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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Outro dia assisti um documentário, feito pelo Instituto Nina Rosa, a respeito do uso da carne na alimentação humana. O mais interessante não é só a abordagem ética da questão, por assim dizer, mas também o impacto social e até político que tal questão pode suscitar. Se alguém porventura estiver interessado em temas como consumo consciente, é bacana dar uma olhada nesse vídeo, sem preconceito!
Ontem, enquanto aguardava o preparo de um medicamento homeopático, li a respeito da tragédia na China. Pode parecer a coisa mais boba do mundo (e talvez tenha parecido, mesmo), mas não conseguia parar de chorar. O coração dilatado por uma dor que não é minha. Mas será que, num certo nível, também não é minha? Todas as dores sendo uma só, esse corpo-humanidade ainda esquecido do quanto somos interdependentes, não só em relação uns aos outros, mas em relação ao todo que nos cerca, em escalas talvez até inimagináveis. bobagem, há quem diga. Sentimentalismo ou outro rótulo qualquer. Eu prefiro aquela imagem, que não é ideal, mas é pelo menos uma aproximação: a fábula do incêndio na floresta, em que todos os animais tentavam se salvar e, já longe do fogo, apenas observando, viram que havia um passarinho que voava de cá prá lá. Uma hora o leão perguntou
mas o que é que você está fazendo afinal?
Estou ajudando a apagar o incêndio.
O leão deu risada daquele passarinho que levava água no seu bico, tão ingênuo.
E você pensa que vai conseguir apagar o incêndio assim?
Bem, talvez eu não consiga, mesmo. Mas pelo menos estou fazendo minha parte.
Talvez não seja suficiente pensarmos hipóteses e soluções para um futuro distante. As ações baseadas em escolhas conscientes nos tornam, de algum modo, mais humanos. E vejo isso de um ponto de vista superior porque acredito que a humanidade ainda não expressou seu potencial latente. Não dá prá fingir que não é conosco o que acontece do outro lado da rua. Não dá prá adiar tais assuntos quando estou com meus filhos, porque eles já podem escolher também. E têm vislumbres. Eles têm olhos para ver o que não vimos, como todas as gerações que se sucedem.
Bem, acredito que, de algum modo, sempre fazemos a diferença, mesmo quando o resultado da nossa ação parece pouco ou quase nada.

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