Peguei pesado...mas ainda assim, me alegra ver o pessoal se organizando na casa nova. As descobertas, desafios, ritmos da nova morada...tudo isso é um pouco esperado e um pouco novidade. Hoje precisei me lembrar, eu mesma comigo então: uma dor só diminui quando você a ignora. Simples, porém não fácil. A mente usa de uns argumentos bem mesquinhos prá querer resguardar a velha forma, um modelo ultrapassado. E eu dando ouvidos práquele tipo de coisa!!! Onde já se viu! Que coisa mais feia, dar atenção para as limitações do corpo, da mente, do coração!
...parece que a coragem só existe porque não há outra saída, simplesmente. Ou talvez seja um lampejo, uma lembrança. Mas demora prá aprender as coisas por aqui...hoje eu percebi que tem que ser neste mês, não vai dar prá adiar...enquanto ainda posso ir "sozinha" à Figueira, melhor que seja o quanto antes. Pois, como escreveu Elora no seu quadrinho,
pensar é poder
Isso aí, ainda pedi prá ela me explicar como era isso, e é claro que, apesar do quarto dela ser o mais bagunçado, vi que uma sutil organização nascia ali. Inspirador.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
mudança. Sem comentários...só de olhar prá todas aquelas caixas, livros, peças de guarda-roupas e panelas, fico me imaginando num quebra-cabeça gigante, estilo Matrix. Bem, não dá prá perder um segundo, ainda mais com mãos e braços fortes disponíveis para o trabalho,
ah, e as surpresas...a única dificuldade foi consolar Elora...ela esteve inconsolável, revirando as fotos da ecografia para ver se achava alguma coisa diferente daquilo. Bem, só ficou mais tranquila quando começamos a fazer a lista dos nomes. (Coitadinho, entrou em votação mais uma vez!)
hm...teremos um fim-de-semana cheio, ao que parece.
ah, e as surpresas...a única dificuldade foi consolar Elora...ela esteve inconsolável, revirando as fotos da ecografia para ver se achava alguma coisa diferente daquilo. Bem, só ficou mais tranquila quando começamos a fazer a lista dos nomes. (Coitadinho, entrou em votação mais uma vez!)
hm...teremos um fim-de-semana cheio, ao que parece.
terça-feira, 22 de abril de 2008
falta pouco.
realmente, dessa vez acho que um, dois dias no máximo.
O suficiente para o Kiwi não ficar maluco de vez, ou se ver forçado a tomar calmantes...gato em apartamento, complicado isso. O chato é ele não poder sair prá passear, isso sim. Feito o Shaolin (lembra, Di?), que quis se aventurar pelas cercanias verdejantes e se atirou do segundo andar. Sendo o gato-zen que era, até que não deu trabalho com a muleta prá lá e prá cá...saudade daquele bichinho, tão diferente desse doido varrido que adora subir na mesa quando sento prá trabalhar. Fica lá, com aquela cara só disfarçando, até que uma hora se joga em cima dos meus papéis, alucinado em busca de uma caneta. (será que na vida anterior ele foi cachorro, por isso a tara por canetas?). Bem, estou ficando mais esperta e prevenida. Já não deixo a bolsa aberta dando sopa em cima da mesa.
Bonita, nossa casa. Ela está ficando uma gracinha mesmo...espero que eu consiga levar adiante esse ritmo na ordenação da mudança, etc...Por isso que eu acho muito fofo aquele filminho do Mowgli,
necessário, somente o necessário...o extraordinário é demais...
realmente, dessa vez acho que um, dois dias no máximo.
O suficiente para o Kiwi não ficar maluco de vez, ou se ver forçado a tomar calmantes...gato em apartamento, complicado isso. O chato é ele não poder sair prá passear, isso sim. Feito o Shaolin (lembra, Di?), que quis se aventurar pelas cercanias verdejantes e se atirou do segundo andar. Sendo o gato-zen que era, até que não deu trabalho com a muleta prá lá e prá cá...saudade daquele bichinho, tão diferente desse doido varrido que adora subir na mesa quando sento prá trabalhar. Fica lá, com aquela cara só disfarçando, até que uma hora se joga em cima dos meus papéis, alucinado em busca de uma caneta. (será que na vida anterior ele foi cachorro, por isso a tara por canetas?). Bem, estou ficando mais esperta e prevenida. Já não deixo a bolsa aberta dando sopa em cima da mesa.
