só um meio de dar mais sentido "concreto" ao que nos rodeia...há tanto ainda para percebermos...ok, menos metafísiquanticismo e mais vida normal: hoje Nicolás desenhou uma araucária. Sim, uma araucária em que se escondiam besouros, segundo ele. E ela estava firmemente plantada num solo cor de terra. Tudo isso banhado pelo sol radiante, e emoldurado! Mesmo me pedindo "tarefas", ainda acredito que a escola pode esperar...sim, eu sei que pode. 
Brigas entre irmãos, pequenos ajustes de limites e forças contrárias:
Eu tô avisando: se não parar já com isso...
Mas foi ela que começou!!!
tô avisando...não vai ter biblioteca hoje à tarde!
ah não...
Posso dizer que nesses momentos algo fulgura...o castigo de ficar sem o universo lúdico, sem a "ponte" que nos liga ao mundo das ideias-imagens. E pronto: acabou. A discussão dá lugar à troca, ao próximo passo, outro brinquedo, outra cor...mesmo um desenho, um filme, que prefiro guardar para o último caso, meu momento mais "canseira" mesmo. E tocamos o barco, sem repudiar nem dar muita atenção, caminhando com tranquilidade, como deveria ser...ou não?
Prefiro acreditar que sim, talvez eu esteja em um "caminho certo", mesmo indo atrás de um dos livros que a Rosely Saião comenta no seu blog: Como Amar uma Criança...esse é pra depois de tudo, de todos dormido, e fica para o próximo post...
  

quinta-feira, 14 de junho de 2012

meu pai tem 77 anos.
Amanhã, às sete e meia, embarca na rodoviária em busca do amor. Eu diria que o amor é capaz de passar por todos os obstáculos, enfrentar todos os medos, transpor todas as inseguranças juntos. O amor, capaz de juntar duas que pessoas que podem se amar eternamente e pelo simples prazer da presença dessa pessoa. Uma ligação química entre duas pessoas ou a magia de deus sobre nós.
Pai, (nono) parabéns, seja feliz!!! 
é, mas vocês tem que compreender que o amor é o único mandamento divino, do mestre do universo. Porque é aprendendo a se amar que você pode amar o seu próximo.
A música que ressoa, meu pai contando tudo que aconteceu ao longo da vida, as músicas, os inúmeros instrumentos que meu avô tocava
uma tuba imensa...e é uma pena não ter trazido um banjo quando voltei do Iraque. 
Os cursos e graduações várias dos filhos todos. Uma certa decepção pelos mais "perdidos". Uma vida bem vivida, ao que ele diz...Elora ansiosa aqui do lado com o movie maker...ah, tanta tecnologia...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Havia um relógio, bem alto, no sol, e pensei que quando a gente não quer fazer uma coisa o corpo tenta levar a gente a fazer a coisa sem se dar conta. Senti os músculos da nuca, depois ouvi o tique-taque do relógio no bolso, e depois de algum tempo me desliguei de todos os outros sons, só restava o relógio no bolso.
Tem coisas que não têm muita explicação mesmo,
e querem porque querem ser acontecidas, ou algo assim. A pressa talvez não seja uma boa coisa,
mas se a consciência estiver presente momento a momento talvez algo bom possa surgir daí. Hm, complexo. Ou não.
Olhei para trás, para a vitrine. Havia uns doze relógios na vitrine, marcando doze horas diferentes, cada um deles com a mesma convicção determinada e contraditória que o meu manifestava, mesmo sem ponteiros. Um contradizendo o outro. Eu ouvia o meu, a tiquetaquear no meu bolso, muito embora ninguém o visse, muito embora mesmo se o vissem ele não pudesse dizer nada a ninguém.
E as escolhas ficam a cargo do que, afinal?
Mais um relatório que chega, preciso pausar o que estava delineando aqui, passar para outro tipo de leitura, de revisão...
Pois bem, diferentes tipos de leitura...O Som e a Fúria, do Faulkner, era algo que eu tinha que ler, um desses livros que já comecei a ler uma três vezes e não foi pra frente. Como a Montanha Mágica também. Entre o trabalho de revisão online, cuidar da casa, das necessidades várias, entre músicas e comidas e conversas com minha mãe sobre o que significa o tédio a rotina o trabalho ganhar dinheiro cuidar dos filhos e ser feliz!!! Entre tudo isso...bem, ainda sobra espaço para um certo tipo de tempo fora do tempo, algo como estar com um livro e com tantos ao mesmo tempo. Algo necessário. Pelo menos para mim.
Tinha até esquecido como era. Tempo de ler um livro, tempo de ser olhada nos olhos de um jeito
que me faz lembrar algo distante. E isso é bonito demais para não estar aqui, pelo menos é justamente aquilo que deve ter feito com que um ou outro tivesse tido a vontade de levar o livro para ler em casa:
Era o relógio do meu avô, e quando o ganhei de meu pai ele disse Estou lhe dando o mausoléu de toda esperança e todo desejo; é extremamente provável que você o use para lograr o reducto absurdum de toda experiência humana, que será tão pouco adaptado às suas necessidades individuais quanto foi às dele e às do pai dele. Dou-lhe este relógio não para que você se lembre do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento de vez em quando e não gaste todo seu fôlego tentando conquistá-lo Porque jamais se ganha batalha alguma, ele disse. Nenhuma batalha sequer é lutada. O campo revela ao homem apenas sua própria loucura e desespero, e a vitória é uma ilusão de filósofos e néscios.
Livros para serem lidos?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

