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sábado, 29 de outubro de 2011




caminhando pela biblioteca, Luísa nas costas e Nicolás avançando por entre os livros,


topo com algo que me faz lembrar,




...dormes sem conforto, um peixe


dentro da baleia do corredor,


a espirrar espuma, a respirar




para todos os lados da carne.


O que pretendes me dizer?


Cuidado, filho, o chão alucina.




Meu filho, fala alto,


meu ouvido está no fim,


já não escuto a minha infância,




já não sei pensar com os símbolos,


as metáforas e os sinais.


Alguns amadurecem, a maioria cansa.




assim, de repente, numa página aberta ao acaso, Carpinejar me deslumbra


nas poucas linhas que em mim ressoam.


Um filho.


É esse, vou levar.


Nicolás, você quer pegar um?


eu quero três!




Mas, ah, se fosse assim, tão fácil....ou será que...?


Quem são afinal, esses seres que vêm através de nós mas podem trazer algo tão diverso,


as pequenas coisas que nos emocionam e


os desastres paralisantes...eu estive perto de algo que agora me fugiu,


acho que por isso a poesia,


talvez por isso mesmo o mar de amor.


Ser mãe,


algo tão óbvio para mim,


mas também tão duvidoso algumas vezes.


Todos estão cansados hoje. Victória, Fabíola e Elora desenham abstrações impossíveis (quem inventa essas coisas malucas do Imagem e Ação?)


é uma menina gritando uhu!


não, uma pessoa gritando feliz porque ganhou cabelo,


ou sapateando!


quase!


camaelástica!


tagarelando enquanto pula!


SALTO EM ALTURA, querida!


nossa, mas ela podia pular tão alto assim?




Meu filho, minha filha, do Carpinejar, é um desses assim,

tem que ler prá saber,

eu ainda não li.

Junto com outros tantos

empilhadinhos na cômoda, uns oito ou dez,

esperando a vez.

Quem sabe depois do passeio, ou depois das costuras, do lavar passar cozinhar, rir e chorar
e do café.
que´que é cafona, tia?

Meninas, prá tudo tem um tempo.
Hoje Nicolás esperou impassível sua vez de rebater. Pela primeira vez, e já parecendo conhecer as regras do treino, não largou nem por um segundo o taco de beisebol que lhe deram. E observava...o problema era conter a emoção, ao soltar os ah, esse não deu certo, e atrapalhar um pouquinho a concentração dos outros, ou melhor, outras. Era o time das meninas de T-ball do clube Nikkei de Curitiba. A treinadora mandou voltar, disse que se o treinador "dos pequenos" não vier próximo sábado, ela mesma assume o pequeno jogador.
vamos ver a agenda, meu filho...que a vida segue seu próprio ritmo
dentro de uns tantos outros já desenhados de antemão.
Será que eu sei o que é isso?
Será que eu sei o que é o certo?
Apesar de tanto isso e aquilo, vejo meus medos anseios no que me cerca.
Tudo tão próximo e veloz que me assusto...o olhar esse (trecho) do poema e mergulhar
no imenso que pode ser o mundo do meu filho. Dos filhos.
Como poderia querer sequer dizer que sei quem você é
se eu mesma ainda tateio meu próprio universo?
Olho você sorrindo e isso me basta.
veloz...

tia, isso aqui não parece alguém pisando no tomate?
então...era d, né...de difícil!









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