tentei de novo falar com você esta madrugada, mas o quintal estava povoado de lobos ganindo contra minha sombra
essa é uma das coisas boas da vida: abrir um livro e logo depois da primeira frase ter que parar um pouco prá
mas onde é que eu estava mesmo?
e eu nem me lembro direito de tanta coisa...como posso basear minhas convicções em algo intangível que não está mais aqui nem lá? Ainda assim ressoa em mim, em tantas formas de reações inconscientes. Será isso sempre mau? Ou bom?
tivessem os sonhos auspiciosos o poder de transformar o tempo, todos os poetas sucumbiriam de uma só vez.
Fico pensando na maravilha que pode ser certo grau de inconsciência. No assombro que seria para nós se pudéssemos ter uma percepção verdadeiramente clara do que se passa ao redor (dentro? fora?) de nós. Enfim...não que eu esteja pensando na inércia ou apatia como algo positivo (e quem pode realmente saber?), mas talvez isso também faça parte do processo...isso é prá ser engraçado, me parece. Por exemplo, hoje falei que estava estudando japonês e a pessoa me olhou e perguntou por quê. POR QUÊ? Lembro de um dia uma amiga ter comentado comigo que estava lendo O Jogo de Amarelinha, do Cortázar, no original Rayuela e- tô pasma- eu fiz a mesma pergunta: por quê?
Uma terapeuta do ki dizia para seus pacientes se divertirem, buscarem a diversão, como parte do processo de cura (e, pelo que eu entendi, de manutenção) do corpo físico. Quem sabe não é isso que conta no final? Não a somatória de desafios vencidos à base de muito esforço, mas aquelas pequenas vitórias que passaram quase desapercebidas, como uma leve brisa, num fluido rítmico e constante, mas muito, muito suave?
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
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