Bonita, nossa casa. Ela está ficando uma gracinha mesmo...espero que eu consiga levar adiante esse ritmo na ordenação da mudança, etc...Por isso que eu acho muito fofo aquele filminho do Mowgli,
necessário, somente o necessário...o extraordinário é demais...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
lindo, lindo, lindo!!!!
esse eu vejo de novo e entra na lista dos preferidos! Claro que não é sempre que a gente tá com disposição de assistir uma comédia (?) romântica. Tirando o ronco do vizinho já no trailer dos filmes, dá prá viajar naquelas cenas compriiidas em que os dois estão tocando, cantando, compondo. Once me parece sugerir a criação, a abertura e disponibilidade para o novo, os nossos pequenos dramas românticos reinventados em forma de poesia. E música.
Celma vai chegar daqui a duas semanas com notícias fresquinhas de Dublin, e achei uma boa idéia ver o filme irlandês, já que, de resto...pouca coisa. Minha irmã também vai estar por aqui e parece que ambas querem trocar informações a respeito de vistos, viagens, etc. Diego volta por uns dias, talvez por conta do aniversário...Interessante, muitas chegadas e partidas...mudanças, mas isso depende do ponto de vista, da noção de tempo em determinado momento, ih, que viagem...
Bem que eu andava com essa vontade de ter um piano...quem sabe?
esse eu vejo de novo e entra na lista dos preferidos! Claro que não é sempre que a gente tá com disposição de assistir uma comédia (?) romântica. Tirando o ronco do vizinho já no trailer dos filmes, dá prá viajar naquelas cenas compriiidas em que os dois estão tocando, cantando, compondo. Once me parece sugerir a criação, a abertura e disponibilidade para o novo, os nossos pequenos dramas românticos reinventados em forma de poesia. E música.
Celma vai chegar daqui a duas semanas com notícias fresquinhas de Dublin, e achei uma boa idéia ver o filme irlandês, já que, de resto...pouca coisa. Minha irmã também vai estar por aqui e parece que ambas querem trocar informações a respeito de vistos, viagens, etc. Diego volta por uns dias, talvez por conta do aniversário...Interessante, muitas chegadas e partidas...mudanças, mas isso depende do ponto de vista, da noção de tempo em determinado momento, ih, que viagem...
Bem que eu andava com essa vontade de ter um piano...quem sabe?
sábado, 19 de abril de 2008
ah, é bonito de ver, né...tamo tentando levar ela mais prá dentro, que se ficar aí vai encalhar, e tá com filhotinho e tudo. Vê esses bichão tão grande em alto mar, os pulo que eles dão, é uma coisa bem bonita.
Um barato esse negócio de baleia.
o pescador, na verdade, não sabia que a baleia franca não encalha tão fácil como a jubarte. E a bonitona fica ali, no rasinho, só prá amamentar o filhote. 160 litros de leite!!! Impressionante, esse canto delas- deles, melhor dizendo, que parece que só os machos cantam...e prá atrair as fêmeas. Nisso parece que, apesar de nem sempre tão bonito, nosso canto evoluiu. Podemos cantar sem ter em vista fatores puramente instintivos. Em compensação, de certo modo até parece que não nos damos conta do que temos e acabamos desperdiçando...eh bien!
Por falar em canto, esse filme, a Voz do Coração, mesmo com aquela história bem típica, do bando de garotos desajustados que acaba encontrando um professor bem-intencionado etc. (será uma espécie de arquétipo, tipo o "professor-herói"?) é difícil de encontrar. Ultimamente não encontro histórias boas, digo boas o suficiente para me manterem sentada na frente da tv e conseguir esquecer. Ou lembrar. Bem, ando pensando em ser mais seletiva...passei tanto tempo perdendo tempo, que por vezes penso que, no fim das contas, essa vida é bem longa para tantas experiências repetidas...falta de percepção do momento presente, de uma observação além, por isso o zen tão interessante...por isso o silêncio.
E como é que eu não percebi? No filme, o mais bacana é justamente isso: o mito do herói é só fachada, o que fica é a essência de cada um daqueles garotos, que de algum modo conseguiu se expressar através da música!!! Existe sim, algo por trás das pequenas escolhas, dos pequenos gestos. Existe uma qualidade superior naquilo que é feito a partir de um centro, porque nem sempre as boas intenções servem...por isso aquele pessoal no barco horas e horas tirando fotos, catalogando amostras, gravando o canto das baleias, estabelecendo relações e padrões desse animal tão bonito (um exemplo, todo ano o canto muda, até a melodia das canções é comparada, pode?) Até que me deu uma saudade daquele pessoal estranho (biólogos podem ser gente estranha, sem generalizar...mas de perto quem é normal, né?), pena não ter concluído o curso, escolhas...
