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sábado, 19 de abril de 2008

ah, é bonito de ver, né...tamo tentando levar ela mais prá dentro, que se ficar aí vai encalhar, e tá com filhotinho e tudo. Vê esses bichão tão grande em alto mar, os pulo que eles dão, é uma coisa bem bonita.
Um barato esse negócio de baleia.

o pescador, na verdade, não sabia que a baleia franca não encalha tão fácil como a jubarte. E a bonitona fica ali, no rasinho, só prá amamentar o filhote. 160 litros de leite!!! Impressionante, esse canto delas- deles, melhor dizendo, que parece que só os machos cantam...e prá atrair as fêmeas. Nisso parece que, apesar de nem sempre tão bonito, nosso canto evoluiu. Podemos cantar sem ter em vista fatores puramente instintivos. Em compensação, de certo modo até parece que não nos damos conta do que temos e acabamos desperdiçando...eh bien!
Por falar em canto, esse filme, a Voz do Coração, mesmo com aquela história bem típica, do bando de garotos desajustados que acaba encontrando um professor bem-intencionado etc. (será uma espécie de arquétipo, tipo o "professor-herói"?) é difícil de encontrar. Ultimamente não encontro histórias boas, digo boas o suficiente para me manterem sentada na frente da tv e conseguir esquecer. Ou lembrar. Bem, ando pensando em ser mais seletiva...passei tanto tempo perdendo tempo, que por vezes penso que, no fim das contas, essa vida é bem longa para tantas experiências repetidas...falta de percepção do momento presente, de uma observação além, por isso o zen tão interessante...por isso o silêncio.
E como é que eu não percebi? No filme, o mais bacana é justamente isso: o mito do herói é só fachada, o que fica é a essência de cada um daqueles garotos, que de algum modo conseguiu se expressar através da música!!! Existe sim, algo por trás das pequenas escolhas, dos pequenos gestos. Existe uma qualidade superior naquilo que é feito a partir de um centro, porque nem sempre as boas intenções servem...por isso aquele pessoal no barco horas e horas tirando fotos, catalogando amostras, gravando o canto das baleias, estabelecendo relações e padrões desse animal tão bonito (um exemplo, todo ano o canto muda, até a melodia das canções é comparada, pode?) Até que me deu uma saudade daquele pessoal estranho (biólogos podem ser gente estranha, sem generalizar...mas de perto quem é normal, né?), pena não ter concluído o curso, escolhas...

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