fiquei pensando no que a sua amiga disse outro dia.
será isso bom ou ruim?
Uso os chinelos que você usava há uns 3 anos atrás e tenho que olhar prá cima pra poder ter um "papo sério" contigo...pois é, e nem consigo acreditar que descobri essa música tão lindinha que o Lennon (provavelmente) fez para o filho. Beautiful boy é assim, mistura de saudade do que foi e do que vai ser. Quem será?
Carnaval e a casa cheia. Pequenos, médios e grandes, piscina na casa da Lu e festa na avenida. Tanta que conseguimos, com ajuda da "amiga" Pamela, convencer você a sair no bloco das "escandalosas", o dia em que a ala masculina em peso realiza o sonho- secreto ou não- de se vestir de mulher. Quem diria, meu filho, que ia te ver assim...feliz! E só de imaginar um dia a possibilidade da tua tristeza, coração aperta de um jeito...que seja o que tiver que ser.
Nicolás voltou da casa do pai, e esse ainda tem tamanho pra eu poder carregar, afofar, beijar e ainda ouvir no meio da noite dando uns passinhos...não tem jeito, já virou bagunça mesmo, e já que a cama é grande lá vamos nós, entre empurrões, bocejos e o de sempre
"mãe, hora de levantar...

Out on the ocean sailing awayI can hardly waitTo see you come of ageBut I guess we'll both just have to be patient'Cause it's a long way to goA hard row to hoeYes it's a long way to goBut in the meantimeBefore you cross the streetTake my handLife is what happens to youWhile you're busy making other plans

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Jeiny queria alguém para chamar de mãe.
Num desses fins de semana, vieram ela, Fran e Fabíola (você conhece a Vic, né, Peter....pra dormir fora tem que ter um papo daqueles antes). Como parque só ia acontecer no fim da tarde por causa do sol forte, resolvi montar a "piscina-cogumelo" para refrescar a brincadeira. Apesar dela estar furada e o trabalho de encher com a bombinha ser meio que ininterrupto, ainda assim a alegria dos pequenos fazia valer a pena. Tanto que lá pelas tantas, quando fui passar protetor solar na galera, percebi a Jeiny já vermelhinha nos ombros....pronto, olha aí...só de imaginar a bronca que eu ia levar, fui tirando a turma do sol, mas a vontade de brincar na água era tanta que Jeiny só dizia, empurrando os óculos pra cima
mas tia, não tem problema, eu SOU vermelha assim...
Há uma semana ela encontrou alguém que lhe responde...a saudade é assim. Um pouco de tristeza por não poder se despedir (ela foi pro Rio!) e outro tanto de alegria por imaginar um futuro cheio de brincadeiras na água, calor, aconchego, proteção...essas coisas que fazem parte da vida. Luísa aqui no meu colo não deixa eu ir adiante. Ainda temos muito pela frente...coisas práticas mesmo.
um certo desassossego do que eu não sei bem como vai ser, mas vai.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink


...sim, algumas coisas precisam ser repensadas
sentidas de outra forma
ou vistas com outros olhos apenas.
pequenas epifanias,
grandes sonhos.
todos ligados à Gaia,
a terra que me sustenta, ampara, protege...
amigos ao redor de uma mesa
um passeio por entre morangos e fisális...pequenas frutinhas que parecem flores
e o som de um grande eucalipto na entrada do sítio.
que diz ele?
temos ouvidos para ouvir?
terei?