Um barato esse negócio de baleia.
o pescador, na verdade, não sabia que a baleia franca não encalha tão fácil como a jubarte. E a bonitona fica ali, no rasinho, só prá amamentar o filhote. 160 litros de leite!!! Impressionante, esse canto delas- deles, melhor dizendo, que parece que só os machos cantam...e prá atrair as fêmeas. Nisso parece que, apesar de nem sempre tão bonito, nosso canto evoluiu. Podemos cantar sem ter em vista fatores puramente instintivos. Em compensação, de certo modo até parece que não nos damos conta do que temos e acabamos desperdiçando...eh bien!
Por falar em canto, esse filme, a Voz do Coração, mesmo com aquela história bem típica, do bando de garotos desajustados que acaba encontrando um professor bem-intencionado etc. (será uma espécie de arquétipo, tipo o "professor-herói"?) é difícil de encontrar. Ultimamente não encontro histórias boas, digo boas o suficiente para me manterem sentada na frente da tv e conseguir esquecer. Ou lembrar. Bem, ando pensando em ser mais seletiva...passei tanto tempo perdendo tempo, que por vezes penso que, no fim das contas, essa vida é bem longa para tantas experiências repetidas...falta de percepção do momento presente, de uma observação além, por isso o zen tão interessante...por isso o silêncio.
E como é que eu não percebi? No filme, o mais bacana é justamente isso: o mito do herói é só fachada, o que fica é a essência de cada um daqueles garotos, que de algum modo conseguiu se expressar através da música!!! Existe sim, algo por trás das pequenas escolhas, dos pequenos gestos. Existe uma qualidade superior naquilo que é feito a partir de um centro, porque nem sempre as boas intenções servem...por isso aquele pessoal no barco horas e horas tirando fotos, catalogando amostras, gravando o canto das baleias, estabelecendo relações e padrões desse animal tão bonito (um exemplo, todo ano o canto muda, até a melodia das canções é comparada, pode?) Até que me deu uma saudade daquele pessoal estranho (biólogos podem ser gente estranha, sem generalizar...mas de perto quem é normal, né?), pena não ter concluído o curso, escolhas...
sexta-feira, 18 de abril de 2008
sabe a dancinha? aquela, do tipo torcida que tá ganhando e fica lá, bocózinha, se exibindo?
tudo é muito relativo, mesmo...mas eu gosto de cantar minhas pequenas vitórias.
...............
kiwi hoje está impossível, não me deixa escrever e fica roubando todas as canetas que encontra pela frente...onde estávamos?
hm! pois pois, acredito que dá prá organizar bem o trabalho de fim de semana e ainda dar um pulo numa cachoeira, quem sabe. Bem que o tempo podia continuar como hoje, "esplandecente", como dizia Elora. Já estou com saudades desses dois grudes, é estranhamente quieta a casa sem as provocações, risadas, maluquices desses dois...dá tipo aquela sensação que ela me falava outro dia
mãe...o que é isso que a gente sente? Assim, tipo uma vontade de fazer alguma coisa, mas não sabe o que é. Tipo também quando a gente quer comer uma coisa e também não sabe o quê...
terceiro, quarto raio? Bem, de qualquer modo, estamos a caminho...ontem era dia de visitas e as meninas se organizaram muito bem (às minhas custas, claro, mas mãe serve prá que, afinal?). Fizeram uma lista de afazeres, muito interessante a lista, já que tinha hora do chocolate quente e hora da pipoca. Ando compensando, mas quem não faz isso de vez em quando? Preciso parar de escrever e me dar ao luxo de tomar um banho quente e ver um filme, ou um daqueles livros...antes de cair em tentação e ficar pensando neles, ou nas redações. Pensar que dependiam em tudo de mim, pensar que ainda dependem e muito de mim, e que eu só posso ser o que sou por causa deles. Quanta coisa passa, então...e eu me dou conta de que é exatamente isso: aquilo a que me propus ocorreu exatamente como eu queria, não do modo como imaginava, mas é aquilo ali, direitinho. É maravilhoso e terrível ao mesmo tempo, é como um jardim Waldorf, em que há alternância de expansão e contração, sempre...é como a vida toda, enfim.
mãe, você me gira?
o mais importante está aqui, mas não se diz, nem se vê.
tudo é muito relativo, mesmo...mas eu gosto de cantar minhas pequenas vitórias.
