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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os ossos abrem cminho até a superfície da terra a cada estação de chuvas.
Eu queria me alimentar de alegria como os deuses radiantes.

Mãe, Nic num tem capacete!
Pois é, amor...mas eu coloco o cinto em você, tá bom?
Ísa num tem capacete.
é, ela não tem, nem a mamãe...quem sabe mês que vem a gente compra.
7:30 am, no ponto de ônibus em frente a APAV, Douglas com cara de sono
e aquele sorriso-alegria nos cumprimenta o novo dia e, claro, como é de praxe,
meus dois indiozinhos fazem cara feia para o tio que atrasa nosso passeio.
Ora, ora...não fosse a multa eu comprava, uns quatro de uma vez,
Paradas providenciais, que eu não sou de ferro,
e lá chegamos na escola de inglês,
(desistências, planos alterados, adiados, quem sabe?
Elora insiste, mesmo sem as aulas de inglês
mãe, afinal, nós vamos para a Austrália?
ok, that's a good question...and as i said: it's not if but when, babe....who knows!)
mas, como dizia meu quase mentor Venturelli, "voltemos à vaca fria"...
pedaladas, sol, vento no rosto e por sorte, nenhuma buzinada no ouvido.
Maravilha, a coisa funciona, mesmo sem os ditos cujos. E lá seguimos, um pouco de mercado, outro de ChinaHouse e suas mil e uma utilidades, o extrato do banco, a multa quitada, um oi aqui e outro ali....ah, isso sim demora,
mas olha só....você mandou fazer?
acho que vou ter que virar garota-propaganda mesmo, visto que muito pouca gente anda pedalando pelas ruas de Curitiba com os dois filhos pequenos num reboque,
que eu carinhosamente prefiro chamar de trailer, oras!
Pois é, minha gente...tem uns doidos por aí que vão cantando essas músicas do Cat Stevens,
Cats in the cradle, dust in the wind (o pior é ficar lembrando daquela vozinha miúuuuuda que regravou...), where true love goes...e bora...vão seguindo do jeito que dá, com ou sem ciclovia...
o porquê da fase Cat Stevens é que eu ainda não entendi...de repente algo a ver com olhar pra trás, os olhos do meu pai, o sorriso d minha mãe e todas aquelas músicas que um dia chegaram até mim quando eu ainda era tão...meudeus...tão o que????
Espio rapidinho os dois por cima do meu ombro. Lembro de outras coisas que ainda tenho que comprar fazer terminar e começar e parece que o dia é curto demais. Muitas coisas em pouco tempo, já que hoje Pedro e Ana vêm depois do almoço e lá vamos nós, ao ritmo de This is the Life
dessa voz linda que é Amy Macdonald...então sombras de alguém um dia chegando em casa de manhã, pegando o expresso com um casaco anos 70 e aquelas botas coturno, os olhos meio borrados e a cara alegre de virar a noite. Achando que podia estar inventando um novo "estilo", descobrindo coisas que tlvez ninguém soubesse, pensando que a vida podia ser assim, tão diferente de tudo. Nessa época eu ainda não sabia que as coisas eram reinventadas a todo momento...so...here we are, re-creating all again...includes myself, B.
No meio de tantas divagações, acordes ecoando enquanto tento pegar o fio de novo...ah, sim, comecei com a história dos ossos...essa frase é uma daquelas que um desses malucos começa um desses livros que a gente pega assim meio no ar. Interessante, claro, sempre é divertido quando o cara, ou melhor, ela, costura o texto com canções, cheiros, o clima...mas esse amor anda na corda bamba. Não sei, posso estar enganada, mas quando eu me lembro demais de quem escreve a história por trás da história em si fico um pouco chateada.
As pessoas guardam segredos o tempo todo. Escondem amantes. Mulheres escondem bebês. Os pais escondem de seus filhos suas fraquezas. Os filhos escondem quem são de seus pais. A quem aviltmos com nossos segredos?
Por que ansiamos pela rendição no amor? Amor que não pode durar. O mundo está fora do jardim.
Noooooosssa, Tracy e Clapton e eu me pergunto por onde andei...
"Os Desaparecidos" tenta construir uma história de amor tendo esse pano de fundo vermelho que foi o Ano Zero, aquela atrocidade toda no Camboja que me faz pular parágrafos porque, ah, vamos combinar....é difícil, sim. Mas a vida chama a vida. Como Whitman, quando canta aqueles poemas e cada vez que fico deprimida e leio Leaves of Grass, ou song of Myself, é como se caísse num corredor onde tantas experiências humanas foram acumuladas e justamente por isso é possível voltar à superfície renovada.
...a child said what is the grass
fetching it to me with full hands...
e aquele cara de chapéu e macacão de operário se torna para mim profeta do indizível,
amante de um Deus encarnado na vida,
em TODA a vida.
a morte, como um parto, não é algo lá,
mas algo que vai acontecendo na gente desde o começo...(ih, já vai falar que fiquei mórbida só porcausa dessa guerra toda). Acho que a guerra sempre existiu, ela está aqui. E nem por isso a gente se entrega, não é verdade?
Nos opostos, ou melhor, nesse espaço entre ambos, criamos tantas maravilhas possíveis,
e vamos seguindo,
amando, criando, sorrindo....gente, como é louco viver!!!!!
Mas você sabe como eu prefiro deixar aqui só o lado, digamos, mais fácil...porque
viver às vezes é...dificil.
Bora nóis...no final das contas, o importante é usar o tal capacete, e depois deixa a vida te levar...Jahmaica leve voa,
com ela vou longe, e sozinha longe demais até,
por isso esses pequenos, e gato cachorro quintal...
eu devia era aprender mais comigo mesma, uai.

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