Ele não vai se lembrar disso.
Mas eu vou.
Com um livro no colo, observo Nicolás se concentrando na nova brincadeira, que poderia ser caracterizada como "travessia de obstáculos". Com muita atenção, ele estica o mais que pode uma das perninhas sobre um tijolo ou uma pequena pilha de gravetos. Depois volta e refaz o trajeto. Umas oito vezes, me parece. Agora vai até a garagem, não sem antes me lançar um olhar como quem diz vem comigo? Essa estranha inquietação não se afasta, imaginei ontem que talvez fosse algo com minha mãe, já que ela pensou que deveria ter ido, né, filha? Mas achei melhor esperar até dia 18, daí vamos ficar bem juntas e curtir as férias.
as tábuas carcomidas da garagem, o tapete mofado e se desmanchando, as coisas todas que guardamos, e a sujeira...de algum modo, penso, isso deveria ser o final. Nic não se importa com nada disso, aproveita para subir no carrinho (que também já tem seus dias contados), ou procura algo que possa carregar de um lado pro outro. Os vizinhos, muito animados, estão contando uma piada com um fundo de verdade e isso faz todos rirem muito alto. Talvez eu devesse me preocupar de menos e me ocupar de mais...cabeça vazia...Poderia dizer, de modo muito ingênuo, que minha casa é reflexo do meu mundo...como Homer (não o dos simpsons), estou esperando prá ver.
- Então arrumamos a casa de sidra para nada! comentou Homer para Olive
- Nada jamais é melhorado para nada, Homer.
A justificativa ianque para o trabalho árduo nos meses de verão é ao mesmo tempo desesperada e desfeita pelo prazer excepcional dessa fugaz estação
Mãos à obra!
domingo, 22 de novembro de 2009
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