...............
kiwi hoje está impossível, não me deixa escrever e fica roubando todas as canetas que encontra pela frente...onde estávamos?
hm! pois pois, acredito que dá prá organizar bem o trabalho de fim de semana e ainda dar um pulo numa cachoeira, quem sabe. Bem que o tempo podia continuar como hoje, "esplandecente", como dizia Elora. Já estou com saudades desses dois grudes, é estranhamente quieta a casa sem as provocações, risadas, maluquices desses dois...dá tipo aquela sensação que ela me falava outro dia
mãe...o que é isso que a gente sente? Assim, tipo uma vontade de fazer alguma coisa, mas não sabe o que é. Tipo também quando a gente quer comer uma coisa e também não sabe o quê...
terceiro, quarto raio? Bem, de qualquer modo, estamos a caminho...ontem era dia de visitas e as meninas se organizaram muito bem (às minhas custas, claro, mas mãe serve prá que, afinal?). Fizeram uma lista de afazeres, muito interessante a lista, já que tinha hora do chocolate quente e hora da pipoca. Ando compensando, mas quem não faz isso de vez em quando? Preciso parar de escrever e me dar ao luxo de tomar um banho quente e ver um filme, ou um daqueles livros...antes de cair em tentação e ficar pensando neles, ou nas redações. Pensar que dependiam em tudo de mim, pensar que ainda dependem e muito de mim, e que eu só posso ser o que sou por causa deles. Quanta coisa passa, então...e eu me dou conta de que é exatamente isso: aquilo a que me propus ocorreu exatamente como eu queria, não do modo como imaginava, mas é aquilo ali, direitinho. É maravilhoso e terrível ao mesmo tempo, é como um jardim Waldorf, em que há alternância de expansão e contração, sempre...é como a vida toda, enfim.
mãe, você me gira?
o mais importante está aqui, mas não se diz, nem se vê.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
A mesma corrente de vida que percorre dia e noite minhas veias, corre através do mundo e dança em movimentos rítmicos. A mesma vida explode de alegria, através da poeira da terra, em inúmeras ondas de relvas, e rebenta em tumultuosas ondas de folhas e flores. A mesma vida é embalada no berço oceânico do nascimento e da morte, na maré alta e na maré baixa. Sinto que meus membros se tornam esplêndidos pelo toque desse mundo de vida. E meu orgulho vem do palpitar das idades que dançam em meu sangue neste momento.
Gitanjali,
R. Tagore
Gitanjali,
R. Tagore
quarta-feira, 16 de abril de 2008
essas quartas estão cada vez mais cansativas. Talvez o peso extra, e os compromissos, procurar roupa prá eles, já que o frio chegou e a mudança não, a velocidade, ir atrás, sempre...fora o deslocamento do eixo da terra que está fazendo o dia ser mais curto! Ser responsável pelas escolhas, não foi isso que eu disse a ele, depois da escola? Bem, há que se ter paciência, infinita, consigo mesmo.
Minhas decisões irrevogáveis, todo esse mundo criado e incriado dentro de mim, ou fora...o que será que pode significar no fim? As horas passam, de qualquer maneira...a maravilha é que, puxa, uma hora ou outra eu vou dizer prá mim mesma que cheguei em casa, finalmente.
Minhas decisões irrevogáveis, todo esse mundo criado e incriado dentro de mim, ou fora...o que será que pode significar no fim? As horas passam, de qualquer maneira...a maravilha é que, puxa, uma hora ou outra eu vou dizer prá mim mesma que cheguei em casa, finalmente.
domingo, 13 de abril de 2008
non, rien de rien...non, je ne regriete rien....
acho que é a música mais conhecida dela. Aprendi no cursinho de francês ali, do Rio Branco, entre carteiras quebradas e paredes em estado deplorável...isso naquela época, não sei se reformaram o colégio, talvez. Só lembrei disso porque o filme ontem deixou essa sensação...um tanto cansativo, acho que estou sem paciência para o gênio da arte. Me emociona muito mais algo brega e com tendências familiares, ou então. Sim,
a partilha ontem foi sobre a alegria,
estive falando com Gabriel sobre isso, sobre o modo como ele estava atendendo ao telefone. Bem, ele começou a fazer experiências, acho.
