pensei em começar assim:
sou o terror dos parquinhos...mas prefiro me ater ao lado bom da vida, do TOdo. Sim, eu sei, chegar com aquele cachorro imenso, dourado, correndo feito doido de boca aberta (eu diria sorrindo!) assusta mesmo as criancinhas, ou as mães mais cuidadosas nesses parquinhos da vida...É, não é fácil a criação. Realmente, cuidar para que todos tenham o que precisam, na medida justa, é uma tarefa hercúlea, visto que nem mesmo temos certeza do que significa ater-se à Lei que rege os universos. Viagem total, eu sei. Mas cansei de meias-medidas, sou o terror mesmo dos parquinhos,
principalmente em época de desconfiança, ou de falta de amor. Porém tenho aprendido muito sobre a doação, de tempo, de energia (e haja energia!!!), e sobre o transformar-SE. A realidade que nos circunda é apenas mais um dos véus de maia, entre incontáveis experiências que tivemos ao longo de eons...não me canso com facilidade, mas algo em mim palpita entre o agitar-se de um mar em fúria e o silencioso olhar de deserto. Já mergulhei em mim mesma para me dar conta de que realmente não há um "certo". O movimento que nos rege é a própria manifestação da VIDA imensurável, divina...e o ater-se a formas pré-definidas é só um meio de dar mais sentido "concreto" ao que nos rodeia...há tanto ainda para percebermos...ok, menos metafísiquanticismo e mais vida normal: hoje Nicolás desenhou uma araucária. Sim, uma araucária em que se escondiam besouros, segundo ele. E ela estava firmemente plantada num solo cor de terra. Tudo isso banhado pelo sol radiante, e emoldurado! Mesmo me pedindo "tarefas", ainda acredito que a escola pode esperar...sim, eu sei que pode.
Brigas entre irmãos, pequenos ajustes de limites e forças contrárias:
Eu tô avisando: se não parar já com isso...
Mas foi ela que começou!!!
tô avisando...não vai ter biblioteca hoje à tarde!
ah não...
Posso dizer que nesses momentos algo fulgura...o castigo de ficar sem o universo lúdico, sem a "ponte" que nos liga ao mundo das ideias-imagens. E pronto: acabou. A discussão dá lugar à troca, ao próximo passo, outro brinquedo, outra cor...mesmo um desenho, um filme, que prefiro guardar para o último caso, meu momento mais "canseira" mesmo. E tocamos o barco, sem repudiar nem dar muita atenção, caminhando com tranquilidade, como deveria ser...ou não?
Prefiro acreditar que sim, talvez eu esteja em um "caminho certo", mesmo indo atrás de um dos livros que a Rosely Saião comenta no seu blog: Como Amar uma Criança...esse é pra depois de tudo, de todos dormido, e fica para o próximo post...
terça-feira, 24 de julho de 2012
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