Talvez por causa do uivo dos lobos...mas voltei àquele livro
do ser que continua a habitar, apesar de tudo, no
subterrâneo selvagem da rebelde e esquiva natureza feminina.
Outro dia escrevia num banco de ônibus, prá passar o tempo e amenizar o calor sufocante. Escrevia o que me vinha à cabeça para afugentar (ou tornar menos reais) os monstros que me atormentavam há alguns dias. Com Nicolás no colo, entrei no ônibus e-pausa- todos os assentos lotados. Uma pausa muito breve, daquelas em que você tem tempo de olhar e saber que mais ou menos 2/3 dos passageiros são do sexo masculino e ainda assim é uma garota quem levanta e cede um lugar. Interessante, não? Existe algo de avassalador na gentileza, algo que paira por alguns minutos numa atmosfera de acolhimento e retribuição. E que acaba assim, transposto em um texto que nem é LUNATic, nem um diário de bordo...terreno insondável de virtualidades e premeditações....voltemos ao Trapo, aquele poeta que
é um pouco maluquinho....e voce me pede histórias mais histórias você quer histórias como alguém que nasceu aos quinze anos e perdeu todo o background de lobos, cordeirinhos, ursos, chapéus vermelhos...Você não se importa de não entender minhas cartas, o que você quer é a música, a sugestão, o que parece ser, o que você quer é esse amor espicaçado palavrvoso tenso marginal e louco que te dou...eu ia te contar qualquer coisa que já esqueci porque eera mentira.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
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