Resguardo. Foi o que a médica disse para ser feito hoje, já que as dores de cabeça, frequentes. (Serão tão frequentes assim?). Bem, de qualquer modo, hoje é domingo. E isso não faz a menor diferença, não nesses dias...espero que ele seja forte. Enquanto não estamos na nossa casa, os horários se perdem, as regras flutuam entre possibilidades e discussões, os humores variam e retornam ao ponto de partida. É quase malabarismo, colocar ritmo nisso tudo. Um pouco assusstador, às vezes. Por isso acabo acreditando que, vendo um filme ou outro, algo possa se tranquilizar aqui dentro...bobagem, não vem daí. E é tão difícil encontrar algo bom, nesse caso.
acho que é a música mais conhecida dela. Aprendi no cursinho de francês ali, do Rio Branco, entre carteiras quebradas e paredes em estado deplorável...isso naquela época, não sei se reformaram o colégio, talvez. Só lembrei disso porque o filme ontem deixou essa sensação...um tanto cansativo, acho que estou sem paciência para o gênio da arte. Me emociona muito mais algo brega e com tendências familiares, ou então. Sim,
a partilha ontem foi sobre a alegria,
estive falando com Gabriel sobre isso, sobre o modo como ele estava atendendo ao telefone. Bem, ele começou a fazer experiências, acho.
Resguardo. Foi o que a médica disse para ser feito hoje, já que as dores de cabeça, frequentes. (Serão tão frequentes assim?). Bem, de qualquer modo, hoje é domingo. E isso não faz a menor diferença, não nesses dias...espero que ele seja forte. Enquanto não estamos na nossa casa, os horários se perdem, as regras flutuam entre possibilidades e discussões, os humores variam e retornam ao ponto de partida. É quase malabarismo, colocar ritmo nisso tudo. Um pouco assusstador, às vezes. Por isso acabo acreditando que, vendo um filme ou outro, algo possa se tranquilizar aqui dentro...bobagem, não vem daí. E é tão difícil encontrar algo bom, nesse caso.
sábado, 12 de abril de 2008
A história é boa, muito boa mesmo....só prá se ter uma idéia, ela começa assim: "...então o padeiro deixou a kombi prá arrumar na oficina...e os rapazes da oficina foram passear na zona alegre da cidade. Acontece que os rapazes ficaram empolgados e, meio borrachos, voltaram prá casa, só que no caminho encontraram uma árvore...." Bem, o resto da história é de um humor picante, divertidíssimo, mas acho que não fica bem contar os detalhes aqui. Se alguém quiser saber o resto, fala comigo que eu conto.
Nada de Zoe 101 hoje, por isso o choro no banho. Essa intrometida na nossa vida só causa confusão, mesmo. Tudo bem que tem horas que dá aquele alívio, principalmente naquelas horas em que parece que os dois estão soltando faíscas, e mesmo assim não conseguem ficar longe um do outro. Enfim, limites.
Minha mãe dá notícias de Naranjal, as tragédias e esperanças dos moradores da vila, os grandes acontecimentos...no meio dessa avalanche de coisas que ela conta, nossos pontos de vista tão contraditórios e tão complementares (como é que ia ser diferente?), a fé discutida, os princípios nebulosos, acordos e desacordos familiares, umturbilhão de imagens, sonhos e alegrias que a gente compartilha. Mas o melhor de tudo isso mesmo são essas mãos tão quentes, o sussurrar de madrugada, massagens nos pés, puxões de orelha, amor palpável...dela prá mim, de mim para os meus filhos, um fluxo de energia feito um rio, de passagem.
Essa noite sonhei que estava no carro com Elora, e que uma bala perdida (sonhos da metrópole!) me acertava. Sentia que era o fim de uma etapa, e que ali era o momento da despedia. Muito rápido, eu precisava pensar rápido no que pensar, no que dizer, e o que era realmente importante naquele exato momento...minha mãe fala nas purificações, nos karmas familiares, na compra/venda de imóveis (ah, lembrei, era isso o que ela tinha pedido quando liguei o computador...ah, o vício das palavras), quer aproveitar cada segundo e fala sobre tanta coisa....bem, voltando ao sonho, que foi curtinho, lembro que deu tempo de abraçar Elora, olhar daquele jeito nos olhos dela, e ainda mandar uma mensagem(!) para outro alguém, bem simplificada:
te amo
a alegria é uma energia que vem do alto, do ser interno. Existem seres que têm como serviço vibrar nesse tipo de energia,
seres cantantes, buscando algo mais dentro da própria vibração do som. Quando eu canto prá vocês um novo tipo de relação se estabelece. Como o contato pele a pele, mas diferente...em algum lugar algo sorri, o sono se aproxima tão fácil prá uns. Mas outros preferem fazer cambalhotas...me alegra ver você crescer, sabe? Estar vivendo esse hoje, com todas as dores, aflições, sombras de medo e de desejo, trazem novas cores prá isso tudo que sou eu. Como diria Elora: hoje foi um dia bom, e o seu?
