
Ondas se avolumam. Madrugada ainda, e eu sonho com alguém que não consegue me encontrar. Procurando rever todos os compromissos pendentes, melhor deixar tudo por escrito, pena não ter o mapa da cidade.
Ela vem, e ...puxa, não consigo pensar!
chá de quê, filha?...
minha mãe dá um sorriso nervoso, fico pensando nas coisas que teria que fazer hoje. Pensei que fosse dar tempo.
ah, bem que eu tava achando você meio estranha....
pois é, de repente, diferente de Elora, dessa vez seja mais rápido, preciso arrumar as malas.
Parece que me aproximo de outro lugar, agora eu lembro...a dor é algo do limiar. A entrega é tudo que nos resta, e eu não preciso pensar. Nossa, o que é que estou me tornando?
Uma alegria tão grande, e eu vou ter que me despedir dessa barriga linda, dessa comunhão simbiótica que tínhamos até agora. Que seja, então. É, não vai dar tempo.
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