Nada de Zoe 101 hoje, por isso o choro no banho. Essa intrometida na nossa vida só causa confusão, mesmo. Tudo bem que tem horas que dá aquele alívio, principalmente naquelas horas em que parece que os dois estão soltando faíscas, e mesmo assim não conseguem ficar longe um do outro. Enfim, limites.
Minha mãe dá notícias de Naranjal, as tragédias e esperanças dos moradores da vila, os grandes acontecimentos...no meio dessa avalanche de coisas que ela conta, nossos pontos de vista tão contraditórios e tão complementares (como é que ia ser diferente?), a fé discutida, os princípios nebulosos, acordos e desacordos familiares, umturbilhão de imagens, sonhos e alegrias que a gente compartilha. Mas o melhor de tudo isso mesmo são essas mãos tão quentes, o sussurrar de madrugada, massagens nos pés, puxões de orelha, amor palpável...dela prá mim, de mim para os meus filhos, um fluxo de energia feito um rio, de passagem.
Essa noite sonhei que estava no carro com Elora, e que uma bala perdida (sonhos da metrópole!) me acertava. Sentia que era o fim de uma etapa, e que ali era o momento da despedia. Muito rápido, eu precisava pensar rápido no que pensar, no que dizer, e o que era realmente importante naquele exato momento...minha mãe fala nas purificações, nos karmas familiares, na compra/venda de imóveis (ah, lembrei, era isso o que ela tinha pedido quando liguei o computador...ah, o vício das palavras), quer aproveitar cada segundo e fala sobre tanta coisa....bem, voltando ao sonho, que foi curtinho, lembro que deu tempo de abraçar Elora, olhar daquele jeito nos olhos dela, e ainda mandar uma mensagem(!) para outro alguém, bem simplificada:
te amo
a alegria é uma energia que vem do alto, do ser interno. Existem seres que têm como serviço vibrar nesse tipo de energia,
seres cantantes, buscando algo mais dentro da própria vibração do som. Quando eu canto prá vocês um novo tipo de relação se estabelece. Como o contato pele a pele, mas diferente...em algum lugar algo sorri, o sono se aproxima tão fácil prá uns. Mas outros preferem fazer cambalhotas...me alegra ver você crescer, sabe? Estar vivendo esse hoje, com todas as dores, aflições, sombras de medo e de desejo, trazem novas cores prá isso tudo que sou eu. Como diria Elora: hoje foi um dia bom, e o seu?
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Ela cresce, a cada dia que olho para os meus pés em busca do apoio, percebo que um outro mundo entra no meu campo de visão. Pequenos saltos, ondulações, um rastrear em busca da luz ou do som? Dizem que eles sonham na barriga da mãe. Dizem isso e aquilo e aquilo outro, médicos, cientistas, a vizinha, todo mundo tem sempre um bom palpite nessa área. (que dirá as inúmeras teorias a respeito do tamanho e formato da barriga, indicadora precisa do sexo do bebê!). Hoje achei algo novo a respeito: uma tabela chinesa, onde os cálculos necessários (justamente, para saber...o sexo do nenê) são apenas do mês da concepção e idade da mãe acrescido de um. Hmmmm!!! Claro que para tirar a prova, fui lá e fiz os cálculos de Gabriel e Elora.
Existem coisas que fazem a gente pensar...Tipo hoje, ali naquela mesa, o que foi aquilo que invadiu meu campo de pensamento? Uma sensação súbita de mudança, como uma onda se aproximando, vertigem e a vontade de chorar...tudo bem, respiro. Olho pela vidraça e o chafariz continua lá. O relógio continua a marcar a passagem do tempo. Uma mulher olha para os lados e atravessa a rua. Deve ser um bom sinal.
Existem coisas que fazem a gente pensar...Tipo hoje, ali naquela mesa, o que foi aquilo que invadiu meu campo de pensamento? Uma sensação súbita de mudança, como uma onda se aproximando, vertigem e a vontade de chorar...tudo bem, respiro. Olho pela vidraça e o chafariz continua lá. O relógio continua a marcar a passagem do tempo. Uma mulher olha para os lados e atravessa a rua. Deve ser um bom sinal.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Dá trabalho criar filho. Demanda tempo e paciência, um bom-humor nas situações mais esdrúxulas possíveis...delegar plenos poderes às babás eletrônicas e terceirizadas só ajuda a tornar o caos aparente. O não com qualidade de não, aquele que vem de regiões remexidas e vasculhadas pelos psicólogos, paz interna em tempos críticos, tipo título de livro...onde eu acho? Essas coisas que me colocam prá pensar ao olhar o bichinho ali, crescendo.
Uma família está sentada ao meu lado. por incrível coincidência, na outra mesa também há uma família (é domingo). Uma menininha de olhos arregalados ouve da sua mãe
Olha, filha, ali dentro tem um bebezinho!
Olha prá mim com um ar desconfiado, talvez sua mãe esteja vendo coisas....e, como a mãe, a menina fala pelos cotovelos, parece que já conhece todo mundo na confeitaria, se recusa apenas a ir com a atendente buscar o pão-de-queijo que pediu
Ela acordou muito cedo, né filha? Dá bom dia prá Páti!
Voltei a tomar café, uma pena. Adorava a sensação de sentir meu corpo recusando-se terminantemente a engolir coisas que não tolerava, uma espécie de inteligência corporal livre dos meus hábitos, um outro-eu que podia decidir com segurança o que era melhor prá nós. (bem, eu sou você e eu juntos, mas até que ponto você interfere no eu que eu era antes? coisas estranhas, mistérios insondáveis, maravilhas possíveis nesse corpo...)
Quer ir no jogo do coxa hoje com o pai, amor?
O pior é que aqui eles servem café em pequenas garrafas térmicas, ou seja, o cafezinho vira cafézão, mas hoje é domingo, e portanto, um dia cheio...(deveria ser descanso, não?)
Qué i no jogo com a mãe!
Ela ainda tem aquele cabelo curtinho, encaracolado. Isso espanta, a tal precocidade dessas crianças, que cada dia caminham mais cedo, falam mais cedo, interagem com máquinas e vão a jogos de futebol...onde é que foi parar aquele nenê tão quietinho? Ana se mostra impaciente, implora para os pais terminarem logo (alguém já viu essa cena?) porque quer ver o francês. Insiste tanto que a "tia Páti", condescendente, vai até a entrada da confeitaria buscar o dito cujo. Para alegria de Ana Lucia e alívio dos pais, que podem pelo menos terminar o café, a atendente traz o boneco de um metro de altura, um típico cozinheiro francês, gorduchinho e de avental...
Viva!!! O francês!!!
Que divertido, tem coisas que não mudam. Preciso parar de divagar e voltar a corrigir as provas...quem sabe dá tempo de passar no festival japonês, uma vontade de comer anmoti...
Uma família está sentada ao meu lado. por incrível coincidência, na outra mesa também há uma família (é domingo). Uma menininha de olhos arregalados ouve da sua mãe
Olha, filha, ali dentro tem um bebezinho!
Olha prá mim com um ar desconfiado, talvez sua mãe esteja vendo coisas....e, como a mãe, a menina fala pelos cotovelos, parece que já conhece todo mundo na confeitaria, se recusa apenas a ir com a atendente buscar o pão-de-queijo que pediu
Ela acordou muito cedo, né filha? Dá bom dia prá Páti!
Voltei a tomar café, uma pena. Adorava a sensação de sentir meu corpo recusando-se terminantemente a engolir coisas que não tolerava, uma espécie de inteligência corporal livre dos meus hábitos, um outro-eu que podia decidir com segurança o que era melhor prá nós. (bem, eu sou você e eu juntos, mas até que ponto você interfere no eu que eu era antes? coisas estranhas, mistérios insondáveis, maravilhas possíveis nesse corpo...)
Quer ir no jogo do coxa hoje com o pai, amor?
O pior é que aqui eles servem café em pequenas garrafas térmicas, ou seja, o cafezinho vira cafézão, mas hoje é domingo, e portanto, um dia cheio...(deveria ser descanso, não?)
Qué i no jogo com a mãe!
Ela ainda tem aquele cabelo curtinho, encaracolado. Isso espanta, a tal precocidade dessas crianças, que cada dia caminham mais cedo, falam mais cedo, interagem com máquinas e vão a jogos de futebol...onde é que foi parar aquele nenê tão quietinho? Ana se mostra impaciente, implora para os pais terminarem logo (alguém já viu essa cena?) porque quer ver o francês. Insiste tanto que a "tia Páti", condescendente, vai até a entrada da confeitaria buscar o dito cujo. Para alegria de Ana Lucia e alívio dos pais, que podem pelo menos terminar o café, a atendente traz o boneco de um metro de altura, um típico cozinheiro francês, gorduchinho e de avental...
Viva!!! O francês!!!
Que divertido, tem coisas que não mudam. Preciso parar de divagar e voltar a corrigir as provas...quem sabe dá tempo de passar no festival japonês, uma vontade de comer anmoti...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
mas ora vejam!
"Em primeiro lugar, temos o problema da abertura, ou seja, como nos levar de onde estamos, que é, por enquanto, lugar nenhum, para a margem de lá. É um simples problema de ponte, um problema de construir uma ponte. Problemas que as pessoas resolvem todo dia. Resolvem e, uma vez resolvidos, seguem em frente.
Vamos supor que, seja como for, a coisa esteja feita. Vamos dizer que a ponte está construída e atravessada, que podemos tirá-la da cabeça. Deixamos para trás o território onde estávamos. Estamos do lado de lá, onde queremos estar.
metaficção? uau...
...ele está nos livros dela, ou em alguns deles. Reconhece também outras pessoas; e deve haver muitas outras que não reconhece. Ela escreve sobre sexo, sobre paixão, ciúme, inveja, com um conhecimento que o abala. É definitivamente indecente. Ela o abala.
...não adianta brigar comigo. Mas você deve admitir que num certo nível nós falamos, e portanto escrevemos, como qualquer um. Senão, estaríamos todos falando línguas particulares. Não é absurdo, é?, se ocupar daquilo que as pessoas têm em comum em vez daquilo que diferencia um do outro."
"Em primeiro lugar, temos o problema da abertura, ou seja, como nos levar de onde estamos, que é, por enquanto, lugar nenhum, para a margem de lá. É um simples problema de ponte, um problema de construir uma ponte. Problemas que as pessoas resolvem todo dia. Resolvem e, uma vez resolvidos, seguem em frente.
Vamos supor que, seja como for, a coisa esteja feita. Vamos dizer que a ponte está construída e atravessada, que podemos tirá-la da cabeça. Deixamos para trás o território onde estávamos. Estamos do lado de lá, onde queremos estar.
metaficção? uau...
...ele está nos livros dela, ou em alguns deles. Reconhece também outras pessoas; e deve haver muitas outras que não reconhece. Ela escreve sobre sexo, sobre paixão, ciúme, inveja, com um conhecimento que o abala. É definitivamente indecente. Ela o abala.
...não adianta brigar comigo. Mas você deve admitir que num certo nível nós falamos, e portanto escrevemos, como qualquer um. Senão, estaríamos todos falando línguas particulares. Não é absurdo, é?, se ocupar daquilo que as pessoas têm em comum em vez daquilo que diferencia um do outro."
olhos ardidos, a semana toda acordando cedo (cedíssimo) para estudar com Gabriel, e o dia inteiro tomado de atividades, buscas, encontros, desencontros, esperas, cafés e livros.
hm. Acho que tô cansada...resolver às vezes parece deixar que se resolva, e pronto. Mas e a sensação de estar deixando algo importante passar? Bem, foi assim antes e, de um jeito ou de outro, foi como tinha que ser.
Dois velhinhos conversando:
- I am about to die and I know nothing about myself.
- You have been loved, though, Maurice!!! You´ve been adored!
- Yes...and so have you, Ian, a little bit. Except you didn´t always notice it.
-...God...my bloody back!
- No, you can´t cling to me like this, Ian. We´ll both go down.
- So, put me on my feed then, you silly old fool!
- You´re on your feed!
bem, aí está! Apesar de todos os esforços, ela simplesmente passa!
hm. Acho que tô cansada...resolver às vezes parece deixar que se resolva, e pronto. Mas e a sensação de estar deixando algo importante passar? Bem, foi assim antes e, de um jeito ou de outro, foi como tinha que ser.
Dois velhinhos conversando:
- I am about to die and I know nothing about myself.
- You have been loved, though, Maurice!!! You´ve been adored!
- Yes...and so have you, Ian, a little bit. Except you didn´t always notice it.
-...God...my bloody back!
- No, you can´t cling to me like this, Ian. We´ll both go down.
- So, put me on my feed then, you silly old fool!
- You´re on your feed!
bem, aí está! Apesar de todos os esforços, ela simplesmente passa!
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